Golden slumbers fill your eyes…

Oh, céus!

19 Junho, 2008 · 3 Comentários

Sei lá. Ainda estou pensando sobre o assunto das duas últimas postagens.

Sou entusiasta do alargamento da competência da Justiça do Trabalho (pena que pode vir, à reboque, a morosidade, o entupimento das varas - mais ainda!? - etc).

Porém, acho que neste caso, o serviço prestado não pode ser classificado nem de imaterial (aquele papo de obra de arte, serviço intelectual etc), ele é serviço irreal, e, portanto, não protegido por lei!

Já ouvi até que é serviço criminoso, algo tipificado como estelionato, charlatanismo. Sei lá. Estou pensando.

Aliás, vamos lá. Mesma sorte teria o reclamante que cobrasse o seguinte:

Cidadão foi na Basílica de Nazaré, e falou para o padre (o coroinha e futura testemunha esta do lado):

-Padre, preciso vender minha casa. Vale 100 mil reais. O senhor pede para N. S. de Nazaré interceder junto ao filho para que consiga vender. Ore por mim. Vá lá em casa, vamos fazer uma novena etc. e tal. Caso consiga vender a casa lhe dou 10 mil reais.

O padre vai todos os dias, durante um mês. Rezando terços, novenas, correntes de orações.

O cidadão vende a casa. Não paga o padre. O padre entra na Justiça do Trabalho. Terá direito de receber a quantia?

Outro.

A mesma história acima, porém se passando na Universal do Reino de Deus.

O pastor coloca o pedido na fogueira santa, na fogueira de Israel. Também vai na casa. Salmos e mais salmos lidos, orados etc.

Vendida. Não paga o acertado. Terá direito na Justiça do Trabalho?

Vamos mais além. A partir da EC nº 45, padres, pastores, bispos, mediuns, etc, fugindo da antiga e controversa questão de vínculo de emprego com a Igreja, Templo etc, mas, agora, cobrando realação de trabalho, terão, finalmente, seus ou alguns direitos reconhecidos???

Oh, céus!

Categorias: Na Geral

3 respostas so far ↓

  • juca // 19 Junho, 2008 às 2:55 pm

    Lafayette,

    Como bem sabes não sou entendido este assunto.
    Leigo, tendo a achar que este tipo de querela é do Cível, nunca da Justiça do Trabalho.
    Se o estado é laico não lhe cabe decidir sobre a eficácia de seitas e crendices, tornando o asunto à esfera da prestação de seviços não concretizado.

    Abs

  • Lafayette // 19 Junho, 2008 às 3:14 pm

    Caro Juva, a Justiça do Trabalho teve um “alargamento” de suas competências com a Emenda Constitucional nº 45.

    Sem entrar no juridiquês, a Constituição colocou no mesmo saco, as questões que gravitam ao redor das relações de emprego e de trabalho (entendes a sutileza da diferença?)

    Assim, se você quiser cobrar um cliente pelo trabalho, pessoal, realizado é lá na Casa do Alencar (rsrsrs) que deves ir, agora.

    A decisão de Macapá é inédita no Brasil. Ali está o seguinte recado: Não interessa o serviço e seu resultado. Interessa a utilização do homem por outro homem ou empresa ou instituição ou órgão ou qualquer outro ser, personalizado, ou não.

    Daí, os padres e ex-padres, bispos e ex-bispos já poderem, na visão da sentença, cobrarem na Justiça do Trabalho, pelos anos e anos de TRABALHO.

  • juca // 19 Junho, 2008 às 5:11 pm

    Certo, dr.
    Que venha a Emanda 45 no caso, e a Santa Madre prepare seus cofres…rs
    Abs

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