PORTO DE NÓS

Somos como porto
Porto de nós
Chegamos saindo
Saímos para sempre

Nunca mais aportamos

A finitude é horizonte
O final, longe
O sempre, perto
O nunca, chega na hora desmarcada

E vamos vivendo

Perdemos ao ganhar
Dia após dia
Passados, no presente
Presentes, no futuro

O presente nos mata
Aos poucos, rapidamente

Vivemos sem prestar
Atenção na maior
Angústia que nos ronda
Espada de Dâmocles

Enfrentamos, há vida
A vida moral
A vida imoral
A vida escondida
A vida amante
Ávida em existir
Para sempre

E vamos morrendo

Morrendo de amores
Morrendo de sedes
Morrendo de paixões
Morrendo de verdades
Morrendo de mentiras
Morrendo por morrer
Morrendo por viver

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Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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