Acho que ela não curtiu!

A Ana Júlia, atual Governadora do Pará lançou um blog. Um blog pessoal… ora, não se chama Blog da Governadora, mas, sim, Blog da Ana Júlia. Inclusive, anunciei por aqui.

Sou um cara que não tenho cor partidária… minha torcida é para que o político seja, pelo menos, razoável. Assim, achei o Almir Gabriel razoável, o Jatene razoável e a Ana Júlia, também acho razoável. Ideal seria que todos eles fossem ótimos (excelentes, acho que não existe em nenhum lugar), mas, um dia chegaremos lá… e acho que, nos últimos 15 anos, estamos caminhando para chegar lá.

Pois bem. A Ana Júlia, sobre o caso da adolescente(?) de Capanema, presa pela Polícia Civil, posto por lá:

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Situação da jovem J.C.S.

Na posição que ocupo – e que muito me honra – não posso fazer julgamentos precipitados, tenho que seguir a lei e, acima de tudo, tenho que enfrentar com serenidade todas as situações – boas ou más – que ocorrem em meu governo.

É por essa razão que o caso da jovem J.C.S deve ser esclarecido ponto por ponto.

Não é verdade que o caso da jovem J.C.S seja idêntico ao triste episódio da menina de Abaetetuba. E a diferença é exatamente um decreto que assinei em novembro de 2007 que proíbe que mulheres fiquem privadas de liberdade em delegacias juntamente com os demais detentos.

Ela foi levada à seccional do Comércio por furto e como ali funciona uma delegacia, foi conduzida a uma prisão feminina, conforme determina o decreto que assinei em novembro de 2007.

No caso da menina J.C.S – em que é preciso ouvir o Poder Judiciário para que se tenha a informação completa, já que a jovem era uma presa de Justiça – há uma sequência de fatos distintos:

  1. A jovem foi detida em flagrante e indiciada por furto. A tipificação deste crime prevê de um a quatro anos de detenção. A Defensoria Pública requereu o relaxamento da prisão da jovem, o que foi negado pela Justiça.
  2. A jovem não tinha documentos e dizia ser maranhense, ou seja, de outro Estado. Não havia, portanto, como identificá-la no primeiro momento.
  3. Justamente por não haver documentos e por não ser possível identificar familiares, houve o procedimento de tomada das impressões digitais.
  4. O caso foi remetido ao Poder Judiciário. E foi este Poder que determinou a manutenção da detenção.
  5. Já no Centro de Recuperação Feminina (CRF), quando a jovem comunicou ter apenas 16 anos, a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) comunicou o fato à Defensoria Pública e ao Poder Judiciário e solicitou o exame de arcada dentária para determinar a idade.

6. No dia 05 deste mês – data em que se encerrou o recesso do Judiciário – o juiz determinou a soltura da jovem. O que foi imediatamente atendido.

7. Quando J.C.S. foi liberada, nem o Judiciário, nem o Conselho Tutelar de Capanema relataram quaisquer sinais de violência que demonstrassem agressão física ou maus tratos.

Nesta narrativa dos fatos – totalmente comprovados por documentos oficiais – não pode ser apontada negligência, arbítrio, ofensa aos direitos da jovem.

Agora, isso exclui a possibilidade da jovem ter sofrido violência ou ter sido molestada?

Não, não exclui.

Por isso mesmo é que a Corregedoria da Susipe está apurando todos os fatos relativos às denúncias feitas pela jovem e sua família. E se ficar constatado quaisquer abusos, serão punidos.

Esses são os fatos.

O restante?

Tentativa sensacionalista de tirar proveito político de um drama humano, sem o devido cuidado de ouvir todas as partes envolvidas, buscando elucidar corretamente os fatos.

O drama que atingiu a jovem J.C.S e seus familiares reforça a necessidade de aprofundamento da democracia e de valores humanos no trato com as pessoas. E exige, tanto do governo do Estado, como do Poder Judiciário, ações ágeis que permitam dar proteção a quem mais precisa.

Muito bem. Como entendo que quem está num blog é pra se blogar, fui lá e, mais ou menos assim (infelizmente não arquivei) fiz, sobre tal artigo, as seguintes colocações:

“Ana Júlia, também acho que com relação a este caso está acontecendo uma espécie de caça às bruxas.

Mas, cabe as seguintes perguntas:

a) O laudo científico, atestando a maior idade, não basta? Ou apenas a declaração do próprio deliquente é o sufiente? (Ps. meu agora: deliquente ela é, só resta saber se menor deliquente ou não);

b) Já foi apresentado, ou a polícia conseguiu alguma, Certidão de Nascimento, algum documento com fé publica, atestando o nascimento da jovem (só vale documento com fé publica mesmo, na vera, oficial, valendo);

c) Se só há o laudo científico, então o juiz agiu mal? E se positivo, o Ministério Público Criminal irá recorrer da decisão (sei que esta pergunta não é para você, mas fica só pra pontuar! rsrs)

d) Era preciso esperar o Juiz Titular retornar do recesso, não poderia ser pedido para o Juiz Plantonista?”

Pois é… acho que ela não curtiu, pois até agora, nem liberar o comentário, liberou. E olha que está lá acho que desde Segunda.

Uma pena.

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Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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2 respostas para Acho que ela não curtiu!

  1. Ciça disse:

    Uma governadora com um blog pessoal? Ainda nao fui lá, mas se encontrar algum post pessoal me jogo no Utinga

    • É, Cissa, são nossos políticos paraoaras aderindo à Web, como meios de divulgação de seus serviços e de suas idéias.
      Pelo menos a Ana Júlia já afirmou, de início, que tem uma equipe que faz o blog… pois o que tem de político que não sabe nem ligar o computador, mas arrota dizendo que tem até site, não está no gibi!
      Mas, sabe, tem postagem, ou parte da postagem, que é a Ana Julia… vamos ver se você adivinha o por quê?

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