Divisão do Estado do Pará – visões presentes do passado futuro

A Marise, do Quinta Emenda, cutucou a onça, que, ao contrário que muita gente possa pensar, não está dormindo em riba de uma forquilha de jaqueira.

Plebiscito? Divisão do Estado? Golpe à vista!

No blog do Val André Mutran: Corredores do Planalto._____________

“O projeto, de autoria do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), já foi aprovado por todas as comissões e está pronto para ser votado. De acordo com Dagoberto, Temer concordou com a votação do projeto que criaria mais um Estado brasileiro ainda este ano.

– Não teria problema votar ainda este ano. O presidente pediu para mobilizar os líderes.

Parlamentares da região Norte reclamam que Carajás, famosa por abrigar o maior garimpo a céu aberto do mundo, sofre com a ausência do poder público e o desmembramento poderia melhorar a qualidade de vida da população local, como aconteceu com o Tocantins e o Mato Grosso do Sul quando foram separados de Goiás e Mato Grosso e montaram estrutura própria de governo[…]

Queiroz explica que se o projeto for aprovado em dezembro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem até junho para realizar o plebiscito. Aprovado pela população paraense, o governo encaminharia uma lei complementar federal criando o novo Estado e apontando uma das 38 cidades que já existem na região do Carajás como “capital provisória”.

A definição da capital caberia, portanto, ao novo governador eleito. A partir da aprovação em plenário, até o fim de 2010 o Brasil poderá ter 27 Estados mais o Distrito Federal.

http://blogdovalmutran.blogspot.com/

A divisão do Pará em dois ou três Estados…

…é papo para oras e horas, com horas e oras pra mais de “metro e meio”!

Aquela blogueira, na caixinha de comentários da postagem, disse:

Prezados comentaristas, eu sou contra a divisão do Pará por quase todos os argumentos apresentados.

O Estado continuará a ser omisso em todos os argumentos utilizados para a divisão do Pará, apenas alguns setores da econômia vão lucrar com isso, no caso do Estado do Carajás, além dos que estão, ou querem assumir o comando.

Fala-se em Belém, em todos os recursos que estão aqui: cadê?? Apontem onde estão todos os benefícios.

Fico me perguntando se o fato de um deputado federal levantar a bandeira do separatismo faz dele o melhor representante da região x ou y. São só estes os predicados necessários.

Se fossemos discutir a mudança da Capital do Estado, tudo bem, seria um alívio. Belém está degradada, sem condições de atender as demandas sociais, e ainda fica esse prefeito falando em portal com um problema de regularização de imóveis dessa magnitude.

Temos muitas prioridades no Pará que não justificam o investimento público na criação de outro, como bem lembrou o Prof.Alan.

Quanto a dizer que o oeste do Pará é pobre se comparado com as riquezas da região de Carajás, isso não é verdade.

As riquezas minerais do oeste do Pará podem até ser maiores, mas não existe a necessidade, ainda, de exploração. Que eu saíba são cinco bacias hidrográficas no entorno de Santarém.

Além disso o problema de escoamento de produção é grande, mas na hora que o “grande capital” precisar ele chega lá junto com o Estado, não é a divisão que vai fazer isso.

Vamos fazer outras perguntas sobre os problemas do Pará, e dar outras respostas que não passem pela divisão do Estado.

Marise, fez  análise perfeita. Quando escuto que “a riqueza fica toda em Belém e arredores” como argumento para divisão, dói-me o fígado!

O mestre Juca matava a pau a muito tempo sobre.

Fruto de umas pesquisas minhas, calmas e prazerosas, para algo que pretendo fazer, desde que autorizado pela Marise e filhotes, é claro (um dia conversarei sobre), olhem esta tacada certeira dele, no antigo blog do Jeso, ainda quando estava no Blogspot:

“segunda-feira, julho 16, 2007

Fatiamento

Do publicitário Juvêncio de Arruda, de Belém:

Vou encaminhar uma proposta de divisão… do estado do Tapajós. Em vários estados.

O de Santarém seria governado pelo Celivaldo Carneiro.

O de Belterra pela Nuranda.

O de Terra Santa pelo Beiçola.

O de Oriximiná pelo padre Edilberto.

O de Juruti pelo Jota Ninos.

O de Monte Alegre pelo Lira Maia.

O de Faro pelo Alexandre Von.

O de Altamira pelo Alaílson Muniz.

O de Aveiro pelo Anderson Dezincourt.

O de Itaituba pelo Jota Parente.

O de Jacareacanga pelo Jubal Cabral.

O de Novo Progresso pelo Paulo Leandro Leal.

O de Faro pelo Pixilinga.

O de Óbidos pelo Dudu Dourado.

O de Alenquer pelo Odair Correa.

O de Placas pelo Ruy Correa.

E voce Jeso, seria o Ministro da Integração Regional.

Faltou algum? Tirem no pisão!

Tá bom assim, meus amigos?

Autor: Jeso Carneiro @ 7/16/2007 06:07:00 PM”

Esta e outras pérolas juvencianas estão por aí, na web.

Vejam os comentários na caixinha dessa postagem! Ele sabias “das artes” como ninguém!

Juvêncio Arruda é tão fenomenal que, mesmo depois de falecido, posta em blog como ninguém!

*CJK, você vê que não estava só.

**Atualizado às 20:59hs, dia 29/11/2009: resolvi estuadr  a questão. Volto ao tema depois.

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Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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13 respostas para Divisão do Estado do Pará – visões presentes do passado futuro

  1. Marise disse:

    Lafayette, se continuares assim vou ter que acrescentar Arruda Camara ao teu nome.Abraços, Marise Morbach

  2. Lafayette para Marise disse:

    Só aceito se vier Morbach, também, Marise. Olha que nome, que se não for pra pouca coisa, é pra prato cheio:Lafayette Morbach Arruda Câmara Bentes da Costa Nunes.:):):)

  3. Morenaa disse:

    Ainda não entendi perfeitamente essa divisão. =/

  4. Renato Mauro disse:

    Há quem diga que, para alguns políticos do Pará, a divisão seria quase um “sistema de cotas” aos cargos e ao dinheiro público. Benefício a quem, hum?!

  5. SERGIO MENEZES disse:

    Muito me preocupa tanta necessidade da Divisão do Estado do Pará, temos que primeiro perguntar ou avaliar quais foram os verdadeiros benefícios que tais parlamentares levaram ou levam para as regiões onde se dizem dono ou representantes?
    Caso aconteça esse desastre quem pagará a conta do ativo do Estado destas regiões?
    E as dívidas governamentais existentes?

    Bom, precisamos refletir !
    Com o recurso que será investido para a criação desses novos Estados, por que então não pega esse montante e faz um verdadeiro investimento estrutural como hospitais, escolas, vias de acesso, mini-portos(onde couber), enfim…

    Ficam querendo dividir apenas para benefício próprio ou de fato e honestamente para benefícios individuais. Quero também lembrar que os governos Americano e Ingles tem GRANDE interesse em dominar nossas riquezas naturais, com a Divisão poderemos estar assinando nosso CERTIFICADO de incompetencia administrativa a nivel de gestão pública.

    Sou contra por esses e vários outros motivos, o ESTADO DO PARÁ, tem pouco reconhecimento dos demais entes da Federação, então imaginem ele sendo dividido! ai nossa região ficará mais distante dos considerado centro de desenvolvimento do Pais, pois os mesmos e atuais representantes(considerados)políticos que hoje não demonstram sua força politica no cenário federal, irão ter força com a criação de nosvos Estados.

    O PARÁ é do povo paraense, e não de oportunistas.

    PRECISAMOS DEFENDER CAUSAS E NÃO COISAS.

    • Só não entendo quando as pessoas que não concordam com as divisões dizem, mais ou menos, assim: “Se dividir, o povo que ficar lá vai se perder, vai se vender aos americanos, aos inglêses, aí que serão roubados pelos poderosos, vão ser dominados pelos oportunistas”, e tal, e tal, e tal. Não entendo, não sei sé é sério, se é inocência, se é cinismo, se é tapação ou o quê !

  6. Paulo Eleutério Neto disse:

    Estranhamente, tenho observado que muitos dos leitores – infelizmente alguns dos quais residentes no Estado do Pará – têm manifestado uma opinião favorável à divisão desse Estado em 3 Unidades Federativas. Temos que pensar um pouco mais no assunto, de forma mais técnica e inteligente.
    Aparentemente, poucos se deram conta dos grandes prejuízos que todos os brasileiros enfrentam desde 1988, quando a Constituição permitiu a criação de uma enorme quantidade de municípios, a maioria deles sem qualquer condição de sustentabilidade. Para conhecimento de todos os que efetuam a leitura destes meus comentários, existem hoje no Brasil cerca de 5280 municípios, mais da metade dos mesmos com menos de 5.000 habitantes e, portanto, sem quaisquer receitas que não aquelas que são transferidas dos governos estaduais e federais, e que se destinam quase que unicamente ao pagamento dos salários dos prefeitos, vereadores e assessores, a maioria dos quais sem qualquer conhecimento técnico ou experiência administrativa. Tal fato gerou uma desnecessária ampliação na carga tributária nacional, que há poucas décadas era inferior a 25% do PIB – e que hoje em dia está entre 34% e 38%. E, apesar desse aumento, por ter sido gerado de forma errada e indevida, foi drasticamente reduzida a qualidade dos serviços públicos, principalmente aqueles vinculados à educação, à saúde e à segurança, além de todo tipo de investimento.
    Os paraenses têm que pensar a respeito com maior nível técnico, maior profundidade e inteligência, além de um necessário patriotismo. E não devem concordar, de forma alguma, com essa idéia estapafúrdia.
    Era o que eu tinha a comentar a respeito do assunto.
    Não devemos ceder às opiniões de alguns políticos de baixo nível, cujo objetivo pessoal consiste principalmente em criar um novo quintal para o seu exclusivo uso e, não, em lutar de forma decente e patriótica para o desenvolvimento do nosso País.

    • O debate sobre a divisão do estado do Pará também passa pelos itens mencionados no seu comentário.
      Você se mostra interessado, portanto lhe recomendo (se você ainda não leu) analisar este estudo do IPEA: http://www.alexandrevon.com.br/downloads/AnaliseSocioEconomicaEstadoDoPara_apresentacao.pdf
      Abraço e volte sempre.

    • jayne disse:

      Concordo em número e grau com os seus argumentos pois eu fico preocupada, que mais uma vez eu vejo o povo sendo manipulado por interesses excusos, que na verdade não irá beneficia-lo. Eu não falo só como paraense, porque apesar de falarem que temos as maiores riquezas do país não vejo esses benefícios em prol da população muito menos a belemense. Quanto a questão do suposto preconceito que nutrimos pela população desses municipios, eu, que conheço uma grande parte do nosso estado, é que me senti discriminada quando andei por lá, pois as pessoas com quem eu mantive contato me tratavam diferente quando tomavam conhecimento que eu era de Belém, me olhando com désdem e eu estava representando uma grande empresa nacional para a qual eu trabalhava.

  7. Araken disse:

    melhor em quatro estados para ganhar tempo, ainda assim ficarim estados grandes, São Paulo foi dividido em 7 e todos sairam ganhando respectivamente: São paulo , parana, minhas gerais, mato grosso, mato grosso do sul, goias e tocantins, e todos melhoraram, por que não o mesmo com o Pará???????e tem mais façam o peblicito logo, quem tem que saber são os que moram nas regiões dos novos estados

  8. anderson ferreira disse:

    A CRIAÇÃO DE CARAJÁS INTERESSA AOS INTERESSES POLÍTICOS DE QUEM NAO CONSEGUE CANDIDATURA, FOI ASSIM EM TOCANTINS, MATO GROSSO. TOCANTINS É SÍMBOLO DE DESENVOLVIMENTO? GOIÁS SIM. MATO GROSSO É SÍMBOLO DE DESENVOLVIMENTO? MATO GROSSO DO SUL SIM. O QUE QUERO DIZER É QUE A DIVISÃO DE ESTADOS FUNCIONA APENAS PARA UMA PARTE, A OUTRA SEMPRE SAI PERDENDO, E SE REFERINDO AO PARÁ, PROVAVELMENTE QUEM VAI PERDER É O SUL PARAENSE, POIS, A RESERVA MINERAL É ALVO DE GRANDES EMPRESAS, QUE AO SE CRIAR UM ESTADO SOBERANO NAO TERÁ ESCRÚPULOS EM VENDER TAIS RESERVAS. SÃO PAULO É MENOR QUE O PARÁ, E A QUE MAIS TEM PROBLEMAS. AMAZONAS É MAIOR QUE O PARÁ E POSSUI O MAIOR PÓLO INDUSTRIAL DO NORTE, ALÉM DE UM MAIOR ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO, LOGO O PROBLEMA NAO ESTÁ NO TAMANHO, MA NA COMPETÊNCIA DOS GOVERNANTES. OS POLÍTICOS SULISTAS SÃO OS QUE MENOS DESENVOLVEM A REGIÃO JUSTAMENTE PARA JUSTIFICAR O ARGUMENTO DE FALTA DE INVESTIMENTOS, ISSO É UMA JOGADA POLÍTICA ESDRÚCHULA. POR QUE OS POLÍTICOS SULISTAS NAO LUTARAM PARA QUE O ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO DA VALE NAO FICASSE AQUI NO PARÁ? POR QUE DEIXARAM IR PARA O MARANHÃO? POR QUE NAO LUTARAM PELA SIDERÚRGICA DA VALE NO PARÁ? POR QUE TUDO ISSO GERA INVESTIMENTOS, DESENVOLVIMENTO, E QUANTO MAIS DESENVOLVIDA A REGIÃO MENOS JUSTIFICADA É O ARGUMENTO DA DIVISÃO. VAMOS SER ESPERTOS PESSOAL, O DESENVOLVIMENTO DE NOSSA REGIÃO SUL E SUDESTE PARAENSE PODE ACONTECER, MAS PARA ISO É NECESÁRIO CORRER ATRÁS.

  9. ingrid disse:

    moro em belem e sou a favor da divisão. temos que deixar de ser egoistas e pensar nas pessoas que moram nessas regioes se ponham no lugar deles. se aqui em belem na capital ja somos esquecidos imagina a centenas de quilometros daqui.

    • Kelly disse:

      MOro em Belém também, não me considero egoista em não concordar com a não divisão do estado, procure conhecer melhor as regiões do estado para depois falar em divisão.
      Se você observar todos aqueles que querem dividir o estado nenhum é paraense, só tem politicos migrantes de outros estados que em boa oportunidade invadirão o nosso estado ,estruparam, colocarão filhos e agora estão dando um ponta pé em quem acolheu e deu muitos frutos.

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