A quem convencer, carapálida?

Bem à propósito do post abaixo, trago pra cá, o que escrevi no Perfil Carajás e Tapajós Já!, criado na rede social Facebook.

Quando alguém vem falar pra mim, tentando convencer a votar contra a criação dos Estados do Carajás e Tapajós, respondo que não é a mim que se tem que convencer algo…

…mas, sim, à população que mora em tais áreas a não se separarem, há décadas abandonadas pelos governantes centrais.

Sempre digo que os políticos que não querem a divisão, assim:

“Vão lá, em Marabá, ou em Conceição do Araguaia, ou São Geraldo do Araguaia, ou ainda, em Castelo do Sonhos, Novo Progresso, e tentem convencê-los que tudo mudou, que nada será como antes, como agora. Que as políticas públicas serão, equanimemente, distribuídas.”

“Peçam para, agora, acreditarem em vocês, que não mais os abandonarão, logo após a eleição.”

“Digam, em comícios lá, no corpo-a-corpo lá, nos debates lá, olhando nos olhos deles, que, eles, estão errados, e que o melhor, mesmo, é continuar como está!”

“Façam a propaganda contra a divisão lá! E não aqui, em Belém, pois, assim, até eu faço mel!”

Sou totalmente a favor do plebiscito e da livre determinação dos povos. Se a população da área dos Estados do Carajás e Tapajós querem se separar do Pará, autogerindo suas políticas públicas, com seus próprios interesses, que assim seja.

Sou a favor que o Plebiscito ocorresse somente naquelas áreas que querem a separação, pena que não será assim que acontecerá…

Fico indignado quando ouço alguém daqui de Belém dizendo o que a população do Carajás e Tapajós deve pensar, analisar e decidir sobre a questão da separação. Como se, os daqui, fossem infinitamente mais politizados que os de lá. Como se, só aqui, houvessem cientistas políticos, gênios da raça. Pura soberba.

Val Andre Mutran Pereira, vem, há muito tempo, dizendo-me como e porque (mostrando dados, estudos, artigos científicos etc) o Estado do Carajás proporcionará de melhorias aos que ali vivem. Então, como não querer que o de bom aconteça para tais pessoas?

Vamos ver no que vai dar.

Agora, uma coisa é certa, para ambos os lados: Se a divisão acontecer, a responsabilidade dos políticos de tais áreas mais que dobra, para com seu povo! Se a divisão não acontecer, a responsabilidade dos políticos que foram contra, quadruplicará!

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Xipaia... o último dos guerreiros!
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