Um blog pai d’égua!

A jornalista Rita Soares, através do seu blog, Blog da repórter, tem arrasado. Muito dinâmico, com notícia das notícias – os bastidores estão desnudados com esta profissional andando por aí – o seu site vem, a cada dia, confirmando que é o melhor blog de  jornalismo político do Pará, pelo menos na minha humilde opinião.

Mas, também na minha opinião, a sua maior conquista é ter-me provocado saudades de um amigo.

Pessoalmente, a Rita é uma pessoa docemente vivaz. E não perde oportunidade para ser jornalista. No auge da Eleição deste ano vi, em um lugar inusitado até, ela receber informações reservadíssimas sob o manto do sigilo profissional da fonte, algo, para o jornalista sério, que chega a ser mais sagrado que o sangue derramado por Cristo na cruz. E o mais interessante, foi o interlocutor quem quis passar a informação e, quando começou a alertar sobre o sigilo, Rita não deixou ele nem completar… algo como “me respeita, rapaz!”.

Veja as postagens recentes (clique nos links para ver na íntegra) que a Rita fez, com suas entrevistas aos marketeiros políticos das Eleições parauaras, que abalaram Belém, por estes dias, noites e madrugadas:

sábado, 6 de novembro de 2010

Chico Cavalcante diz que a Link foi responsável pela derrota de Ana Júlia

Responsável por todas as campanhas do PT no Pará entre 1994 e 2006, o jornalista Chico Cavalcante foi preterido, neste ano. Os petistas do Pará preferiram a agência baiana Link, que comandou os programas de rádio e TV de Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição.

Autor de seis livros sobre marketing e responsável pela campanha vitoriosa da coligação PSB-PT que levou Camilo Capiberibe ao governo do Amapá, Cavalcante concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Pará, feita por mim, via e-mail.

Na troca de e-mails Cavalcante comentou o que considerou os erros fatais da campanha de Ana Júlia e apontou os acertos de Simão Jatene.

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Chico Cavalcante responde aos comentaristas

Recebi do publicitário Chico Cavalcante e-mail com algumas considerações sobre comentários feitos no post “Chico Cavalcante diz que a Link foi responsável pela derrota de Ana Júlia”
Publico na íntegra

Rita,
Em respeito a você e aos seus leitores que não se ocultam no anonimato, vou responder pontualmente aqui algumas das questões levantadas por comentaristas anônimos e que procuram, de um modo ou de outro, minar o debate para turvar os fatos ou gerar confusões que buscam me antagonizar com terceiros. Não voltarei mais a esse espaço para tratar desse tema.

1. Sim, EU FIZ a campanha de Ana Júlia em 2006. Tenho todos os recibos de pagamentos assinados pelo diretor de finanças da campanha, o hoje deputado Edilson Moura, que atestam minha atuação na campanha. Posso esfregar carinhosamente esses recibos na cara de quem quiser. PH era o coordenador POLÍTICO de comunicação, como o Aldenor Jr era o coordenador POLÍTICO de comunicação nas campanhas do Edmilson Rodrigues de 1996 e 2000. As pessoas confundem as funções, o que é perdoável em um leigo.

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sábado, 13 de novembro de 2010

O marqueteiro da vitória

Depois da entrevista com Chico Cavalcante, publicada no domingo passado, comecei a ouvir de alguns leitores, com justa razão, reclamações pela falta, até então, de uma entrevista com Orly Bezerra que, afinal, comandou a campanha vitoriosa de Simão Jatene.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Edson Barbosa da Link: Brigas internas não deixaram o governo ser reconhecido

Após a entrevista com Chico Cavalcante, a lógica mandava procurar Edson Barbosa da Link para ouvi-lo, sobre as críticas feitas pelo marqueteiro paraense.
O contato foi feito no meio da semana passada. A entrevista foi meio por telefone, meio por e-mail. Enviei para Barbosa as perguntas que gostaria que ele respondesse e, depois, tivemos uma longa conversa por telefone.
Barbosa não escondeu certa mágoa com as críticas. Contou um pouco dos bastidores da campanha e, pela primeira vez, expôs publicamente os problemas de imagem que, segundo ele, Ana Júlia Carepa, enfrentava quando a Link desembarcou no Pará em março deste ano, quatro meses antes da convenção que sacramentaria a

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Chico Cavalcante: a Link é uma fábrica de desculpas

Voltei do meu retiro apenas para postar a mensagem que recebi, por e-mail, do publicitário Chico Cavalcante, em resposta à entrevista com o dono da Link, Edson Barbosa

Atualizado na quarta-feira, 17, às 09h57

Na noite de ontem Chico Cavalcante solicitou que a versão primeira de sua declaração feita a esse blog fosse substituída pela versão abaixo, alegando que a primeira versão continha partes truncadas que prejudicam o entendimento, já que fora escrita às pressas no desconforto de um netbook conectado a rede sem fio de um aeroporto¨.
Faço a publicação com as alterações feitas pelo autor

Vejam o texto na íntegra.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

À Link o que é da Link: Glauco Lima responde a Edson Barbosa

Interrompo, de novo, meu recesso para postar uma carta que recebi, via e-mail, do publicitário Glauco Lima sobre sua participação na campanha de Ana Júlia Carepa

Publico na íntegra

Eu tinha decidido não falar nada sobre a campanha de comunicação de Ana Júlia em 2010. Tinha deixado isso para bem depois, para quem sabe quando, distanciado do calor eleitoral e da fogueira de emoções, talvez eu fizesse um relato do que eu vi, ouvi e vivi, nesta que foi uma das experiências mais angustiantes dos meus 25 anos de atuação em propaganda e marketing.

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Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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Uma resposta para Um blog pai d’égua!

  1. Pedro Ayres disse:

    Bem de longe acompanhei parte da campanha política paraense, embora fora do Pará desde 1962 (a semana passada em novembro de 2001, não conta), sempre procurei saber o que se passava por aí. De acordo com a linha partidária do parente ou conhecido, havia sempre uma versão. Entretanto, como costumo ler os jornais e ainda tenho uma excelente memória, foi fácil notar que se houve algum remanejamento na estrutura política do Estado, esse remanejamento foi bem reduzido. Talvez só o acréscimo advindo com a Redentora e seus associados do sul/sudeste, que criaram uma jovem oligarquia, em que até foram possíveis as cooptações de quem se pensava ser crítico do sistema.
    É claro que não foi um fenômeno político e econômico específico do Estado, era algo que desde há muito estava em gestação – o avassalador aumento da lógica cumulativa do capital e sua transformação em “Consenso de Washington”, pensamento único ou simplesmente neoliberalismo.
    Ora, ante tal força esmagadora, que teve a cara-de-pau de dizer que tinha encerrado com a História, facilitado pela dificuldade que o Brasil ainda enfrenta para dar por fim à Ditadura – que faz questão de sobreviver em hábitos e íntimos receios -, não foi possível se criar e se desenvolver nenhum tipo de massa crítica, pois, tudo tinha o dia-a-dia como limite de futuro. Assim, o inexorável e isento processo histórico deixou de lado, não só os que ainda estavam retidos no passado em termos de dogmas e ilusões, mas, também aqueles que se viam eternos e perenes, seja enquanto força econômica, seja como resposta política e social para o país e para o Estado.
    Um Estado que abre mão de sua riqueza, ainda que tenha os estrondosos nomes de “desenvolvimento sustentado”, “ecologia capitalista” ou as patranhas das parcerias Estado e iniciativa privada, em que a conta das despesas é apenas do poder público, enquanto o lucro é benemeritamente embolsado por empresas e grupos individuais, não se poderia esperar outro tipo de resultado político. Até porque o verdadeiro processo político está a ser escrito pelo povo.
    Os marqueteiros, como legítimos homens do mercado, não podem ser responsabilizados por nenhum tipo de resultado. Afinal de contas, as regras essenciais do processo estavam fora de suas influências e, em assim sendo, pouco importava quem vencesse ou perdesse, para o povo paraense não havia diferenças fundamentais entre os futuros residentes na Granja do Icuí. E assim foi feito.
    Foi o que li e aprendi nas leituras dos jornais e pelo fato de ter dado plena liberdade para que tanto o Tico, quanto Teco, pudessem trabalhar sem peia alguma.

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