Xingu, vivo?

Lafayette,

Minha comunicação via internet aqui em Altamira está péssima, mas vou te relatar, da maneira mais sucinta possível, começando pelo fato, cujas imagens deves ter visto pelos noticiários, o que aconteceu no encontro “Xingu Vivo para sempre”, de 19 a 23 de maio de 2008 promovido por dezenas de ONGs e associações:

PREPOTÊNCIA E COVARDIA

No segundo dia do evento, vinte de maio, no Ginásio Poliesportivo de Altamira, a programação previa, após o intervalo para o almoço, em uma inversão da ordem de apresentações e debates, o tema Belo Monte e outras hidrelétricas planejadas para o Xingu. Debate este que se pretendia racional e técnico.

– O Primeiro a falar, com insuspeitada competência técnica e equilíbrio, foi o professor Osvaldo Sevá da UNICAMP, autor de um alentado estudo sobre as diversas alternativas propostas para as hidrelétricas do Xingu e seus efeitos e impactos sócio-ambientais.

– O segundo foi o Sr. Paulo Fernando Vieira Souto Resende, coordenador de estudos da AHE de Belo Monte Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRÁS.

A prepotência

– O Sr. Paulo Fernando, debaixo de esparsas vaias, como, aliás, era de se esperar, pois o circo não fora armado para ele, muito pelo contrário, tinha o objetivo explícito de unir forças contrárias a construção da barragem, portanto, o que dissesse seria irrelevante, mas pelo menos um simulacro de democracia.

– A fala do senhor Paulo foi um primor de arrogância e prepotência. Falou como nos bons tempos ditatoriais, ou melhor, falou a fala do trono.

– Procurou diminuir os argumentos do professor Sevá e, em outras palavras, deixou claro que a decisão estava tomada. Disse isso, repito, de maneira arrogante e soberba. Com a sutileza de um elefante em loja de louças.

– As vaias foram inevitáveis, mas comedidas.

– Em seguida falou um representante do Movimento dos Atingidos por Barragens de Tucurui – MAB. Um discurso inflamado e contundente. Em um determinado momento usou a termo GUERRA!

Fechou o tempo. Como se fosse uma palavra-de-ordem, uma senha, que sinceramente acreditamos que não foi, os Caiapós ensandecidos, facões em punho, liderados pelas índias, mais belicosas que os homens, partiram para cima do grupo de palestrantes e organizadores, inclusive o bispo dom Erwin da prelazia do Xingu. Buscavam especificamente ao representante da ELETROBRAS.

Foi uma cena de barbárie explícita. Deprimente e covarde. Sobrou até para os apaziguadores.

Repórteres e cinegrafistas corriam para registrar a cena. Organizadores estáticos, inermes, não conseguiam conter a turba, até porque, a ameaça pairava também sobre eles.

Nas arquibancadas repletas de estudantes adolescentes e crianças, choro, pânico, pavor.

No chão da quadra, um homem, o senhor Paulo da Eletronorte espezinhado, retalhado.

Sangue, muito sangue. A camisa retalhada e arrancada a facão. Os farrapos nas pontas das lanças como alegorias de um ritual macabro.

Não sei exatamente como e porque parou. Talvez porque a simples visão daquele sangue fosse suficiente para saciar tanta sandice.

O dia anterior

Creio que os acontecimentos descritos fossem de certa maneira previsíveis.

19 era o dia da abertura do evento. Perto de mil índios e índias, de diversas etnias apresentaram-se em grupos separados, um de cada vez. Dançavam armados de facões e bordunas e pintados para a guerra. Não confraternizavam com não índios, nem entre si.

O ponto alto foi a apresentação dos Caiapós chefiados pelas evoluções da índia Tuíra que dezenove anos atrás, em encontro semelhante, foi manchete de todos os jornais do mundo, quando ameaçou com um facão um diretor da Eletronorte. A cada evolução da guerreira seguiam-se aplausos da platéia. O mote era o mesmo: a hidrelétrica de Belo Monte na Volta Grande do Xingu, naquele tempo com o nome de Cararaô.

Ali já estava identificado o inimigo: a Eletrobrás, Eletronorte e quem mais fosse a favor da barragem. Desenhava-se assim o previsível desfecho do dia seguinte.

Por fim, como se costuma dizer, “entre mortos e feridos escaparam todos”. Por pouco a tragédia não foi maior.

A luta do movimento “Xingu Vivo para sempre” era legítimo antes e o será depois desse encontro.

“yo no creo en brujas, pero que las hay, hay”.

Ps: as cenas, após editadas pela televisão (ah, esse tal de tempo curto na televisão!) não refletem, nem de longe as tensões, aqui, presentes.

André Costa Nunes, de Altamira.

(publicado do celular – já fiz propaganda dele aqui – e sem revisão pelo autor)

Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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19 respostas para Xingu, vivo?

  1. juca disse:

    Lafayette, não consigo fazer o lnk sem remover meu login.
    Meu comantário é só esse, e agradeço a atenção do André.
    Garnde abs.

  2. Lafayette disse:

    Belo Monte, romantismo (foi discutido aí no Quinta sobre) e realidade em choque!

    Toda vertente analítica é bem vinda e necessária!

    Obrigado, Juvêncio, e boa sorte com o computador.

  3. Céli disse:

    Esse acontecido Lafa, mostra a total diferença entre os povos que constituem esse país. De um lado, os verdadeiros donos da terra e de suas tradições, querem manter o interesse deles o que é justíssimo), nem que seja da forma mais bruta, pois é assim que a humanidade esta acostumada a tentar resolver as diferenças, derrubando o sangue (e esta parecendo o mesmo problema que o Brasil teve com a Venezuela, porem sem os facões e as indias mandando o cacete nos caras) e do outro lado, uma parte que quer propagar o avanço daquele papo de energia para todos. Como sempre, há prós e contras, CLARO, que os contras são os CONHECIDOS E POPULARES problemas ambientais. Mas de fato, não podemos esquecer de que nós mesmo faremos para os habitantes da área do Xingu, a mesma injustiça que os colonizadores deste país fizeram há 500 e tantos anos atrás! E que olhem só… não deixa de ser uma atitude bárbara em pleno 2008! Tantas tecnologias são disponíveis para obter energia elétrica! Não são idéias fantasiosas que podem ser auto-suficientes para abastecer muitas cidades (vamos por oe pés no chão também né!!!) mas são alternativas, que poderão empregar muito mais gente… e com mais empregos, mais dinheiro circulará, com mais dinheiro, mas profissionais, mais avanços blablabla… Agora… e nessa questão toda… como fica o jargão popular dos estrangeiros sobre o fato da Amazônia ser “distribuida” para o mundo todo como um bem mundial? #$#$%$#%@$@ é de @#!@#$#@$ POXA QUE LASQUEIRA… o Brasil foi o único país que manteve seu jardim conservado e querem DETONAR nosso quintal só pq eles meteram cimento nos deles??? Grrrrr….

  4. Lafayette disse:

    É isso aí, Céli, e mais um pouco. Você, que mora em São Paulo sabe o que é devastar para progredir. Deves ver isso, por aí, todo o santo dia. A Mata Atlântica que o diga.

    Romantismo à parte, te digo que quem já tomou água gelada, quando mete a caneca no pote de barro, acha um h-o-r-r-o-r! rsrsrs

    Ao contrário do que muitos dizem por aí, geração de energia elétrica, através de hidrelétricas não é a mais ecologia das medidas. A geração de energia elétrica mais ecológica que existe é a NUCLEAR! Pasme, mas é vero!

    Mas, se você falar em Usina Nuclear lá em Altamira, hoje, você leva uma terçadada no pescoço! rsrsrs

    A questão da Usina Nuclear é a manutenção. E neste país… já pensastes…

    Abraços.

    Estás toda-toda com o teu Palmeiras, né mesmo?!

  5. Carissimos Andre’ e Lafayette.

    Nao duvido que Belomonte deva ser construida. Acredito na sua viabilidade tecnologica. Viabilidade economica e ambiental tenho duvidas que so um bom EAI-RIMA dissipariam, espero.
    O problema nao e’ fazer, e’ para que e para quem fazer. Se for para os de sempre e pelos de sempre, e’ melhor nao fazer. Mais uma hidreletrica para surtir efeitos fora do local onde a energia e’ gerada, e’ melhor deixar o Xingu continuar volteando grande. O Xingu e sua volta sao maiores do que muitas cabecas que pensam – ou pelo menos pensam pensar – o (no) setor eletrico.

    Acredito no seu relato, Andre’. E se voce diz ter sido uma covardia, e’ porque foi mesmo. E nao tem como alegar que foi direito de defesa.

    Lucio Flavio Pinto relata episodio semelhante, envolvendo um Gaviao e o Coronel Garcia Llano, primeiro Presidente da ELETRONORTE. Em lugar de facao, tacape. Mas o cacique foi contido a tempo.

    Belomonte ja’ tem seu martir e seu heroi. Vai ser um branco. Pior para os indios.

    Depois desse ato e’ preciso fazer o debate voltar para seu leito normal e ele nao pode ser reduzido a esse binario sim/nao. Proponho outros termos: para que, para quem, como, quando, quanto e, sobretudo, por que?

    Abracos (de San Jose de Costa Rica) do

    JOSE DE ALENCAR

    PS: Se os agressores do diretor forem emancipados e nao forem condenados com a rapidez esperada, o caso vai ser trazido ‘a Corte de Direitos Humanos de San Jose de Costa Rica?

  6. Nélio Palheta disse:

    Grande André!
    Bela narrativa. Objetiva. Direta. Jornalística – sem dívida nenhuma para aos repórteres.
    Acompanhei o primeiro evento 19 anos atrás. Eu estivera todos os dias daquele famoso encontro. Ia e voltada de Altamira carregado de matérias dos reporteis, que cobriam para a TV Liberal. Mas não estava na hora do episódio perpetrado pela índia Tuíra – que continua sendo personagem dessa saga dos índios.
    Importante a tua observação sobre prepotência. A Eletronorte continua preservando seu ranço da ditadura. A empresa mantém a simbologia do Milagre Econômico do general sem divisas (não sei, acho que tinha mais do que os da caserna) da economia, Delfim Neto. Tudo podia, tudo fazia. Não havia democracia (até rima). E acha que continua podendo. Fosse nestes tempos, talvez a Eletronorte não teria arrolhado o Tocantins e ficado anos a fio enrolando o pobre Pará com sua eclusas de milhões que não sai do esqueleto de concreto armado.
    Só mesmo a prepotência justifica a performance do dirigente da Eletronorte nesse evento. Crônica de morte anunciada – disseste muito bem. Tomara que tragas bom enredo para um novo livro sobre o Xingu.
    Pensando bem – com a devida reprovação da barbárie, pois nem violência de índio se suporta mais – os índios acabam sendo uma força de resistência nesta Amazônia tão sofrida.
    Aliás, o governo, quando tenta trata de algo da Amazônia, só dá com a cara na porta. Isso também não suportamos mais! Quem sabe, pela voz dos índios, a Amazônia seja capaz de enfrentar suas miríades de desenvolvimento e sua histórica quimera.

    Nélio Palheta

  7. Lafayette disse:

    Mestres, Juvêncio, Alencar e Nélio por aqui… só mesmo o papai para provocar estreladas visitas!

    Uma grande parte, grande mesmo, da população daquela região olha e sonha com a Belo Monte por ver nela uma nova, ou outra, Era da Borracha.

    Gente, dinheiro circulando, comércio, dinheiro circulando, políticos circulando, dinheiro circulando, oportunidades e tal-e-coisa e coisa-e-tal.

    Essa esperança e quase certeza de novos e bons tempos pré, durante e pós instalação hidrelétrica é onde mora o perigo.

    Alencar é bem por aí. Uma das coisas que não pode acontecer é o que ocorreu em Tucuruí, onde as pessoas daquela região viram passar, anos e anos linhões de 500.000, 700.000 volts sobre suas cabeças, enquanto, cá embaixo, as lamparinas ardiam.

    O papai continua por lá. Foi convidado (convocado?) para tentar conversar e equilibrar os ânimos. A internet por lá (só por lá?) continua anti-paciência, mas vou ver se ele passa por aqui.

    Saudações.

  8. Waleiska disse:

    Oi!!!
    Não sei se lembras de mim. Sou a “tua irmã” postiça.
    Tudo bem?
    Não sabia que o Lafayette que sempre “vejo” pelo blog do Juca era o mesmo do André…
    Que boa coincidência.
    Beijins!

    PS: Coloquei essa carta no André no blog tb. Boa narrativa.

  9. Ronaldo BARATA disse:

    Não poderia esperar outro comentário do André. Sua postura democrática nos possibilita acessar uma notícia tao importante e já tão distorcida. Nda justifica a barbárie mesmo quando ela é praticada pelos que se dizem oprimidos. O mais gravé é o apoio de inúmeras organizações, que ensandecidas e vesgas, não sabem analisar o que de fato está ocorrendo.
    Participei, da primeira manifestação ocorrida em Altamira, poisd na época era Dirigente do Incra E NA OCASIÃO A COMPAREI COM UM woddstoc indígena. Não esqueço o discurso de uma estrela global, atribuino os gastos da construção da Transamazônica como o grande resposnsável pela dívida externa do país, esquecendo que a construção da ponte Rio-Niteroi consumiu mais e mauito mais.
    Voltando ao tema , tenho a mesma opinião do nosso querido JO´SÉ MARIA ALENCAR. dEVEMOS DEIXAR DE LADO AS PAIXÕES EXERCEBADAS E RACIONALMENTE CONTINUARMOS A DISCUTIR QUAL A MELHOS FORMA PARA A CONSTRUÇÃO DA HIDROELETRICA.
    mANSDO UM ABRAÇO PARA O VELHO COMPANHEIRO ANDRÉ que continua jovem e participante.
    Abraços do Ronaldo Barata

  10. Nélio Palheta disse:

    Desculpem a pressa da escrita. Definitivamente, não sirvo pra revisor. Mal e mal para redator: algumas trocas (e faltas) de teclas (ou melhor, de letras) deixaram a nota anterior um tanto atabalhoada.

  11. Céli disse:

    Lafa… TUDO, no MUNDO inteiro é bem dificil… não vamos deixar a m*** apenas do nosso lado, mas sacanagem é sacanagem em âmbito global, o problema, é que aqui vivemos, e daqui que culpamos a quem vive!
    Já postei em meu fotoblog, várias fotos de todos os lugares que visitei, e todos devastados pela monocultora de soja, milho etc não apenas em meu estado.
    Já estudei muita economia externa, fuço diariamente flog’s, blog’s de povo que conheço que são de outros países (devido á faculdade e mesmo depois do término da pesquisa, continuei mantendo contato com esse povo) e eles reclamam igual á todos nós brasileiro, claro, que na lingua pátria deles!
    Então, é injusto dizer tais palavras!!!!
    A opção também seria energia eólica, claro, os cata-ventos custam MUITO caro, cada um, mas como somos conhecidamente CRIATIVOS, podemos dar um jeitinho!!!
    A energia solar tb é barata, mas a captação e armazenagem se torna um tormento! Resultado: CARO!
    Tantas outras opções de energia elétrica existe, é como eu disse, basta apenas pensar pequeno… tentar abastecer apenas um cidade de cada vez e blablabla…

  12. Céli disse:

    Ah…. Lafa…. o que quis dizer com: ESTAS TODA TODA COM TEU PALMEIRAS?

  13. Lafayette disse:

    Waleiska, se o Lafayette não for:

    a) Farias Bentes, meu avô materno;

    b) Hoyos Farias Bentes, meu tio materno;

    c) Um basset hound, do desenho da Disney;

    d) O da Revolução Francesa, e quem desenhou a bandeira francesa desde então;

    e) O Coutinho, presidente do Banco Central do governo Collor;

    f) O Almeida, de um salão de cabeleleiro, o Up to Date, no Iguatemi de Belém;

    g) Um vendedor da loja Tacco, também no Iguatemi de Belém;

    h) e, um cobrador de ônibus, o Djalma Dutra, aqui em Belém.

    É porque sou eu mesmo! rsrsrs

    Abraços e bem vinda ao blog.

    Volte sempre.

  14. Céli disse:

    Caro Sr: Jossé de Alencar
    Não há dúvidas que essa usina será construída! Visto que, como Lafa já disse anteriormente, a manutenção das Usinas Nucleares, é um porre (resumindo), porém, quanto as questões:para que, para quem, como, quando, quanto e, sobretudo, por que? Se refiram a apenas uma coisa: Transformar o Norte tal qual o Sul e Sudeste INTEIRO estão transformados! Num canteiro de cimento de clima seco! Cada vez mais o povo quer conforto. Outro dia na missa um padre disse a seguinte frase: TEMOS DE PENSAR NOS MISSIOÁRIOS QUE LEVAM A PALAVRA DE DEUS AO POVO DO MEIO DO NADA QUE É A MAZÔNIA, COITADOS, IMAGINEM QUE SITUAÇÃO, NÃO TER UMA CAPELA PARA PREGAR A PALAVRA DE DEUS… AH PELAMORDEDEUS HEIN…. santa paciencia! O que precisam se preocupar é com um hospital de qualidade, com programas que erradiquem a dengue, com programas educacionais, COMPUTADOR NÃO SIGNIFICA TECNOLOGIA, MUITO MENOS INCLUSÃO SOCIAL, cadê o projeto do computador nas salas de aula? Ok, não fujamos do contexto… bom… de qualquer forma… a hidroelétrica de Itaipu abastece outros países da america latina…então podemos perceber… que a intenção é “distribuir” a Amazônia ao resto do mundo, está começando por ai!

  15. Lafayette disse:

    Ronaldo, acho que a questão é: quem são os verdadeiros representantes da região?

    Os índios?

    As Pastorais?

    Os migrantes históricos?

    Os políticos?

    Os româticos?

    Os realistas? ou os idealistas?

    Os ecologistas? os progressistas?

    Os amazônidas? ou os terráqueos?

    Os amigos? ou os inimigos?

    Parafraseando os Titãs, floresta para quem precisa, floresta para quem precisa de floresta!

    Nelio, num isqenta. Tu presiza vê minha subrinha screvendu. Tipo assim, sabi, ta na kra q foi bad do corri di digta. Valew. 😉 -owo-

    Céli, leia “Enterrem meu coração na curva de um rio”. E não foi no teu blog que li sobre a felicidade com o campeonto conquistado pelo Palmeiras?

    Abraços.

  16. Céli disse:

    Não foi NÃO LAFA
    SOU TRICOLOR NO CORPO E NA ALMA!!!!
    rsrsrs…

  17. Céli disse:

    ow lafa, vuxê tá mi zuanduh… eu sou tricolor di coraçaum mx num tenhu fanatismu pelo meu timaum… kkkkkkkk

  18. Céli disse:

    ow lafa, vuxê tá mi zuanduh… eu sou tricolor di coraçaum mx num tenhu fanatismu pelo meu time naum… kkkkkkkk

  19. Pingback: Bem… humm… cof, cof… gasp, gasp… « Golden slumbers fill your eyes…

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