INVASÃO CUBANA

(escrito em 30 de junho de 2013)

Hoje ouvi que os médicos cubanos que viriam para o Brasil seriam, também, espiões!
E ouvi isto de um médico brasileiro.
Perguntei: -Mas, todos os 2 mil?
E ele: -2 mil nada, serão 6 mil e todos espiões!
Perguntei: -Mas, espionar pra quem?
Ele: -Ora, espionar pra Cuba!
Eu: -Mas, Cuba vai fazer o que com as informações secretas obtidas?
Ele: Secretas? Eles vêm pra cá pra ir pro interior, levantar as situação do nosso povo e levar pra Cuba?
Eu: -Ah, então são os dados que TODOS NÓS SABEMOS, espiões ou não?
Continuei: -O que Cuba vai fazer com estas informações que TODO MUNDO JÁ SABE?
Ele: -Ora, pra nos dominar!

…achei melhor desconversar e fui ao banheiro verter água do joelho.

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O tempo esmagador!

(escrito em 26 de junho de 2015)
DOS TEMPOS IDOS E VINDOS

Já velho (rs), pensei “alguma coisa pra fazer num ano bom”, e, assim, resolvi aprender a tocar violão e guitarra em uma escola de música, a GAT. Não aprendi, mas fiz bons amigos, como o Serginho, a Simone Barbosa, o Edão, o Edinho “Guerreiro” e a Marisa Brito da Rocha.

Recomendo aulas de violão, canto, piano, órgão, sanfona, bateria e qualquer coisa afinada que soe aos meus amigos advogados, juízes, promotores, serventuários e demais que têm como profissão o ambiente, de um “tempo esmagador”, das Leis e Justiça, pois:

“Mesmo que o verde seja falso
Que o cinza prevaleça”…

…bem, você irá esquecer de tudo e passar bons momentos. Acredite.

Veio a “Veneza”, uma das primeiras músicas que cometi um crime, ops, que toquei no violão, da banda “A Euterpia”. A Marisa era a vocal e professora de canto da GAT.

Mas, porque lembrei disto tudo?

Porque, na “fuga que me aguarda”(ava), quase duas décadas de advocacia em Belém, pousei, há dois meses, em Parauapebas, através de um convite de dois amigos, também advogados, os Drs. Roney e Rubens Moraes Junior.

Papo vem, papo vai e descobri que tem nacos de Rubens em “Veneza” e, muito, em “Suma de Ti”, em cuja poesia tem uma frase que gosto demais: “De peixes sadios, do fundo do poço”.

Ahhh… “O tempo esmagador”!

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CURTIR OU NÃO CURTIR, EIS A CURTIÇÃO

(escrito em 24 de junho de 2013)

Meus amigos, parentes, amigos do amigo, colegas e colega dos colegas, por favor, não fiquem puto comigo se eu não Curtir algo que vocês escreveram ou repassaram, mas eu não consigo Curtir quem quer tirar um eleito na marra, eu curto um voto pra caramba, portanto, da minha parte, esperarei as eleições em 2014 para vingar-me. Tirar Presidente, Governador, Prefeito na marra é coisa de ditadura e esse tempo já passou. Ou não?

Não consigo Curtir os que querem a pena de morte no Brasil, por um simples motivo, depois de morto não tem conserto.

Não consigo Curtir, Jabor, Alexandre Garcia, Willian Bonner, Bolsonaro e, principalmente anônimos. Enfim, não consigo Curtir a velha mídia e as velhas opiniões a me dizer o que devo pensar. Ainda mais sabendo o passado dessa velha mídia e que seis famílias detêm 70% da imprensa no Brasil.

Não consigo Curtir os posicionamentos contrários a utilização de médicos da Espanha, Portugal ou Cuba em municípios miseráveis como Jacareacanga, Bom Jesus do Tocantins, dentre outros milhares do Brasil. Particularmente, acho que os cubanos seriam mais baratos e já tem a cancha de se virar com pouco, que é o que vão encontrar. Alias, em minha opinião, fica muito confortável opinar aqui do computador, perto de bons hospitais e tendo um irmão médico. Que tal se perguntássemos para o seu Francisco da Silva (escolhi Silva por que tem que ter um Silva em qualquer lugar) que mora em Jacareacanga o que ele acha da ideia?

Não consigo Curtir quando querem boicotar a Copa por causa do Governo ter investido em sete anos sete bilhões nos estádios ao invés de saúde, educação e segurança. Nesse mesmo período, só a saúde recebeu quinhentos bilhões. Sete a mais ou a menos não fariam diferença se o problema maior está na corrupção na hora de aplicar esses recursos pelos Estados e Municípios. Isso é simples de provar, use a LAI (Lei de Acesso a Informação) para saber quanto o seu prefeito tá pagando numa simples Cibalena.

Pior, é que a maioria dos paraenses ficou puta quando perdemos a sede da Copa para Manaus.

O resto? Bem, vamos vê caso a caso.

Ps. O fato de não Curtir, não quer dizer que não defenderei o direito de vocês Curtirem. Ou copiando Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”

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O GARRINCHA DA HISTÓRIA

Somos, nós, estes tais Seres Humanos, capazes de coisas incríveis.

Tanto “os do Ocidente”, como “os do Oriente”, e “do Médio” e do, enfim, o Homem em algum momento acreditou em algo divino, trancedente, sobrenatural. Até aí, beleza. Faz parte da inquietude e solidão que a nossa finitude, nossa curta existência, causa: morremos e isto é muito ruim!

Mas, o mote desta reflexão não é sobre o Ser Divino em si, mas sobre toda a simbologia, artefatos, ícones, coisas que, neste processo todo, criamos e, mais, damos, determinamos e impomos valores até irracionais.

É Cruz, é Taça, é Cálice, é Espada, é Arco e Flexa, é Marafo, é Manto, é Muro, é Estátua, é Teto, é Água …é pau, é pedra, é um resto de toco, é um caco de vidro, é a vida, é o sol… mas é a morte.

A morte é que nos aflige, não tenho dúvida!

É ela e por ela que criamos vida – na verdade, um tipo de vida, sempre diferente que a presente – logo após o advento dela.

A vida nos leva à morte, que nos dá uma outra vida.

Fazemos de tudo para driba-la.

Só que é ela o Garrincha da história.

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O XADREZ, A TÁTICA ZWISCHENZUG*, O PT, O LULA E A ESQUERDA NAS ELEIÇÕES 2018

(escrito em 31 de maio de 2018)

O dilema do PT, enquanto Partido, está em conseguir uma boa bancada tendo candidato próprio (Lula ou quem ele indicar), mas colocar a Direita no poder, ou apoiar outro candidato e perder bancada, mas colocar a Esquerda no poder.

A Esquerda e Direita já sairão, cada uma, com 30% dos votos. Restam os outros 40% do centrão para garimpar.

Se for um petista, o representante da Esquerda no Segundo Turno, a grande mídia já tem todo um arsenal de narrativas, principalmente a da corrupção, para inundar a Opinião Pública contra o candidato. Essas narrativas, verdadeiras ou não, potencializadas ou não, vêm sendo incutidas na cabeça do cidadão médio há muitos anos. O tema da campanha seria em torno dos erros do PT. Discutiría-se o passado. O PT teria muita dificuldade em pedir uma segunda chance para o eleitor do centrão e, na campanha, gastaria muita energia (tempo e argumentos) defendendo-se das acusações.

Ao passo que, se a Esquerda escolhesse um candidato fora do PT, todas essas narrativas seriam inúteis. O tema corrupção seria secundário ou, ao menos, palatável e de desconstrução possível, e o candidato poderia centrar apenas numa campanha propositiva e nadando de braçada nos efeitos perversos da política neoliberal, bandeira indefensável do outro candidato. Além do que, seriam bem maiores as chances de ter um candidato no Segundo Turno.

Em resumo, as Esquerdas não ganham sem o PT e o PT sozinho não ganha as Eleições. Resta saber se vai pensar no Brasil e no Lula ou se vai pensar no Partido. Digo “pensar no Lula”, porque se a Direita ganhar, ele mofa na cadeia. E, “pensar no Brasil”, porque se o neoliberalismo ganhar, os brasileiros mofarão na miséria.

*Tática em que o enxadrista faz um movimento completamente inesperado, tendo já planejado, logo após a esse movimento, fazer jogadas previsíveis, mas que o adversário não tenha como impedir o sucesso do seu oponente.

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GRANDE ALDYR

(publicado em 30 de maio de 2015)

Morreu o Aldyr, grande Aldyr!

Técnico de voley. Um dos melhores! Meu primeiro técnico.

Digo, sem medo de errar, que o Aldyr tem uma parcela na minha formação como gente. Com 10 para os 11 anos, comecei a ser seu aluno.

Por anos, o Aldyr me ensinou a olhar um mundo que, todo dia, se descortinava. Carioca da gema, Aldyr era o bom “malandro carioca”, aquele que o Buarque foi à Lapa encontrar mas perdeu a viagem. Era só vir à Belém, Chico, ali no Marista, nos anos 80, que ele estava lá, ou no Serra Freire, Segunda, Quarta e Sexta, de noite, 20:30hs, por aí, depois do treino do Zamba.

Aldyr me ajudou a “ver” as meninas e as mulheres. Sempre com muita graça, galanteios velados e revelados. Nada esdrúxulo, nada grotesco, nada banal, como agora. Tudo muito alegre e real.

Também, dizia do jeito dele, que uma mulher não vive só de “cantada”, há que saber tratar, curtir, divertir e respeitar. Grande Aldyr!

“Ô Maria!?”, era uma das expressões que se ouvia quando o Aldyr queria chamar a atenção por algo errado, um mal posicionamento na quadra, do bloqueio e na vida.

“Ô Maria, que cagada foi esta que tu fizestes no recreio, ontem? Tá maluco? Senta aqui do meu lado e vamos conversar…”, lembro como hoje!

Vai, camarada, pega esse avião, mas, beija o teu Rio de Janeiro…

Ps: Tenho certeza que falo por mim e por vários outros, alunos, alunas e quem mais conheceu este camarada.

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O DEUS-MERCADO E A MARMOTA

(escrito em 27 de maio de 2018)

Já estou vendo onde essa marmota vai dar. Mais uma vez o Estado vai salvar os acionistas do deus Mercado. Como se a alta dos preços tivesse sido ocasionada por um aumento dos tributos. O que é uma mentira.

Com a crise da Petrobras, em meio a escandalização com a putaria, a queda absurda do preço do barril no comércio internacional e o esperto ataque às ações da empresa pelo Mercado, a Empresa mudou seus dirigentes.

Quanto a putaria, os números indicam que, mesmo execravel, não impedia a empresa de ter lucros na casa dos 20 bilhões de Reais por ano, ainda que não acompanhando o valor do mercado internacional do petróleo. Isto porque, o Brasil é praticamente auto-suficiente em combustíveis, principalmente com a descoberta do Pré-sal. As importações eram pequenas. E o preço do dólar não tinha muita influência nos custos da empresa.

A grita se dava pelos acionistas privados com ações da Petrobras que queriam que a companhia repassasse o valor do mercado para os brasileiros e, assim, lucrar mais que os 20 bi. E o pior é que muitos brasileiros concordavam.

Pois bem, em outubro de 2016, já sob a nova direção, a Petrobras passou a acompanhar os preços internacionais em busca de rentabilidade tal qual queriam os acionistas. Daí os preços foram aumentando até o ponto em que seu valor fizesse com que algumas distribuidoras concorrentes da Petrobras passassem a importar diesel e gasolina. Uma Shell, por exemplo, poderia importar dela mesmo dos EUA, ganhando nas duas operações. As importações explodiram. Só dos EUA multiplicou por 3 vezes e meia em 2017. Essas importações fizeram com que nossas refinarias trabalhassem com 75% da capacidade e o cenário externo passasse a ter maior influência no comércio local.

Resumindo, esses aumentos dos combustiveis se devem a nova política da empresa de acompanhar o preço do mercado e do aumento das importações dos derivados de petróleo.

Isso nos afetou duplamente. Por um lado, o valor do barril vem sofrendo altas constamtes no mercado internacional, e pelo outro, o aumento do dólar para perto de R$ 4,00, motivado pela fuga em direção aos títulos públicos americanos que tiveram seus juros aumentados. Esses são os motivos.

Agora, querer que o governo baixe tributos sobre o combustível só para agradar os acionistas, é sacanagem.

Se tivermos que rever tributos, então que se faça uma reforma tributária séria, que alivie a produção e o consumo e se carregue fortemente na renda nos mesmos moldes de países como Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Noruega, Inglaterra e França. Duvido toparem.

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SINA

Antigamente, quando se usava um orelhão, a gente colocava a ficha e ela engatava no caminho. Aí, a gente danava a dar umas porradinhas para ver (ouvir) quando a ficha caia… de porradinha em porradinha, a ficha acabava caindo.

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Sincericídio

“Vou parar de ler perfis alheios, leio cada besteira”, disse após ler este perfil.

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JANELA

Janela

Já cá
Já via
Já Lia
Cá já

Já sou
Já lero
Já quero
Já vou

Já mais
Já sais
Já vais
Já cáis

Já nela!

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PERICULOSIDADE + INSALUBRIDADE

(escrito em 23 de maio de 2017)

Sem muito juridiquês.

O trabalhador corre risco de vida, ou seja, pode morrer na sua atividade? Então tem direito de receber 30% a mais sobre o seu salário. A isto se chama: Adicional de Periculosidade.

Adicional de Insalubridade, por sua vez, é uma quantia de 10%, 20% ou 40%, calculada sobre o Salário Mínimo (há uma discursão se sobre o salário recebido ou sobre o salário-base, mas, agora, não vem ao caso), toda vez que o trabalho está sob o efeito de um agente de risco à saúde, como, “ruído”, “calor”, “agentes químicos” etc..

Na Justiça do Trabalho, há basicamente duas correntes:
a) Uma entende que o trabalhador não pode receber os dois Adicionais simultaneamente e que deve o trabalhador optar pelo mais vantajoso (o que é uma visão puramente econômica e não compensatória pelo risco humano, em si);
b)Outra, que entende que pode.

Entendo que pode e deve acumular. Um, o risco mata, o outro, adoece (que pode matar, ao final). Um não exclui o outro. Ambos arrebentam o Ser.

Afinal, o pagamento de um dos adicionais, para o trabalhador sujeito simultaneamente à insalubridade e à periculosidade, não faz com que o agente de um ou do outro desapareça.

Estou bem acompanhado.

O professor e magistrado do TRT da 15º Região, o Dr. Souto Maior, leciona:

“2. Acumulação de adicionais: como o princípio é o da proteção do ser humano, consubstanciado, por exemplo, na diminuição dos riscos inerentes ao trabalho, não há o menor sentido continuar-se dizendo que o pagamento de um adicional “quita” a obrigação quanto ao pagamento de outro adicional.

Se um trabalhador trabalha em condição insalubre, por exemplo, ruído, a obrigação do empregador de pagar o respectivo adicional de insalubridade não se elimina pelo fato de já ter este mesmo empregador pago ao empregado adicional de periculosidade pelo risco de vida que o impôs.

Da mesma forma, o pagamento pelo dano à saúde, por exemplo, perda auditiva, nada tem a ver com o dano provocado, por exemplo, pela radiação.

Em suma, para cada elemento insalubre é devido um adicional, que, por óbvio, acumula-se com o adicional de periculosidade, eventualmente devido. Assim, dispõe, aliás, a Convenção 155, da OIT, ratificada pelo Brasil;”

Integrando as disposições constitucionalmente garantidoras de condições dignas de trabalho, a Constituição reconhece os tratados e convenções internacionais retificados pelo Brasil (Art. 5º, §§ 2º e 3º, CF).

A acumulação de tais Adicionais está de acordo com o Decreto nº 1.254, de 19/09/1994, que determinou o cumprimento integral da Convenção nº 155 da OIT.

Fecha o pano!

______________/

“Como consequência do acolhimento sistemático de pretensão idêntica em diversas reclamatória, as empresas teriam de arcar com um ônus que não poderiam sequer prever e para o qual não se programaram, até porque inexiste fundamento legal a amparar essa tese.

Adotando-se o entendimento vindicado na exordial, automaticamente, os empregadores ver-se-iam com passível trabalhista considerável, no momento da pior crise econômica em décadas, quiçá desde a década de 1930.

Outra consequência lógica e nefasta da tese autoral é que, se todos os riscos devem ser individualmente compensados com um adicional distinto, os trabalhadores sujeitos a dois, três ou quatro agentes insalubres teriam direito a vários adicionais.

Por conseguinte, na maioria das vezes, os laboristas fariam jus ao pagamento de adicional de insalubridade em valor superior ao seu próprio salário, sem respaldo legal e sem que os empresários pudessem contabilizar esses débitos.

Ad conclusum, a interpretação pretendida pelo autor contraria o ordenamento jurídico e os princípios constitucionais da legalidade e da segurança jurídica e, caso difundida, acarretará sérios prejuízos à saúde financeira das empresas, que não puderam antever um passivo trabalhista de tal monta, ocasionando mais sonegação fiscal, desrespeito aos preceitos juslaborais e, talvez, gerando desemprego e prejudicando o trabalhador cuja proteção é utilizada de subterfúgio ao pleito.”

Este fundamento sentencial me preocupa, no pleno exercício da minha profissão como Advogado. Há duplo grau de jurisdição. Recorri.

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HORA DA BÓIA

(escrito em 23 de maio de 2017)

INTERVALO INTRAJORNADA
…ou como se diz, intervalo para comer.

A tão mal falada CLT, diz que: Art. 383 – Durante a jornada de trabalho, será concedido à empregada um período para refeição e repouso não inferior a 1 (uma) hora nem superior a 2 (duas) horas salvo a hipótese prevista no art. 71, § 3º.

Contrariando o que disse Deputado Federal que cortou o orçamento da Justiça do Trabalho, há um entendimento entre os Magistrados, pelo menos a grande maioria que já encontrei pelo caminho profissional, que discordo e acho uma afronta à dignidade do trabalhador.

É que eles computam, na tal 1 hora de “para refeição e repouso”, todo o tempo gasto pelo trabalhador, independentemente, das condições que o Empregador impõe ao mesmo.

Veja, tal regra até é plausível em Belém, em uma zona urbana, mas, quando se trata em um local onde o Trabalhador está afastado, longe de tudo, à mercê do próprio empreendimento para se alimentar, descansar e voltar ao local de trabalho, aí não.

Explico.

Por exemplo, um trabalhador cujo local da prestação do serviço é no meio da floresta, dentro de um empreendimento em que, até para se deslocar para o refeitório é feito de ônibus ou carro interno, face as distâncias envolvidas.

E mais.

Imagine que, como trabalham centenas outras pessoas ao mesmo tempo, o cidadão tem: tempo aguardando o transporte interno; fila para entrar no ônibus; tempo se deslocando, internamente, até o refeitório; fila para pegar a bandeja; fila para deixar a bandeja no local que tem que ser deixada; tempo aguardando chegar o transporte interno; fila para pegar o ônibus de volta; tempo se deslocando do refeitório até o local do retorno ao trabalho… e, no meio disto, comer, claro.

E, você me pergunta: E o tal do descanso?

Ah, já era!

Tudo isto é somado. Se der 1 hora, pronto, está cumprida a Lei.

Fecha o pano.
_________/

“Em depoimento pessoal, registro que o reclamante acabou por confessar o gozo de até mais de 01 hora de intervalo, sendo esse o mínimo preconizado pelo art. 71 da CLT, considerando o tempo de espera do ônibus para ir para o refeitório, tempo de deslocamento, tempo em fila, tempo se alimentando e retorno, destacando-se que todo o período em que o depoente fica sem trabalhar integra o intervalo intrajornada, razão pela qual, desde logo, julgo improcedente o pedido de hora intrajornada e reflexos.”

Quando disse que o trabalhador confessou o gozo, foi na audiência:

“que aguardava o transporte até o refeitório por 10 minutos; que o transporte demorava de 10 a 15 minutos; que ficava em fila por 15 a 20 minutos; que efetivamente se alimentando demorava 20 minutos; que para voltar ocorria o mesmo;”

Outra preocupação minha como Advogado… e acho que vai piorar. A Reforma Trabalhista pensa em intrajornada de 30 minutos. 😦

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O LULA

(escrito em 10 de maio de 2017)

O LULA
O Lula é réu em um processo judicial.
O Lula pára uma Capital, no dia de seu depoimento.
O Lula domina os noticiários, no dia de seu depoimento.
O Lula domina as redes sociais na Internet, no dia de seu depoimento.
O Lula domina o jornalismo, no dia de seu depoimento.
O Lula vai de jatinho particular, depor.
O Lula vai de comitiva com 5 carros de luxo, depor.
O Lula tem segurança da Policia Federal, para depor.
O Lula
O Lula é conhecido no Mundo.
O Lula divide opiniões.
O Lula modificou a Sociedade brasileira.
O Lula revelou a Sociedade brasileira.
O Lula, se não estiver morto ou impedido, na forma da Lei atual ou a por vir, está eleito Presidente da República em 2018.

Ps.: A minha, a tua, a nossa opinião sobre o Lula não interfere em nada nos fatos, acima, citados.

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DE VOLTA AO PASSADO

(escrito em 05 de maio de 2019)

 

Ei, psiu, sente aí no divã: Esse seu ódio das Universidades Federais começou quando seu nome não foi “cantado” no listão, pelo cara do rádio?

Lembro quando fiz o Vestibular. Ia ser Biólogo (até hoje me pergunto o/do que seria minha vida).

Na minha época, aqui em Belém (no Pará), a última prova da Universidade Privada (CESEP/UNAMA) era o dia da primeira da da UFPA, ou seja, era “tiro único”!

Errou? Só 1 ano depois.

A maioria optava pela Privada. Parece que era mais fácil ou menos difícil. Não sei. Corrigindo as provas, feitas até então, ia passar tranquilo na Privada, mas, não tive dúvida: Fiz a Federal.

Naqueles tempos, os melhores professores estavam lá. Diziam. Não sei. Só sei que 99% dos professores eram ou iriam ser os maiores/melhores advogados do Pará, alguns, com os maiores escritórios, como os queridos Profs. Pedro Bentes, Pedro Jucá e Antônio José de Mattos.

As salas dos Blocos de Direito não eram refrigeradas, mal tinham 1 ventilador de teto, queimado.

Um bebedouro e só.

Banheiros sofríveis.

Passados 28 anos, muita coisa melhorou. Não que ficou excelente, mas, melhorou muito.

Naqueles tempos, as Universidades Federais ainda sofriam as consequências da Ditadura Militar, que as desidratou, sucateou, massacrou, sob o mantra de que eram um antro de balbúrdias.

Parece que voltaremos.

Parabéns aos culpados!

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VIDA-FLOR

Não tem jeito e maneira, a natureza sempre vence!

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SOBRAS

Ser muito

Do que não sei
Sei muito
Do que vi
Vi muito pouco do mundo
Do que senti
Não senti sempre
Mudo muito
Falo nunca
Nada melhor
Ser o que se quer
Mas, nunca se quer
Ser totalmente
Falta muito
Sobram outros

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MEMORIAL DO MASSACRE

17 de Abril de 1996.
O dia que ficou conhecido como o “Massacre da Curva do S”.
19 camponeses mortos.
24 anos!
Eldorado dos Carajás/Pa

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O SAL DA TERRA

Ontem, na abertura do I FIA CINEFRONT, no CINE MARROCOS (um cinema que merece um post em separado, pois me remeteu àqueles antigos de Belém, com cortina na porta que leva ao banheiro da sala, parede revestida de madeira, poltronas vermelhas, piso acarpertado, limpo, bem cuidado, palco, cortina de boca-de-cena – linkarei algumas fotos dele nos comentários)…

Pois bem. Mas, quero falar do filme de estréia, O SAL DA TERRA – Uma viagem com Sebastião Salgado, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado… E.S.P.E.T.A.C.U.L.A.R!

Lançado recentemente, em 26 de março último, o CINE MARROCOS teve a honra – graças ao prestígio do curador Felipe Milanez junto ao próprio Juliano Salgado – de ser o primeiro cinema NO BRASIL a passar a obra, antes mesmo de correr no circuito comercial!

Meus caros, quando ele passar pelaí, vejam!

O filme conta parte da(s) história(s) do grande fotógrafo Sebastião Salgado pelo mundo. Vai da Serra Pelada à Ruanda. De Conceição do Capim ao Kuwait.

Os gregos diziam que uma vida boa, bem vivida, é uma vida de virtudes, uma vida eudamônica. Aristóteles dizia, porém, que só uma virtude pontual não era o suficiente, mas, que ela tenha sido presente na vida inteira.

Sebastião Salgado ainda não morreu, mas, quando, sua vida inteira terá sido eudamônica, com certeza!

(escrito em 14 de abril de 2015)

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SÃO MARIO

“Meus Salmos são todas as poesias do Mario Quintana.” (Lafayette Nunes)

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CANEM

“Se cachorro fosse gente, não seria cachorro, seria um animal!” (Lafayette Nunes)

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