Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os finalmentes.

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Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os finalmentes.“, já dizia o Odorico Paraguaçu nos idos de 73.

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Encontrei, pelaí, um artigo interessante sobre eleição, escolha, opinião, imprensa e jornalismo.

Amigo, larga essa porra da Veja, Folha e Globo. Aliás, larga não, lê, vê e depois procura na internet a réplica do atingido e com o seu próprio discernimento, você forma sua opinião. Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Lúcia Hippólito et caterva, tão fazendo o trabalho deles. Mas, estão matando a credibilidade da imprensa!

Como esquecer a coluna de 09/01/2008 de Eliane Catanhêde, colunista da Folha de S.Paulo?: “Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem… Vacine-se logo!”.

Pois bem, não houve surto e morreram oito pessoas por terem tomados a vacina que não precisavam. Quase o mesmo número das pessoas que morreram por não tomarem.

Ou quando a Folha noticiou em manchete num domingo, 19 de Julho de 2009, onde a tiragem de qualquer jornal é maior, que a gripe H1N1 atingiria 67 milhões de brasileiros em oito semanas. Só pra causar o caos nos postos de saúde.

Isso é jornalismo? Fazer política com saúde deveria ser crime hediondo.

E sabe qual o pior crime? Matar a credibilidade da imprensa. Isso é foda. Certa vez, com uns 8 anos, eu e meus irmãos, tomando banho numa praia, começamos a pedir por socorro fingindo que estávamos nos afogando. O papai veio “cunscaralho”, pulou na água de óculos e tudo. Quando percebeu que era brincadeira, deu um cascudo daqueles de rachar a sola do pé e disse: “Nunca mais façam isso, nunca mais mesmo, porque o dia que vocês realmente estiverem se afogando ninguém vai dar ouvidos a vocês”. A Folha, a Veja e a Globo há alguns anos vivem gritando que o Brasil está se afogando, mas quando for realmente verdade ninguém vai ligar. Esse é o risco.

Não se trata aqui se esse governo é bom ou ruim. Trata-se que, numa democracia, a imprensa tem que ser neutra o quanto possível apesar de não existir isenção total. Mas, deveria ser como nos EUA onde alguns grupos jornalísticos deixam bem claro se são Democratas ou Republicanos. Ou, na Inglaterra, onde até dizem se são contra ou a favor da Amy Winehouse. O fato de se declararem simpatizantes com esse ou aquele ideal deveria ficar restrito ao editorial. O resto, deveria seguir o manual do bom jornalismo. Não se deveria esconder nada e nem inventar nada.

Agora, o que é foda é usar essa profissão sagrada e tão cara para a democracia, pra dizer e/ou induzir as pessoas como se estivessem apenas noticiando um fato real.

E o pior é que acabam criando um mundo paralelo pra certos leitores-espectadores que não entendem como todos os petralhas não estão trancafiados na cadeia, já que para a “imprensa” restou provado que são bandidos e desonestos. O leitor/espectador, vai ficando angustiado, perdendo a razão a ponto de achar que todos os juízes, em todas as instâncias, são petistas ou corruptos, que todos os policiais federais são petistas ou corruptos e o mesmo pra procuradores federais, por mais improvável matematicamente e socialmente que isso seja, pois sabemos que os integrantes dessas profissões, em sua maioria, provêm das classes mais altas da sociedade por terem estudados em melhores colégios, comprados os melhores livros, tomados os melhores “cafés” da manhã antes da prova madrugadora do concurso público e que portanto não são a praia do petismo.

Como supor que um procurador federal que pode fuçar até a mãe dos aracuãs, não o faça contra essa raça por ser conivente com ela? Não se pode perder a racionalidade, sob pena de estarmos sendo tão desonestos quantos os que criticamos.

Meu amigo, que fique bem claro. Não morro de amores por esse governo ou qualquer governo, mas a situação é que, pior que esse governo onde a grande imprensa está na oposição e bate dia sim e o outro também, seria um governo onde a grande imprensa acobertaria todos os atos e resultados ruins. Vide as privatizações por preços risíveis, o “apagão” onde jogaram a culpa em São Pedro, a grana injetada do Banco Marka e FonteCidan, Proer e o Banco Econômico, a compra da telefonia do Acre ao Rio de Janeiro à VIVO com cheque sem fundo, o Caso BANESTADO, o escândalo SIVAN/Raytheon, Apoio ao FUJIMORI etc, etc, etc.

Não se esqueça do papo conforme conta Bernardo Kucinsky em A Síndrome da Antena Parabólica: “Na noite de 1º de setembro de 1994, no apogeu da primeira disputa presidencial entre Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, enquanto esperava para ser entrevistado no estúdio da TV Globo para o Jornal Nacional, o então ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, confidenciou ao jornalista Carlos Monforte que vinha aproveitando do cargo para promover ativamente a candidatura de Fernando Henrique.Durante vários minutos, certos de que os microfones estavam desligados, conversavam animadamente sobre as manobras de Ricupero para promover Fernando Henrique. “Eu não tenho escrúpulos, o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”, disse Ricupero, em referência aos índices de inflação…”.

Pra mim, eu estou “tomando Activia e andando” se a Dilma foi guerrilheira ou foi puta, se o Serra é hipocondriaco ou foi côrno. Pra mim não importa se o gato é manco, contanto que cace os ratos.

Meu amigo, eu gostaria que nessas eleições estivesse somente preocupado com o que cada candidato tem pra apresentar de proposta. O que o Serra fez quando governador e prefeito por SP. O que a Dilma fez quando ministra. Lógico que não contado por um ou pelo outro, mas sim, tudo traduzido em índices sociais pesquisados pelo IBGE ou Organismos Internacionais. Diminuiu a pobreza? A educação melhorou? O que “o cara” ou “a cara” pensa pra minha região? O que “o cara” ou “a cara” pensa do Banco Central e os juros? E tantas outras informações que realmente importam pra se votar num candidato ou no outro. Mas, infelizmente, esse ano eu estou mais preocupado com a Veja, a Folha e a Globo. Que triste.

Um abraço!

PS. Aguarde que o Ali Kamel ainda vai dá um jeito dessa porra ir pro segundo turno.

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Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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2 respostas para Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os finalmentes.

  1. Pedro Nelito disse:

    Lafa,
    O “cunscaralho” e o cascudo de rachar a sola do pé é de arrancar gargalhadas até do Zé Pedágio.
    Saudades de ti, mermão!!!
    abs

  2. Marrodsan disse:

    É assim!!! Por isso que não leio jornal, não vejo GROBO nem outra porcaria televisiva… gosto de ver meus pograma culinários… o resto, a gente dá um jeito!

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