Um apelo ao Jornal Pessoal

Francisco Rocha Junior, um dos editores do excelente blog paraoara, Flanar, apresenta-nos um grito, até certo modo, inusitado: Por favor, queremos pagar mais por algo!

Francisco sabe o que grita.

Lúcio Flávio Pinto mantém um jornal, pessoal, quase que na marra. Certas vezes, discordo em gênero, número e grau da opinião do Lúcio. E o que é interessante e raro: se eu mandar uma carta discordando, ele a publica na íntegra! Nunca mandei. Poucas vezes discordei e me deu preguiça em escrever a carta (Lúcio não está na Web. Tem até certo repúdio sobre a dita cuja.

Bem. Sem mais delongas, segue o grito do Francisco e que é meu, também:

Um apelo ao Jornal Pessoal

Aliás, todo o Jornal Pessoal da 1ª quinzena de março está muito bom. Esta edição do JP supera várias das edições anteriores do próprio jornal. Há tempos não se lia um Lúcio Flávio tão provocativo e tão inspirado.

É natural que uma publicação de cunho tão pessoal, escrita por uma única pena, esteja sujeita às vicissitudes daquele que a escreve. Os leitores do JP sabem bem das dificuldades que o solitário redator tem para dar conta das edições quinzenais, e principalmente para garantir-lhes o ótimo nível. A última edição deixou-me a impressão de que sobrou um tempinho a mais, nestes 15 últimos dias, para que LFP burilasse melhor seus artigos. Talvez suas lutas judiciais lhe tenham dado trégua; talvez – pior – tenha sido a dor da perda do mestre, o professor Benedito Nunes, o dínamo que embalou a publicação.

O fato é que algo precisa ser urgentemente dito, em favor do jornal: R$ 3,00 não pagam o serviço público que o JP presta à sociedade paraense. R$ 6,00 por mês são um investimento pífio, mais ainda se se comparar com o R$ 1,00, ou R$ 1,50 diários que Diário do Pará e O Liberal cobram, respectivamente, por suas edições.

Por isso, serei um consumidor que reclamará às avessas: quero que o JP aumente seu preço de capa. Cinco reais por edição seria um valor mais que justo; dez reais mensais se justificam sobremaneira, pela importância que o jornal tem para a sociedade paraense. Uma análise de mercado superficial já seria suficiente para dizer que o público do Jornal Pessoal, os cerca de 1.500 a 2.000 leitores que compram o jornal nas bancas de revista da cidade, detêm capacidade econômica suficiente para arcar com este aumento de 66% do preço de venda – uma bobagem, se notarmos que o JP não reajusta seu preço há uns bons anos.

De quebra, poderíamos ter a oportunidade de nos deleitar mais frequentemente com suplementos como este último, em homenagem a Benedito Nunes. Um suplemento que, por certo, rendeu um sacrifício extra ao solitário redator/editor/repórter do JP.

Por isso, apelo: Lúcio Flávio, reajuste o preço do Jornal Pessoal. Este seu leitor agradeceria.

 

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Xipaia... o último dos guerreiros!
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4 respostas para Um apelo ao Jornal Pessoal

  1. Muito obrigado, Francisco, pelo apoio e o estímulo. Na verdade, foi uma quinzena pavorosa. Terceiro adiamento do julgamento de uma apelação dos Maiorana na 2a Câmara Criminal. Os sucessores do C. R. Almeida se habilitando – por enorme tolerância da relatora – no processo contra mim sobre a grilagem de terras do Xingu, etc. Por isso, há vários errinhos chatos na edição, fruto do cansaço, da exaustão total, que corrigirei no próximo número. Está ficando cada vez mais difícil manter o JP. São tantas as dificuldades, sobretudo meu esgotamento físico, que nem consigo pensar n a questão, vital, do preço. Mas é mesmo um problema. Espero que seus leitores o acompanhem nesse seu gesto de solidariedade e sensibilidade. Grande abraço.

  2. Marcus Santos disse:

    Concordo irrestritamente com o apelo do Francisco Rocha Junior, do blog FLANAR, e acredito que o preço sugerido ainda é barato demais quando comparado com outras publicações do mesmo estilo que são veiculadas no mercado. Outro motivo que justificaria este aumento seria o fato de que Jornal Pessoal abdicou da publicidade, de maneira coerente (no meu entender!), para se autofinanciar, como faz a grande maioria dos periódicos que são comercializados atualmente.
    Por tudo isso, enquanto o editor do Jornal Pessoal não resolve aumentar o preço de capa, sugiro que todos os leitores interessados em ajudar na manutenção dessa importante, e imprescindível, publicação, façam como tenho feito ultimamente e adquiram sempre duas edições do periódico, aproveitando para presenteá-lo a algum parente ou amigo, o que serviria, também, para disseminar esta indispensável fonte de leitura a outras pessoas qie ainda não o conhecem.
    Vida longa ao Jornal Pessoal!!!

  3. Lucia Seabra disse:

    Concordo plenamente com o rejuste do preço porque no JP temos informações verdadeiras e sérias como é o carater do grande e competente Lucio. Sucesso e longa vida a ambos. Lucia

  4. Melissa Araújo disse:

    O Jornal Pessoal é o único jornal paraense que é respeita os paraenses, que está vinculado ao verdadeiro jornalismo sério e competente.
    r$ 3,00, r$ 5,00, nenhum valor paga as informações que poucos de nós temos conhecimento através de Lúcio Flavio Pinto.

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