Golden slumbers fill your eyes…

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É uma figura…

1 Outubro, 2008 · Nenhum Comentário

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…né não?

1 Outubro, 2008 · Nenhum Comentário

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Por falar nisso…

26 Setembro, 2008 · 1 Comentário

Ainda convenço o Ricardo Freire, do post anterior a incluir, pelo menos aqui no caso do Pará, praias de rio em seu Guia. Levaria-o a algo assim:

Praia do Paraíso, em Mosqueiro-Belém/PA

Praia do Marauh, em Mosqueiro-Belém/PA

Isso pra não falar na praia de Sirituba-Barcarena/PA, nas praias de Joanes e Pesqueiro-Marajó/PA.

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Deu no Estadão!

26 Setembro, 2008 · 20 Comentários

Ricardo Freire, é daquelas pessoas que dá vontade de ser amigo, botar no colo e ninar, fazê-lo descansar e contando-lhe histórias, até pegar no sono…

Também dá vontade de, pelo menos, uma vez por mês sair para bater papo. Falar da vida, da praias, das pirações, das cidades, dos países, da web, falar de pratos, comer, falar de bebidas, beber, contar piada, rir.

Depois de alguns anos, lendo-o, blogando-o e, cada vez mais admirando seu trabalho (na verdade, além de gostar do resultado do seu ofício, sou fã de seu texto. Ele escreve, e como escreve, bem, muito bem!), chegou a oportunidade de ver, falar, conversar pessoalmente com o cidadão.

Minha vida (tá, pelo menos há 12 anos) é escrever. Advogado. Ao lado de meu pai - que dentre outras, muitas outras, coisas é escritor - o Ricardo está entre o cinco melhores que já encontrei pela vida (pode incluir aí, pessoas do calibre do Mario Quintana). Ele é bom e pronto!

Como diz o artigo reproduzido abaixo, publicado hoje no Guia do Estadão (jornal paulista), e que pode ser lido, comentado e visto com fotos de Belém aqui, ciceroniei o Riq em sua rápida passagem por Belém (ele, antes, tinha ido à Ilha de Algodoal, para incluí-la no seu excelente guia “100 praias que valem a viagem”).

Conheci pessoalmente o meu guru e gênio, como já disse aqui e aqui (“Inexiste alguma coisa mais inexistente do que o Second Life? Eu até hoje não fiquei sabendo da inexistência de nada menos desinteressante.”).

Ele é tímido! Os olhos vivos e azuis. Educado e observador …e como é observador! Gente-da-melhor-qualidade, como se diz por estas bandas.

Desde quando ele apareceu pra mim (não, não foi coisa de Alan Kardec), na coluna Xongas, publicada na Revista Época, virei amigo dele - e ele nem sabe disso! E daqueles amigos que batem looongos papos!

Longos papos é o que se precisa, afinal!

Num encontro desses, o Ricardo sai em desvantagem, digamos assim. Ora, a pessoa que ele vai encontrar sabe mais dele, do que vice-e-versa. Afinal, ele, e não o outro, tem até verbete na Wikipédia (comentei isso com ele, e ele revelou sua timidez, mesmo que por um átimo - ato falho). Mas isso ele nem tchum por isso! Não é por descuido que sua estrela brilha.

Bastam dois minutos, ou um cruzamento engarrafado, para você se sentir bem ao seu lado (ora, tanto lá, como cá, não sabíamos, ao certo, o que iríamos encontrar, correto?).

Tomará que ele volte, e tomará que da próxima vez dê tempo para tomarmos um tacacá lá na Apinagês, canto com a Caripunas.

Ricardo escreveu um artigo, que, hoje, saiu publicado no Estadão, relatando sua passagem por Belém do Pará. Segue o artigo. Uma delícia!

City-tour no tucupi
Ricardo Freire - 26/09/2008

Você sabe que se tornou dependente químico de internet quando chega a uma cidade que nunca visitou e cogita não sair do quarto só porque a conexão wireless do hotel é espetacular e você quer tirar o atraso de dois dias offline.

Aconteceu comigo outro dia em Belém, durante uma escala não-programada. No fundo, talvez eu quisesse ficar no hotel para não estragar minhas expectativas: Belém ocupava o topo da minha lista de lacunas imperdoáveis, e eu sabia que uma tarde seria muito pouco para dar conta da cidade.

A mesma internet que me prendia ao computador, contudo, acabou por me levar à rua. “Já chegaste?”, perguntou o Lafayette, leitor das antigas do meu blog, e a quem eu ainda não conhecia pessoalmente. “Daqui a cinco minutos passo aí pra te apanhar”.

Como todo mercado que se preza, às duas da tarde a parte de peixes do Ver-o-Peso não estava mais funcionando. Mas ainda havia alguns feirantes e quase todas as barraquinhas de perfumes e poções amazônicas. Estavam lá a andiroba, a priprioca e todo um mundo de substâncias que ainda não passaram no vestibular para produtos da Natura.

“Já almoçaste?” Passando pela ala das botequinhos de açaí, aquilo não era uma pergunta: era um desafio. Sim, um açaizinho não ia mal. “Mas aqui não tem essa de granola nem banana, viste?”. E mandei ver à moda local: com um pouco de açúcar, farinha grossa de mandioca e… peixe frito. Quem precisa de Tailândia quando o Pará está logo ali?

Eu precisava voltar ao hotel para trabalhar, mas o Lafa não deu o city-tour por completo antes de me mostrar todos os espaços públicos que foram restaurados e transformados de forma espetacular nos últimos anos. Todo mundo já ouviu falar da Estação das Docas, o Puerto Madero belenense, mas há muitos outros exemplos – de um hangar que virou centro de convenções a uma penitenciária que se tornou centro joalheiro.

Quase todos os projetos têm o dedo de Paulo Chaves, um arquiteto que é assim um Jaime Lerner paraense, e realizou as obras com um padrão de qualidade que dificilmente se vê em espaços públicos brasileiros.

À noite, traçando um pato ao tucupi (de novo: olha só, Tailândia!) com o Lafa mais a sua doce Aluísia, no Lá em Casa das Docas, eu fiquei pensando como seria fantástico ter um Paulo Chaves para transformar alguns espaços de São Paulo.

Senhores candidatos: alguém se habilita a importar o homem?

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PAPO DE POLÍTICO É CHATO

1 Setembro, 2008 · 2 Comentários

PAPO DE POLÍTICO É CHATO

André Costa Nunes

30.08.008

 

 

Não há nada mais chato de que papo de político. Não estou falando de promessas de campanha, impostação para angariar voto, impressionar eleitor e, com maior ou menor seriedade, explanar suas propostas para governar ou legislar.

Estas são necessárias, democráticas, embora chatas, também. Refiro-me ao dia-a-dia. Ao antes e depois das campanhas. É incrível a rapidez com que eles se acostumam na fantasia como na música do Chico Buarque cujo título vem bem a calhar: Quem te viu e quem te vê. Daí pra frente, não tem volta. Adquirem uma outra personalidade. Não sei se para melhor ou para pior. O fato é que mudam. Quando de partidos ditos ideológicos têm sempre uma resposta teórica, velha, carcomida, formatada na ponta da língua. Uns, com brabeza, outros com candura. Poucos com nobreza. Se de partido burguês, como ademais, hoje todos o são, a política há muito deixou de ser um meio. É um fim em si mesmo. Aí a papo é sempre ao gosto do freguês. Se contrariar o eleitor, perde o voto.

Que papo de político é chato, já se disse e, acho até que é opinião geral, mas quase sempre nos referimos a um ser indefinido, quase abstrato, de outro planeta, mesmo que seja de nossa cidade ou do nosso bairro. Aquele que encontramos no elevador, na padaria. Cumprimentamos com um sorriso burocrático e recebemos outro em troca. Quando aparece na mídia dizemos quase como gabolice: eu conheço esse cara, mora perto de casa. Às vezes até nos queixamos dos buracos da rua e da carestia. Ele sempre é solidário. Concorda e diz uma frase de apoio. Não deixa de ser uma maneira de levar vantagem. A velha lei de Gerson.

Decididamente político não é o meu papo preferido. Bem que me esforço. Sou um ser gregário por natureza. Como se dizia antigamente, sou de corriola. De antes da auto-ajuda, do network marketing. Ser rico a qualquer custo. Ideal americano, japonês, paulista. “Vencedor”. Bem posto e bem postado. Enólogo, Daslu. Charuto havana. Não, sou do boteco, do samba (latu sensu), da cerveja, da cachaça. Como José Marti, “el arroyo de la siera me complace mas que el mar”. Claro que um bom vinho, em um ambiente sofisticado, um piano, tem seu valor, não sejamos radicais. Mas lugar de papo democrático e honesto e o bar. A corriola se desnuda. Ri, goza e é gozada. O mundo tem solução em discursos de no máximo três minutos reverentemente interrompidos pelo bordão da viola ou o trinar do cavaco. Político que tem corriola e freqüenta boteco já merece uma carrada de indulgências plenárias. Expõe-se às críticas mais acerbas, ferinas e, o que é bom, com direito a réplica e tréplica. In vino veritas. E o pior é que tenho um mundo de amigos políticos. De todos os matizes, alguns freqüentadores de botecos. Nenhum evangélico, o que é uma pena, senão, pode parecer preconceito, prática que abomino e me dá urticária.

Sem querer fazer juízo de valor e, como de praxe, até para não perder amigos, salvo raras e honrosas exceções, papo de político é muito chato.

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