SÓ ASSIM!

DOIS TEMPOS:

-Conversando com o papai, que já passou pela UTI nessas 2 semanas, mas já tá na casa do Fernando, recuperando-se (ps.: Enfartou… a perna!!!), ele me disse que a viagem dele, no início do mês por Altamira, deu-lhe a certeza que achava que tinha: Altamira (o Vale do Xingu, por fim) está ferrada e mal paga neste plebiscito.

É que, históricamente, aquela região sempre foi umbilicalmente ligada à Capital, à Belém. Desgraçadamente ligada, em vários e longos momentos, diga-se.

Também históricamente, Altamira não sabe o que é Tapajós e muito menos, Carajás. Não conversa com os dois, não tem nada a ver com nenhum dos dois. Nem uma prosa sequer.

Aliás, quando “rasgaram” a mata para construir(?) a Transamazônica, Xingu deu a malária para Carajás, e Carajás lhe presenteou com a sífilis, gonorreia, cancro-mole e moto-serra!

O que resta para o Xingu é o concreto armado de Belo Monte!

Então perguntei, e aí? Ele: “E aí? Lembrei de uma historinha”.

“Não me lembro como, quando e onde, um time da Espanha, ou a própria Seleção, perdeu uma semifinal da competição para um inimigo mortal. O outro finalista também era um adversário odiado.

No dia da final, o maior jornal desportivo da Espanha dá como título (mais ou menos assim):

“QUE PERCAM LOS DOS!”

OUTRO:

Em outra conversa, falando sobre o Plebiscito com os velhos e Fernando, propus que o Pará se dividisse em milhares de partes, milhões!

Até ficar do tamanho do nosso quarteirão, assim, invariávelmente, depois de certo tempo, conheceríamos, de infância, de sempre, nossos representantes políticos, de onde vieram, do que pensam, o que são.

Poderia não ser a solução, mas pelo menos poderíamos lhe virar a cara quando cruzássemos na calçada, ou gritar da janela quando o cabra roubasse os cofres públicos:

“ALÁ, LÁ VAI O SAFADO. PILANTRA!”

“FALA LADRÃO!”

Ou, então, aquela tia velha, comentando na soleira da porta com a vizinha: “Quem diria o Raimundinho… ainda vi esse nosso governador, menino, se cagando todo, cheio de lombriga no bucho, agora taí, todo pavão, dando uma de bacana, nem dá mais bom dia“.

Ou, o seu Zé Queixo, numa roda do bar, amigo de infância daquele deputado, recém preso por pegar “ponta” pra votar uma lei absurda: “Rapá, ele num era nada disso …dava o cu por peteca, agora taí, querendo milhões e milhões. O poder cresce as pessoas, né?“.

🙂 🙂 🙂A mamãe só rindo, ao lado da mesa…

…eu me divirto com os velhos, olha!

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Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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Uma resposta para SÓ ASSIM!

  1. Rodrigo e Elaine Ramos disse:

    Espero que o André esteja bem. Mande nosso abraço carinhoso daqui.

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