…e o Mundo não se acabou!

E o Mundo Não Se Acabou
Paula Toller

Anunciaram e garantiram
que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente
lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer
antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá
no morro não se fez batucada
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei na boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei pelada na televisão
E o tal do mundo não se acabou
Chamei um cara com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão / um milhão
Agora eu soube que esse cara anda
Dizendo coisa que não se passou
Vai ter barulho vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou

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Aracaju, maracujá, pega daqui, taca de lá
Maricota mariquinha e Mariquita soltam a periquita lá em
Guaratiba e Guarujá
Maracatu, jacarandá, Jeca tatu, Paranaguá
Papacu rasteiro vem correndo bem ligeiro
Vem querendo um bocadin´ de guaraná

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O ÍNDIO É INDOLENTE, por André Costa Nunes

ENSAIO SOBRE A “NOBREZA” DO TRABALHO

André Costa Nunes
tipoassimfolhetim…

Aldeia no Xingu

Aldeia no Xingu

O ÍNDIO É INDOLENTE

Está provado. Todo mundo sabe que o índio brasileiro é indolente.

Tem mais alguns adjetivos que parecem redundância, mas são bem pertinentes e enriquecem a tese.

 O índio é vadio, preguiçoso, não gosta de trabalhar, aliás, o negro também é chegado ao ócio. E o branco, o amarelo, até o azul.

Eu também!

Quem simplesmente gosta de trabalhar é doente. A não ser que haja caído na velha falácia de Confúcio: escolha um trabalho que lhe dê prazer e nunca terá que trabalhar por toda a vida. Isto é conversa para filósofo rico. Pobre e vassalo não têm escolha.

 Compreende-se que um professor, um jornalista, um médico, um artista, trabalhador intelectual – evidentemente, até por definição, elites da sociedade humana – sintam, eventualmente, algum prazer e muita realização no “trabalho”, mas isso nunca ocorrerá com o operário. É muito difícil sentir prazer em quebrar pedra, carregar tijolo, dirigir um ônibus no trânsito de Belém, capinar um roçado de mandioca em baixo de um sol escaldante, carregar e descarregar mercadoria nos armazéns e cais da vida. Empregada doméstica que dorme no emprego, então…

 Isso, sem falar em trabalho escravo. Institucional, ou, não. Até ontem, o escravagismo era praticado em todas as nações do mundo. E era legal, ético e moral. Inclusive o tronco e a chibata.

(…)

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…mais? Clique e leia aqui: O ÍNDIO É INDOLENTE

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Quelqu’un M’a Dit

Quelqu’un M’a Dit

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos chagrins il s’en fait des manteaux

Pourtant quelqu’un m’a dit
Que tu m’aimais encore
C’est quelqu’un qui m’a dit que tu m’aimais encore
Serais ce possible alors

On dit que le destin se moque bien de nous
Qu’il ne nous donne rien et qu’il nous promet tout
Parait qu’le bonheur est à portée de main
Alors on tend la main et on se retrouve fou

Pourtant quelqu’un m’a dit
Que tu m’aimais encore
C’est quelqu’un qui m’a dit que tu m’aimais encore
Serais ce possible alors

Mais qui est ce qui m’a dit que toujours tu m’aimais
Je ne me souviens plus c’était tard dans la nuit
J’entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits
Il vous aime, c’est secret, lui dites pas que j’vous l’ai dit

Tu vois quelqu’un m’a dit
Que tu m’aimais encore, me l’a t’on vraiment dit
Que tu m’aimais encore, serais ce possible alors

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos tristesses il s’en fait des manteaux

Pourtant quelqu’un m’a dit
Que tu m’aimais encore
C’est quelqu’un qui m’a dit que tu m’aimais encore
Serais ce possible alors

 

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Luzes de um Círio nos idos de 2012

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SINDICATO DOS MENTIROSOS

SINDICATO DOS MENTIROSOS
Reunião: Todo Sábado, a partir das 13hs!
Local: Vital Drinks ou Bar do Ranulfo (Ministro da Educação), Tv. Almte. Wandenkolk, ao lado do Quem São Eles.

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Adivinhe!

Na Web, este meu blog é o lugar que mais me dá alegria de postar. Twitter, Facebook são legais e me divirto, mas, aqui, sou mais eu.

E, volto com o Adivinha, fruto de uma pergunta básica: conheço Belém, ao ponto de saber, mesmo por alto, onde estão seus encantos, seus mistérios, suas curiosidades, seus problemas e suas soluções?

Você sabe onde está esta “vila”?

Pergunta adicional: Você sabe como e quais os “eventos” que ocorreram, paulatinamente, para que ela se configurasse assim?

Quem adivinhar ganha um livro de Ariano Suassuna!

*Adivinhação vai até o dia 30/09/2012!

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Hipátia de Alexandria e Rimsha de Islamabad

Hipácia foi uma mulher além do seu tempo. Um daqueles mamíferos que, depois de longa jornada evolutiva, raramente aparece entre os “Homo sapiens sapiens”.
Foi a última coordenadora da Biblioteca de Alexandria.
Matématica, médica, astrônoma e diretora da escola de filosofia neoplatônica em Alexandria.
Nasceu aproximadamente em 355 da era cristã(sic), viveu numa época em que a mulher era uma simples propriedade do homem.
Seu pensamento científico a levou para morte. Não, não porque descobriu que Deus não existe, ou alguma coisa assim. É que naqueles tempos, como agora em muitos lugares, pensar a origem da vida, do planeta, do Cosmo, enfim, era considerado “paganismo” pela Igreja Católica, a grande força política de então.
Hipátia escreveu muitas obras científicas. Era uma admiradora da matemática e da física. Desenvolveu notáveis equipamentos importantes como o hidrômetro.
Escreveu tratado sobre geometria. Era um oráculo (coisa rara para uma mulher, EM QUALQUER TEMPO, diga-se, neste mundo ainda machista!).
Os matemáticos lhe enviavam perguntas, cálculos “insolucionáveis” para que ela simplesmente os “solucionasse”!
O Bispo Cirilo de Alexandria a detestava. Não só por ser cientista. Não só por nunca ter se casado e, com 30 anos, já era diretora de uma Escola da Biblioteca de Alexandria, o maior centro cultural da humanidade, antes e agora.
Mas, também, por ser mulher e porque achava que sua popularidade rivalizava com o Cristianismo, pois as pessoas só deveriam admirar Cristo, o Salvador. “Ela está roubando de Deus os seus direitos e deve cair”, teria dito perante vários seguidores.
Numa tarde, no mês de Março, em plena Quaresma do ano de 415, Hipátia foi assassinada. Uma turba de fanáticos religiosos, sob o mando, pelo menos psicológico, do Bispo Cirilo, a atacou quando retornava para o seu trabalho, na Biblioteca de Alexandria.
No outro dia, a mesma essa biblioteca foi destruída. Lá estavam quase todos os escritos científicos que séculos de pensamentos livres, mas, agora, pagãos, já tinham produzidos.
Desde que a Terra era redonda, que circulava, com mais outro 3 planetas, entorno do Sol, passando pelo conhecimento de que tudo pode ser subdividido várias vezes, até a uma última parte, que, de tão poderosa, se destruída, também destruiria seu destruidor, com a liberação de uma grande energia, mas tão grande energia que só poderia ser um Deus, o Deus Átomo (Escola Atomista Grega, cerca de 350 antes de Cristo).
Já se imaginava naquela época que os homens e demais seres, vinham evoluindo com o passar do tempo, originando-se de seres mais primitivos.
Tudo foi destruído. A Humanidade, o Mundo, tudo seria diferente, hoje em dia, se a cultura registrada em Alexandria não tivesse sido destruída e seus descobrimentos e pensamentos poribidos por longos séculos.
Hipácia teve uma morte horrorosa: os fanáticos, monges e paroquianos, de Cirilo a jogaram da carruagem, tiraram suas roupas e separaram suas carnes dos ossos com cacos de cerâmica. O que sobrou de seu corpo foi queimado, suas obras científicas destruídas.
Cirilo, depois, foi canonizado, e virou São Cirilo de Alexandria da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

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Dias desses, no Paquistão, uma criança de 11 anos fora condenada à morte por ter blasfemado. Seu crime: ter queimado 10 páginas de um livro velho, que achara em sua casa, para fazer o fogo. Ia cozinhar. Era uma edição do Alcorão.
A menina, chama-se Ramsha, vive em um bairro pobre e cristão, é analfabeta e disse que não sabia que destruíra páginas do livro sagrado. Ela tem Síndrome de Down!
Um morador do local a DENUNCIOU à polícia paquistanesa que, imediatamente, a prendeu.
Depois de muitos apelos e de uma junta médica do Paquistão ter realizado série de exames médicos na menina e ter comprovado que ela tem um atraso mental e, por conta disto, não sabe ler, a liberaram, só que, agora, sob forte vigilância: Não terá uma segunda oportunidade, já a avisaram.

Não aprendemos com o passado.

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