Inteligentemente burros!

Entre todas as tolas alegações, que estou vendo na Comissão do Senado, para rejeição de José Antônio Dias Tofolli para ocupar uma vaga no STF, a duas mais burras e canalhas são: a pouca idade e a desaprovação em dois concursos públicos para Juiz que o mesmo sofreu no passado.

Idade não tem nada a ver com cultura. Cultura não tem nada a ver com inteligência. Inteligência não tem nada a ver com idade. Einstein, em seus escritos, diz que, aos 5 anos, quando seu pai lhe mostrou um bússola, e ao verificar que algo fazia flutuar a agulha no espaço, teve “impressão profunda e duradoura” desta experiência. Cinco anos…

Em 1895, com 17 anos, Einstein realizou a sua primeira experiência mental, visualizando uma viagem lado a lado com um feixe de luz. Detalhe, nesta época, o carro, por exemplo, chegava a estonteante velocidade de 30 km/h, e a velocidade da luz é de meros 1.079.252.848,8 km/h.

E, ademais, ser burro não é privilégio de gente nova, que o diga Timóteo!

Quanto a desaprovação em concurso… ora, ora, dependendo do concurso é até exteriorização de inteligência. Mutatis mutandis, significaria dizer que, quando um atual Senador não conseguiu ser eleito na primeira tentativa (e lá no Senado tem muitos nesta situação), sua participação no Senado é um absurdo? Claro que não.

Já participei de alguns concursos (todos com a firme intenção de não passar! – inclusive de passar na 1ª fase e não ir pra outra fase – jamais… vai que passasse mesmo!) e, alguns, digo que são elaborados por produtores daquelas “pegadinhas do Sílvio Santos”, tamanha eram as pegadinhas nas perguntas, que nada demonstram, no erro, a incapacidade, ou, no acerto, a sagacidade do candidato.

Dos cegos do castelo me dispeço e vou… cantaria o Toffoli se fosse possível!

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Xipaia... o último dos guerreiros!
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2 respostas para Inteligentemente burros!

  1. Tadeu disse:

    E o grande Einstein teve dificuldades de aprendizado na escola , sendo considerado um aluno de mediano a fraco durante certo período escolar.
    Abraços
    Tadeu

    • Tadeu, este negócio dele ter sido ruim na escola é lenda. Na verdade ele era, como se diz lá pras bandas da minha terra, meio tatibitate, meio atrapalhado (NERD PORRA!!! pronto falei! rsrsrs), e galera do fundo-da-sala sentava o sarrafo nele!

      Mas, nunca foi mal na escola, inclusive aquele papo de ser ruim em matemática é desmistificado no “Einstein: sua vida, seu universo”, de Walter Isaacson e outros livros biográficos do gênio.

      Mestre, ele matou com 12 anos cálculo diferencial como eu matei, na mesma idade, a bola no peito e antes dela tocar no chão, enfiava um três dedos no ângulo! – claro que é mentira minha. ps.: só fazia gols assim aos 14 anos! 🙂 🙂 🙂 🙂

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