ESPERA

Ah, se hoje tivesse a certeza
Do encontro com vocês
Do nascer deste ventre de dois
À descontinuidade de mim
Me sossegaria

Já não teria a agonia
A saudade morreria
Nos beijos de doceria
Dos olhos de Alexandria

Será que me demoro?
Será que me demora?

Espero que sim
Assim, a saudade em mim
Teria razão
De existir

Espero com esperança
Dos náufragos de noite
Em uma baia marajoara
Em meio à geral de toró
Abraçar vocês, novamente

Então chegaria a alegria
Não acabaria a cantoria
Nada me feriria
Com fé, riria

Ah se tivesse certeza
Que ao final
Chegaria o dia
Que a saudade morreria

Sobre Lafayette

Xipaia... o último dos guerreiros!
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