À SAÚDE

Unimed

Por: Andre Nunes Filho

Hoje tem eleições na Unimed. Merece atenção de todos, usuários e cooperados. Questões seríssimas merecem discussões “eaedem”; Não adianta falar mal e ficar por isso mesmo. A realidade de quem não tem um plano é humilhante e muito arriscada. A nova administração terá que enfrentar várias dificuldades, entre elas:

1- excesso de pacientes para cada vez menos médicos atuantes. Uma explicação simplista: um plano tem que vender para se sustentar. Os jovens que usam pouco suportam os usuários mais velhos, que são deficitários. À semelhança da previdência, ou seja, uma pirâmide. Um plano que “envelhece” quebra, ou então teria reajustes estratosféricos. Como sustentar o topo da pirâmide se este cresce desproporcionalmente (longevidade) e cada vez mais consumindo recursos de alto custo? Para piorar todos nós estamos agindo mal, com excessos de calorias, sal, velocidade, álcool, drogas, cigarro claro e, de consultas! Os usuários da Unimed Belém são os que mais se consultam em nível nacional. Pacientes com maior complexidade na assistência, portadores de neoplasias, doenças reumáticas, “alérgicos”, transplantados, sindrômicos e os com doenças crônicas comuns, quase todos ansiosos, têm afastados muitos médicos da clinica diária, de assumir estas responsabilidades e serem mal remunerados e ainda escrachados. A má educação da população esta se refletindo também nas salas de espera.

2- médicos mais velhos e cansados, frustrados. Médicos jovens e inexperientes, mal orientados, à mercê da indústria farmacêutica, do sistema e suas verdades temporárias. No meio termo, médicos que estão realizando um bom trabalho mas extremamente requisitados, ficando velhos e cansados.

3 – profissionais inescrupulosos que deveriam estar presos. Mas se nem assassino confesso fica preso…

4 – a maioria dos médicos teve que optar pela carreira aos 15 anos de idade, muitos sob pressão. Quando veem que não era sua vocação, poucos desistem no meio do caminho depois de tanto investimento.

5 – tecnologia. Há muitos anos o Brasil abriu mão de produzir tecnologia, e paga um preço muito alto por isso. Na área médica isto é muito evidente. A inflação medica tecnológica não é regida por índices normais (IGPM, FGV, Dólar, Índice da Construção Civil etc…). Ela é fantástica, mas tem um preço. E, todos queremos o melhor para nós e para os nossos. Estamos chegando bem até os 80 ou mais. Mas é caro, principalmente porque não investimos em prevenção primária. Sem delongas, você vai de escada ou elevador para o 2º Andar de um prédio?

6 – inércia por comodismo dos usuários (todos nós). Que tal fundar uma associação dos usuários da Unimed Belém? Pesquisei no Google e achei varias de outras regiões.

O problema é complexo demais e exige a participação de todos. Ficar sentado na frente do computador, reclamando da vida e dos outros ajuda muito pouco.

Em tempo: espero que as eleições de hoje possam ser o inicio de uma necessária mudança. Não desejaria estar na pele do novo presidente, seja quem for e ter que administrar uma grande empresa com tantas nuances. Bom domingo a todos.

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Xipaia... o último dos guerreiros!
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