DÉCIMAS

Tem correria
Essa vida que teima voar
É trabalho, é celular
Sangria
É a lida. É dia. É dia-a-dia
Mas, meu amor, por ti, sou
És por mim. E a mim, o amor doou
Receba esta décima, com todo amor, como Suassuna nos ensinou.

*Para a Aluísia.

Recebo tua “décima” com todo amor e emoção
Sou por ti, e a ti, o amor doei
És por mim amor, o amor que conquistei
A vida corre e como corre, cabendo a nós a imaginação
Em vivê-la, plenamente, com amor e dedicação
Que me perdoe Suassuna, o meu mal aprendizado
Por tentar aqui em décima declarar ao meu amado
Como sou feliz contigo
Por te ter como marido
Meu eterno namorado.

  • Para Lafayette

Aluísia,

Suassuna quem dera ler
Tais décimas de amor
Pois saberia o seu valor
Saberia ver
Que para se ter
Inspiração
Basta olhar para o coração
Que habita
Toda beleza infinita
Da nossa imaginação

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Mãe

Mãe, você não sabe o que aconteceu

Mãe, você não queira saber

Mãe, você dormiu por muito tempo

Mãe, você não chorou

Mãe, você partiu em tempo

Mãe, você não iria gostar de ver o aconteceu

Mãe, o mundo capotou neste último ano

Mãe, muitos estão com medo

Mãe, o seu beijo me falta

Mãe, o desequilíbrio está por perto

Mãe, sei que o precipício é bem ali

Mãe, você nunca faltou na minha mente

Parece que tudo mudou para ficar igual

Nada é mais do que parecia que seria

Nunca esquecerei de te ver ali

Mãe, você continua me salvando

Vai ser sempre assim

Nada mudou para ficar igual

Prometo não esquecer da maciez dos teus lábios

Da quentura dos teus abraços

Do teu sorriso de mulher

Da tua força de encarar

O teu amor da vida

Mãe, segue me guiando daí

Do teu amor, Lafayette

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O CONSELHO DO PROFESSOR REINALDO

Um dos meus causos com o Professor Reinaldo e um dos conselhos que mudou meu rumo.

Era o Colégio Moderno, 88 ou 89, não lembro. Ele, coordenador do Convênio. Eu, aluno perturbado, “pero no mucho”.

Queria ser Biólogo Geneticista – fruto de um livro que o Dr. Bellesi tinha me dado – fazia, então Ciências Biológicas, o temido CB, com sua Química e Biologia pesadas.

Nunca fui de estudar mais do que o suficiente para não reprovar. Em testes ou provas, fazia o mais rápido possível – até porque o volei ou o futsal já estava rolando, lá em baixo, na quadra de cimento.

A este “método” o Professor Meirelles, de Matemática, chamava de “Calango Suicida” que é, por sua vez, outra história.

Bem.

Caí na temida “recuperação”, em Português e Espanhol. Precisava tirar 3,5 em Português e 9 em Espanhol. Inverti: tirei 9 em Português. 3 em Espanhol. Reprovei.

Sim, reprovei no CB, mesmo passando direto em Química e fazendo Estequiometria de cabeça, quase sem precisar usar o borrão (quem lembra ou sabe o que é isto, deve sacar a sinuca que me meti).

Um Deus-nos-acuda, pois os professores de Química e Biologia, e os demais, sabiam que passaria no Vestibular da UFPA.

Aí entra o Professor Reinaldo.

Ele me chamou de lado e disse:

-Lafa, tem um jeito. Vou chamar o fulano (o professo de Espanhol que não merece ser citado, aqui), mais a Isaura e a Guilhermina que te adoram – elas eram coordenadoras respeitadas no Moderno – e tu, todos lá na minha sala.

Não lembro ao certo, mas, parece que naquela época, o Professor poderia atrasar o envio ao MEC ou esperar o aluno fazer o Vestibular e, passando, aprová-lo ou ministrar nova prova, era algo assim.

O fulano disse: NÃO! Um não seco e de nada adiantaram os argumentos do Reinaldo, Isaura e Guilhermina.

Tudo dependia dele, disse-me o Reinaldo, puto com o fulano, que já havia saído da sala.

Engoli seco e resmunguei, saindo também: -Se pegar ele lá fora, vou comer na porrada.

Dei uns dois passos e o Professor Reinaldo gritou:

-Volta aqui!

Continuei.

Ele repetiu:

-Volta aqui, porra!

Não sei se ele manteve esta característica, mas, quem o conheceu naquela época sabe que o Reinaldo tinha uma forma de olhar, quando queria, que atravessava a gente.

Ele tinha os olhos claros, abaixava um pouco a cabeça, descia as sobrancelhas e te mirava. Nooossa, você poderia ser o aluno mais desguiado, na hora, tratava de se guiar.

-Entra aqui e senta! Sentei.

E disse, mais ou menos assim, dando-me uma senhora mijada, como se dizia antigamente (ainda se diz?):

-Olha aqui, Lafayette, tu não és um perdido, não és vagabundo, não és sem pai e nem mãe, tens uma família ótima, és atleta de seleção do colégio, do Remo e do Pará, então, porra, está na hora de parares com essas tuas besteiras. Tens 17 e logo vais fazer 18 anos, tens a chance de poucos de estudar, aproveita. Agora, levanta e só quero te ver aqui ano que vem!

E me deu um abraço, que naquela época não era coisa que fazia – quando muito, batia uns tapinhas no nosso ombro.

No outro ano, tomei rumo.

Valeu Professor Reinaldo, vá em paz, juntamente com a sua senhôra, ao descanso eterno!

Ps.: Passados anos, décadas, acho, encontro com ele na fila do caixa do Líder. Abraços e tal, ele vira para a caixa e diz:

-Quem diria, foi meu aluno.

E, apontando para os cabelos “louros”, disse:

-Aqui embaixo, há muitos cabelos brancos dele. E rimos, todos, até a caixa.

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AO MESTRE ZENO, COM AMOR

Um dos meus causos, de tantos, com o Mestre Zeno.

Antes, é preciso dizer que o Zeno Veloso era amigo do meu pai, do meu tio Anfrísio e do Tojal, amigos de todos. Um quarteto inacreditável!

Tinha saído do escritório de advocacia ALUÍSIO MEIRA, sogro e meu pai jurídico.

Depois de três anos bons e de grandes ensinamentos, resolvi sair.

Liso que nem mussum, fiquei uns meses procurando uma sala que desse no meu rendimento, que era nenhum.

Encontrei.

Na verdade não era uma sala, era a recepção de um consultório de dentista. Ele havia demitido a recepcionista e resolveu alugar o espaço.

Como não tinha como pagar o aluguel, pelo menos no começo, troquei por ser o recepcionista e o cobrador de pacientes que o devia, em um jogo de empate.

Era ali na Diogo Móia.

Uns clientes apareceram, poucos. Uns davam calotes, outros, só me pagariam se ganhassem a ação.

Passados uns meses, já entrando em desespero, querendo largar a advocacia e me empregar em qualquer coisa para receber um salário mensal garantido, toca o telefone.

Não, mas, antes tenho que contar algo.

Acho que no 2° mês que havia saído do escritório do Dr. Aluisio, fui lá falar com a Aluísia, minha esposa, que ainda fica na 13 de Maio, mesmo quarteirão do, antigo, Cartório Chermont, capitaneado pelo Mestre Zeno.

Zeno era, além de amigo do Dr. Aluisio, cliente.

Quando já ia saindo do edifício, depois de falar com a Aluísia, escuto: Ei, Lafayette! Ei, Lafayette!

Era o Nonato, fiel escudeiro do Zeno.

É que o Zeno tinha me visto, de longe, chegando e entrando no edifício do escritório e mandou o Nonato ficar de plantão no térreo:

-Assim que ele descer, leve-o para falar comigo.

Assim foi e assim fui.

O Zeno atendia em uma sala grande, cheia de detalhes, de coisas interessantes, estatuetas, livros históricos e tal.

Já me falou, não, gritou:

-Tens merda na cabeça, Lafayette? Poooourra! (Zeno dizia um “porra” característico).

Sentei, rindo e perguntando:

-O que foi, Mestre?

-Fui lá no Aluisio e soube que não trabalhas mais lá.

Continuou…

-Foi briga?

-Não. Amigavelmente.

-Foi dinheiro?

-Não.

-Foi porque quisestes?

-Foi!

-Não falei? Tens merda na cabeça. O escritório do Aluísio é um dos melhores, lá vais crescer juridicamente, aprender, acabastes de te formar etc.

Bem, expliquei os meus motivos, conversamos outras coisas e saí.

Lá no meu escritório/recepção fiz uma estratégia: Imprimi numas folhas A4, cortei em forma de cartões, com o meu nome, telefone e endereço e, saí espalhando.

Deixava, como se tivesse esquecido, um monte no banco do taxi. Entregava para quem aparecesse.

Tocou o telefone. Atendi:

-Alô, escritorio Lafayette Nunes Advocacia.

-Alô, Dr. Lafayette? Indicaram o senhor.

-Pois não.

-É o seguinte, tenho uns imóveis, umas salas e uns inquilinos não estão me pagando. O senhor cobra?

-Sim, cobro, extra ou judicialmente.

-Não, nada de Judicial. Comigo é na porrada, tenho uns bate-paus, o senhor vai com eles e arranca dinheiro, carro, geladeira, qualquer coisa que pague os alugueis atrasados.

-Senhor, sou advogado e não leão-de-chacará. Primeiro, mando um carta-convite para o devedor comparecer ao escritório, digo da vantagem de fazer um acordo…

Quando ia continuar:

-Ora, vai se danar, Lafayette, é o Zeno, poooourra, te conheço de família, sei que não és advogado ralé. Estou te ligando para te convidar a ser meu assessor jurídico lá na Secretaria de Justiça.

O PROCON é uma Diretoria da Secretaria e quero que me assessores nisto. Vais arrumar a casa lá, ajudando a Diretora que é minha amiga.

E assim foi por mais de ano, salvo engano.

Tendo a sorte de pegar aula de graça, ou melhor, até sendo pago, diariamente, de um grande Mestre do mundo jurídico.

Valeu, Mestre Zeno!

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DR. DAGOBERTO SINIMBÚ

Hoje fiquei sabendo que o Dr. Dagoberto Sinimbú morreu.

Grande dentista – odontólogo é para os demais, os comuns, os fasts-foods. Dr. Sinimbu era Dentista, assim, Dezão, grandão (permite, Lumena?). Um Dentista como antigamente, em que toda família tinha um padre/pastor, um médico, um carteiro, um leiturista da CELPA, uma mãe-pai-de-Santo e um dentista para chamar de seu.

Quando tinha uns 11 anos de idade, brincando de irritar o André, meu irmão, joguei uma chinela nele, pegando por trás do jornal que lia (sim, o André lia jornais aos 15, 16 anos). Ele, claro, correu para me dar porrada.

Fugi pelo apartamento, sai para o corredor pela cozinha. Ele atrás. Entrei pela porta da sala (naquele tempo, podia-se deixar abertas as portas). Ele atrás. Parei na “boca do corredor” dos quartos. Ele parou na entrada. Quando deu o passo, virei e “errei” o corredor, dando de boca na quina. Ui!

Quebrei dois dentes da frente. Raízes expostas.

Correria. Os velhos me levaram logo para um craque. Outro Dentista com Dezão (licença, Lumena): Dr. João Carlos Flexa Ribeiro, que, rapidamente, tirou a dor, fez os canais e, ainda, mandou me darem um picolé para chupar. Saímos do consultório dele, que ficava ali na Ó de Almeida e fomos para a TIP TOP (como me lembro disso? Meu irmão Fernando diz que tenho uma memória boa ou invento histórias bem antigas, para ninguém conseguir desmentir).

Uns dias depois, mamãe me levou para o Dr. Dagoberto Sinimbú. Seu consultório ficava ali na Tiradentes, com a Piedade.

Eu andava sem dois dentes da frente. Perturbado, como só Shakespeare disse, não me importava. Quem me conhece desde aquela época sabe disso. Andava, de boa, sem os dois dentes da frente.

Mas, Dr. Dagoberto, não. Experiente, sabia que isto poderia me trazer trauma futuro e tratou logo de por dois provisórios e, depois, com uma técnica e tecnologia avançadas para época, os “definitivos” que, para mim, de definitivos não tinham nada, já que, contrariando as suas recomendações, não deixava de comer maçãs, chupar caroço de manga, quebrar pata de caranguejo e, até mesmo, imaginem, abrir tampa de refrigerante com os dentes.

Ele ficava indignado quando, sei lá, já com 16 anos de idade, caia uma ou as duas coroas ou, até mesmo com o pino de ouro inteiro e demorava 1 mês para ir corrigir. Ele dizia: Como é que vais arrumar namorada assim, Lafayette! Respondia-lhe: Não arrumo, até porque a minha feiura nem precisa dessa ajuda! Ríamos.

Fiquei craque! Várias vezes ia lá, ele me dava uma cumbuquinha de borracha, uma espátula, uma bisnaga ou um vidrinho com um pó de cimento especial, um catalisador e acho que ia água. Ficava misturando tudo, até ficar uma massa com uma consistência tal – era só testar com um daqueles ferrinhos terríveis de dentista e sentir a viscosidade – ele, sentado mesmo, com algum outro paciente na cadeira – que uma hora dessas já tinha ouvido dele umas das milhares de histórias minhas com essa saga dos meus dentes caindo e rindo – e eu de pé, colava. Eu ficava pressionando com o dedão o dente e testando com o indicador a dureza. Quando pronto. Pegava um dos tais ferrinhos, tirava cuidadosamente o material que tinha transbordado pela borda e ia feliz de volta à vida.

Dr. Dagoberto, também ficou cuidando dos outros dentes. E, também, com maestria e paciência.

Tenho apenas um problema com Dentista: O uso, sempre, de anestesia!

Sim, para mim, anestesiar é fundamental. O Dr. Adriano Horta que o diga. Adoro tanto aquela seringa que, antigamente, tinha um chaveiro de metal com uma em miniatura.

Meu problema com dentista não é a dor da broca, mas, a espera, a expectativa de sentir a dor.

E pior.

Quando você passa 1 hora, ali, deitado, boca aberta, barulhinho e “cheiro de consultório dentário” e a dor não vem. Nooosa, isto me acaba mentalmente. A dor que não veio e maior que a dor da picada da anestesia.

Portanto, para mim, é fundamental, antes de qualquer coisa, anestesiar.

E assim foi, até, por algum motivo e circunstância, fui encher o saco de outro dentista.

Vá em paz, Dr. Sininbú, que a missão por aqui foi cumprida com louvor, pois, tratar as pessoas sem lhes provocar dores desnecessárias é algo memorável!

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BELÉM LIBERTA

Partido, meu coração ficou dilacerado.
Pelas mãos de maldizeres,
Ditos por quem
Que só me quer bem, diz.

Socialismo é divisão
De meus bens e meus amores.
Igualdades de uma sociedade
Injusta por quem diz
Me querer bem, sou Belém.

Liberdade que chegou
E vai ficar.
E vai fincar
Suas raízes cabanas
Nas entranhas de mim, de vez!

Pelo Sol seguirei!

Feliz aniversário, Belém de Nazaré!

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UM TEMPO

Lembra-me de um tempo
Os sonhos, correndo
A realidade, lembrança
A vida, esperança
Nada mais que uma
Lembrança de criança

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O SOCIAL MEDIANO

(escrito em 15 de agosto de 2017)

Esse negócio de “social média x dono do estabelecimento” é algo interessante…

Lá no TERRA DO MEIO os “sociais médias” sou eu e o papai. A gente não fez curso, não entende muito dessas expressões modernas…

Tem uma legal (a gente diz que é legal para parecer ser prafrentex): Hostess.

É tipo uma pessoa que recebe e atende os clientes, resolve as questões e tal.

Lá no TERRA a gente já identificou quem é o Hostess: É o papai.

Quando estou por lá, viro isto também.

Lá no TERRA tem quem reclame. Tem quem elogie. Tem quem nem isto, nem aquilo.

Quando a pessoa reclama, a gente concorda e reclama junto, inclusive.

Quando a pessoa elogia, a gente fica corado e orgulhoso da galera.

A gente pensa assim: Elogio: a gente gosta, mas se segura para não ficar pávulo. Crítica: a gente não gosta, mas tenta analisar e rever ou reforçar procedimentos, conversar, explicar.

Mas, certa vez, em um site importante de turismo, um site mundial, inclusive, uma pessoa reclamou que o lago do TERRA tinha plantas aquáticas e muitos peixes… ah, e umas lagartas e umas tartarugas. Um horror!

Cocei-me todo e respondi (hoje, fiquei sabendo que não pode. Isto é coisa para o “social média” profissional).

Disse, mais ou menos, assim:

“Minha senhora, obrigado pelos elogios (ela tinha elogiado a comida e as atendentes), mas fiquei encucado com as críticas sobre a natureza. É um restaurante, ok, mas, ele é rural e fica na Amazônia, chão de terra, malocas de palha, panelas de barro, olho d’água, assim, não sei como resolver esta parte dos peixes, das plantas e das tartarugas.

Quanto as lagartixas, elas aparecem vez em quando, mas, se a gente tiver um pouco de paciência, elas viram borboletas”.

A gente sabe nem tudo são flores e que levar um empreendimento nas costas e ainda do tipo que atende ao público, não é nada fácil, mas, vamos ter mais paciência e ouvir uns aos outros?

É fácil, basta estar disposto para tanto.

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DA BOA

(escrito em 29 de julho de 2015)

Imagine uma conversa entre Jesus e o Mardoqueu:

-Quem é mais do que eu, Mardoqueu? Pergunta Jesus.
-Mais do que tu, eu, Mardoqueu, sou mais eu que tu. Responde Mardoqueu.
-Mais do que eu, tu, Mardoqueu, tu não és, pois tu não sou eu. Se tu fosse eu, Mardoqueu, eu seria tu mas não seria mais que eu sendo tu.

Ps: A maconha era boa, naquela época.

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56 MOTIVOS

(escrito em 24 de julho de 2018)

56 motivos para os apoiadores passarem vergonha perante seus amigos e parentes, justificando seus votos no Bolsonaro:

  1. “O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)
  2. “Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)
  3. “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.” (Jair Bolsonaro em entrevista sobre homossexualidade na revista Playboy)
  4. “Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)
  5. “Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados” (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)
  6. “A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)
  7. “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)
  8. “Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)
  9. “Parlamentar não deve andar de ônibus”. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)
  10. “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” (Bolsonaro justificou a frase: “quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano”)
  11. “Não, eu entendo muito pouco de economia. (…) eu ainda não desperto confiança no sistema financeiro, tendo em vista o meu comportamento. mas (…) tenho certeza que esse pessoal devagar vai cerrar pra cima de mim” (Bolsonaro, ao responder pergunta se entendia de economia, no programa do Danilo Gentili)
  12. “Mas você já tem um princípio de plano? -Isso ninguém tem, né? (idem)
  13. “Então me explica, por que alguém deve votar em Bolsonaro para presidente?”
    -Eu sou uma pessoa autêntica. as minhas propostas podem ser até pior (sic), mas são completamente diferente. (idem)
  14. “Eu sempre vejo você elogiando um lado bom na ditadura. mas não foram os militares que ajudaram o Estado brasileiro a ficar tão inchado?”
    -Era outra época. (…) naquela época a mulher não ia de biquíni pra praia.
  15. “O que garante que você não irá copiar alguns modelos do regime militar que você elogia?”
    -Na educação vai ser convidado um general que já tenha um comando de colégio militar.
  16. “Você tem muitos opositores, talvez uns 80, 90% de Brasília é opositor seu. se você for presidente, como é possível governar com tanta oposição?”
    -Nós vamos ter mais gente de direita no parlamento. (…) e eu acho que economia vai estar tão debilitada até lá (…) que teremos que partir do zero.
  17. “Eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher” (Bolsonaro, em palestra na Hebraica, São Paulo)
  18. “O pessoal aí embaixo (jovens de movimentos juvenis, torturados da ditadura militar, ativistas dos direitos humanos), eu chamo de cérebro de ovo cozido. Não adianta botar a galinha, que não vai sair pinto nenhum. Não sai nada daquele pessoal.” (idem)
  19. “Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem pra procriador ele serve mais” (idem)
  20. “Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que tá aí embaixo, ou como uma minoria que tá ruminando aqui do lado” (idem)
  21. “Pedi prum assessor meu dar um pulo ali no bar, comprar um sanduíche de mortadela que eu vou jogar pela janela.” (idem)
  22. “Se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Esses vagabundos vão ter que trabalhar. Pode ter certeza que se eu chegar lá (Presidência), no que depender de mim, todo mundo terá uma arma de fogo em casa, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola.” (idem)
  23. “Tínhamos na presidência um energúmeno que são sabia contar até 10 porque não tinha um dedo” (idem)
  24. “Se um idiota num debate comigo falar sobre misoginia, homofobia, racismo, baitolismo, eu não vou responder sobre isso” (idem)
  25. “Eu não tenho nada a ver com homossexual. Se bigodudo quer dormir com careca, vai ser feliz.” (idem)
  26. “Índio não fala nossa língua, não tem dinheiro, é um pobre coitado, tem que ser integrado à sociedade, não criado em zoológicos milionários”. ” (Bolsonaro, na sede do Comando- Geral da Polícia Militar, em Campo Grande (MS), onde foi homenageado com a Medalha Tiradentes)
  27. “Está matando” economicamente o Estado. “Lá tem nióbio, que é tão ou mais importante do que o petróleo, e demarcaram, estão matando o Estado de Roraima, estão acabando com Dourados, aqui em Mato Grosso do Sul” (Sobre a demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol)
  28. “Não estão defendendo o índio, estão defendendo terra rica e acabando com a diversidade para que o primeiro mundo, pressionando, torne dependente estas áreas e as explore”, “Tem índio yanomami falando inglês melhor do que professor” (idem)
  29. “Gostaria de saber qual seria a sua reação se alguém de sua família decidisse abertamente pela homossexualidade.” Pio Barbosa Neto, CE
    -Seria problema dele. Se essa fosse sua opção para ser feliz não estaria (nem poderia) ser proibido por mim mas, certamente, não iria me convencer a frequentar minha casa (Bolsonaro, respondendo leitores da revista Época, em 02/07/2011)
  30. “Qual o limite entre a liberdade de expressão e a ofensa à dignidade daqueles que não se enquadram na sua concepção, como os homossexuais?”
    Alexsandre Victor Leite Peixoto, AL
    -Minha luta vitoriosa no Congresso foi contra a distribuição do kit gay nas escolas do 1º grau. Não podia me omitir diante do material que estimulava nossos meninos e meninas a ser homossexuais. E deviam se orgulhar dessa condição. No mais, tudo é demagogia, pois certamente não acredito que nenhum pai possa se orgulhar de ter um filho gay. Homossexualismo é comportamento (idem)
  31. “Se você estivesse precisando de uma transfusão de sangue e o único sangue doado fosse de um homossexual, aceitaria a transfusão?” Matheus Nunes, RJ
    -O risco de ser contaminado com o sangue de homossexual é 17 vezes maior do que com o de heterossexual. Duvido que alguém aceite sangue doado por homossexual sabendo desse risco. Cuidar da minha saúde é diferente de ser preconceituoso (idem)
  32. “O que o senhor acha sobre a possibilidade de adoção de crianças por pais homossexuais?” Daniel Tonatto, RS
    -Somos produtos do meio. Uma inocente criança adotada por pais (?) homossexuais certamente será influenciada e possivelmente seguirá o exemplo dos mesmos. Em vez de aceitar a mentira de que é melhor uma criança ser adotada por casal homossexual, prefiro uma séria política de paternidade responsável.
  33. “O senhor não acha que estão querendo acirrar ainda mais a homofobia, tratando os homossexuais com diferenciação?” Luiz Curvelo, RJ
    -O PLC 122 que está para ser votado no Senado visa, por exemplo, a condenar de 2 a 5 anos uma pessoa que se negue a vender sua bicicleta a um homossexual. Se aprovado, fará com que um homicida cumpra menos anos de prisão do que quem chame alguém de gay ou bicha (idem)
  34. “Se o PL122/06 fosse aprovado, intimidaria os assassinos de homossexuais. Qual seria a ação que o Legislativo deveria tomar para garantir os direitos da população LGBT?” Camilo Oliveira, RJ
    -A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem já está dormindo. O PLC 122, na prática, criará uma categoria de vítimas privilegiadas, ou seja, com proteção especial em virtude de sua opção sexual. Assassinar um heterossexual é menos grave que matar um homossexual. Hoje, por exemplo, mais de 10 esposas/companheiras são assassinadas por dia. O que intimidaria a prática de qualquer crime seria a certeza de punição rápida e justa, sendo a pena cumprida em sua totalidade sem qualquer regalia e com trabalhos, ainda que forçados, que pagassem o sustento do preso (idem)
  35. “O senhor diz que bateria no seu filho, caso ele fosse efeminado. Frases desse tipo não são, na verdade, uma tentativa de aparecer na mídia e, assim, se eleger novamente?” Flávia de Oliveira, SP
    -Quando se perde o argumento me acusam de estar à procura de votos. Se posso mudar o comportamento de um filho agressivo ou desrespeitoso por que não poderia mudar o efeminado com a mesma atitude? Homossexualismo, como regra, é comportamento e não genética (idem)
  36. “O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis?” Suzan Vitorino, PE
    -O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho (idem)
  37. “O Estado por lei deve ser laico. Você não acha errado, como deputado, usar argumentos religiosos para reforçar sua crítica contra homossexuais?” Diego da Cunha, RJ
    -O Estado é laico, mas seu povo não. Somente católicos e evangélicos somam mais de 90% de brasileiros. A religião é fator de união dos povos e não pode ser desassociada da família, dos bons costumes e da moralidade (idem)
  38. “Qual a sua opinião sobre a legalização da maconha?” Carlos Magno, RJ
    -Entendo que a “Marcha da Maconha” faz apologia ao consumo da maconha, porta de entrada para as drogas pesadas. Estudos sérios indicam que o uso da maconha causa grandes malefícios aos seus usuários, particularmente aos mais jovens e, por esse motivo, sou contra a legalização (idem)
  39. “Qual a opinião do senhor sobre a democracia?” Paulo Azevedo, RJ
    -Vivemos um período de pleno emprego, segurança, liberdade e respeito entre 1964 e 1985. Se houver uma pesquisa entre pessoas com idade superior a 60 anos tenho certeza de que a quase totalidade concordará com essa afirmação. Hoje temos medo de ir à escola, pois corremos o risco de sermos assaltados ou assassinados, mesmo durante o dia. Nossa “democracia” é governada por “líderes” que idolatram “democratas” como Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad e Khadafi (idem)
  40. “Várias vezes o senhor comentou em entrevistas que era a favor de uma possível volta do governo ditatorial no Brasil. Por quê?” Rafael Lima de Oliveira, CE
    -É mentira que o regime militar foi uma ditadura. Foi uma necessidade para aquele momento, e a adoção do regime foi motivada por anseios de todos os segmentos da sociedade, incluindo a mídia em geral e a igreja. Essa afirmativa pode ser comprovada com a leitura de jornais e revistas da época. Há 25 anos os militares são vilipendiados diuturnamente, inclusive acusados de torturadores, e as Forças Armadas permanecem como uma das instituições mais confiáveis do país, o que induz ao entendimento de que fizeram um bom governo. (idem)

41.”Se o senhor se diz partidário da família, dos bons costumes e dos cristãos, por que ser defensor da ditadura?” Raquel Pereira de Medeiro, SP
-É uma grande mentira atribuir o adjetivo de ditadura ao regime implantado no Brasil, no período de 1964 a 1985. Ditadura, à época, existia em Cuba e perdura até os dias atuais, onde os integrantes da cúpula do nosso governo vão passar férias e idolatram Fidel Castro. O que os militares fizeram naquele momento foi evitar a implantação da ditadura do proletariado que, certamente, estaria perdurando até os dias atuais, a exemplo de Cuba. (idem)

  1. “Em qual aspecto o senhor sente mais falta do regime militar?” Darlan Westphal Bittencourt da Cunha, SC
    -Do respeito às autoridades, aos professores, do pleno emprego, da segurança e da seriedade como se tratava a coisa pública. Não há notícia de um só oficial-general, coronel, capitão ou sargento que tenha enriquecido. Essa foi a principal causa do Brasil ter passado da 49ª para a 8ª economia mundial, os militares não eram corruptos. (idem)
  2. “A Comissão da Verdade seria revanchismo?” Jonhatan Amaral, CE
    -Partindo do princípio de que todos os integrantes serão indicados pela presidente da República, não se pode esperar imparcialidade do que for relatado. O que se pretende é elaborar relatórios mentirosos, endeusando os petistas e demais adeptos da esquerda e satanizando os militares para que conste em livros didáticos uma nova história escrita de forma unilateral e mentirosa. Assim, fica claro que é um ato revanchista. (idem)
  3. “O senhor por algum motivo tem medo da divulgação dos documentos da época da ditadura militar?” Claudecir Soares Barboza, PR
    -Quem tem que ter medo é o pessoal da esquerda, pois tais documentos podem comprovar os recursos vindos por intermédio de Cuba para financiar a luta armada no Brasil. Fidel Castro deveria ter uma estátua, do tamanho do Cristo Redentor, como símbolo da democracia petista. Ditadura vivemos, sim, hoje em dia, em que o governo impede a criação de qualquer CPI e fecha o Congresso com medidas provisórias. (idem)
  4. “Durante o regime militar foi introduzida a disciplina escolar “Moral e Cívica”. O senhor acredita que ela deveria retornar ao currículo dos alunos da rede pública?” Lucas Felizardo, RS
    -Além da disciplina “Moral e Cívica”, cantava-se o Hino Nacional com a mão no peito e levantava-se na entrada e saída do professor da sala de aula. Sem disciplina e educação séria não existe futuro promissor. Hoje tirou-se a autoridade do professor na sala de aula, adotam-se livros que ensinam a falar e fazer contas de formas erradas e ainda querem introduzir material didático para estimular nossos filhos a ser homossexuais. (idem)
  5. “Gostaria de saber se seria possível um golpe militar nos dias atuais. E, como ex-militar, se isso viesse a ocorrer, quais seriam as melhorias imediatas?” Adriano Barbosa de Souza, MG
    -Os militares não dão golpe. As Forças Armadas são instituições permanentes e, tradicionalmente, sempre atenderam os anseios do povo, já que desde suas criações são formadas por integrantes de todos os segmentos sociais. Assim foi em 1964. O povo, sim, é que deveria dar um “golpe” nos maus políticos que iludem a boa fé dos eleitores. Alguém tem alguma dúvida que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, que acostuma o homem à ociosidade, são um obstáculo para que se escolha um bom presidente? Já dizia o saudoso Luiz Gonzaga: “Mas doutô uma esmola a um homem qui é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. (idem)
  6. “O que o senhor acha que seria preciso para a direita conservadora voltar a ter voz na mídia nacional?” Gabriel da Costa Neto Nunes, DF
    -A mídia, atualmente, depende basicamente de recursos governamentais. Assim, por necessidade, discrimina e sataniza os políticos de direita, já que o governo é de esquerda. (idem)
  7. “O senhor tem alguma pretensão de criar um partido realmente de direita, já que o seu próprio PP faz parte da bancada governista de esquerda?” Robson Tavares de Abreu, RJ
  • É muito trabalhoso e caro criar um novo partido, já que ele nasce sem horário para a propaganda na TV e no rádio. O PP, embora apoie o governo, não patrulha seus deputados, que têm liberdade de expressar suas opiniões e votos, como é o meu caso. (idem)
  1. “Qual a sua opinião quanto à criação do Partido Militar Brasileiro?” Roberto Lanius, SC
    -Creio que os militares, por suas limitações econômicas e políticas, encontrarão muitas dificuldades para manter um partido com essa denominação, pois faltarão argumentos para angariar votos de civis. O PMB é um partido natimorto até porque seu presidente, um capitão da PM de São Paulo, declarou que repudia o que denominou “golpe de 1964”. Gostaria de lhe perguntar se endeusa os que mataram o jovem tenente Alberto Mendes Júnior, no Vale do Ribeira, e se sua preferência é pelos militares das Forças Armadas ou pelo bando de Carlos Lamarca. (idem)
  2. “O senhor fala que é livre para votar em matérias sem obrigação do partido. Por que votou na MP que pode esconder as falcatruas nas licitações para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas?” Fernando Pedro da Silva, RJ
    -Foi um de meus raros votos com o partido. Só um idiota pode acreditar que qualquer obra possa ser realizada com gastos secretos. Pelo projeto, o TCU e o MP têm acesso a todas as fases da licitação. Após a concorrência, o governo abre o seu orçamento. Desde o fim do período militar, as falcatruas tornaram-se regra no Executivo. (idem)
  3. “Há reais intenções em desmilitarizar as polícias estaduais para caminhar em direção à unificação? O senhor é a favor do fim do alistamento obrigatório?” Wagner Pereira, SP
    -Na realidade há outras intenções por parte de quem defende essas ideias, tal como retirar o porte de arma de policiais e bombeiros militares fora do serviço. Há de se ressaltar que somente 5% dos alistados são aproveitados e a quase totalidade dos jovens que incorporam são voluntários. Os que serviram as Forças Armadas sempre lembram com muito orgulho seu passado de recruta. (idem)
  4. “O senhor acha necessário que exista algum controle de imigrantes que venham trabalhar no Brasil? A direita europeia está certa em restringir a imigração?” Toni Ricardo Eugênio dos Santos, SP
    -Sim. E mais, o Brasil não pode continuar crescendo à taxa de 3 milhões de habitantes por ano. Sem uma política de planejamento familiar fica inviável combater a miséria, a fome e a violência. Por outro lado, estrangeiros vêm ao Brasil pela falta de mão de obra especializada em nosso meio. (idem)
  5. “Gostaria de saber como anda o seu projeto em relação ao fim do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)” Felipe Azevedo, RJ
    -O lobby da OAB no Congresso é muito forte. Tal exame rende, anualmente, milhões de reais aos cofres da entidade. No período militar não existia tal exame e os alunos eram melhores formados que nos dias atuais, e não eram extorquidos pela OAB. (idem)
  6. “Por que o senhor é contra o exame da OAB? O senhor não acha que acirrará ainda mais o mercado de trabalho dos advogados?” Murilo Silva Lacerda, MG
    -É um absurdo que depois de, no mínimo, 5 anos de estudos e aprovação em uma faculdade autorizada a funcionar e fiscalizada pelo governo, um bacharel fique impedido de exercer sua profissão por exigência de uma entidade que se diz democrática. Discordo de que a liberação dos formandos acirrará ainda mais o mercado de trabalhos dos advogados. Em todas as demais profissões existem bons e maus profissionais e sempre que ocorre excesso de profissionais a lei de mercado faz com os jovens busquem alternativas. (idem)
  7. “Caso fosse eleito Presidente da República, quais seriam suas 3 prioridades?” Rubem B. Weber, PA
    -Obrigado pela lembrança e, se fosse o caso, conduziria o país de forma semelhante ao período entre 1964 a 1985, quando o professor era valorizado, o policial sentia orgulho de sua profissão, o Congresso tinha moral e o Judiciário era respeitado. (idem)
  8. “O senhor não acha que, se explanasse suas ideias de forma mais branda e sem partir para o lado pessoal, teria uma maior aceitação do público em geral?” Amanda Ferreira, DF
    -Sem contundência ninguém é ouvido. Temos excelentes deputados que expressam suas ideias de forma polida e por isso não encontram eco na mídia. (idem)
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2.000 AC

(escrito em 20 de julho de 2017)

Ontem…
Estava em um restaurante, Parauapebas.
Desses abertos, vão de entrada à vontade.
Entrou um rapaz, 20 anos, no máximo.
Vestido impecável. Vestido, não, uniforme.
Uniforme da Prossegur.
Calça, preta, com detalhes fluorescentes, bota brilhando, camisa amarela.
Alinhadíssimo.
Entrou e foi direto para uma mesa.
Nela, estavam duas senhoras, um senhor e duas crianças.
Pediu a benção da mãe, que, emocionada, disse: “Olha, meu filho, tá tão lindo”.
Pediu a benção do pai, que o olhou com olhos-de-pai e disse, firme: “Não vai te atrasar!”.
Pediu a benção da madrinha, esta, lágrimas em abundância.
A mãe, começou acompanhar a irmã, a madrinha.
O pai, pegando na mão da mulher, sentenciou: “Tá tudo bem”.
O afilhado pediu-lhe a benção.
A sobrinha disse “oi tio”.

Era seu primeiro dia empregado. Finalmente, ao que me pareceu.
Ia “pegar serviço” na portaria de entrada da Floresta Nacional de Carajás da VALE S/A.
Marcou com eles este almoço especial. Comida mineira.
Mãe, pai, madrinha e sobrinhos vestidos “para quinze anos”.

Fiquei ali. Olhando. Emocionado.

Por conta de meus estudos e profissão e criação, estou preocupado com os trabalhadores e trabalhadoras deste País. Os que são e os que ainda não são. Talvez, nunca serão.

Com o rumo que estamos tomando e, parvos, ficamos nos digladiando, quando deveríamos nos unir e lutar contra o desmonte dos Direitos Sociais, da cidadania “nova”, que começou a ser construída com o Iluminismo.

Aceleradamente, caminhamos para a “Cidadania Grega”. Mais de 2.000 anos AC, onde nem todos os indivíduos eram cidadãos, pois tal era fundada apenas nos Direitos Políticos e não nos Sociais.

Eram excluídos de cidadania: as mulheres, escravos, crianças, velhos, comerciantes, artesãos e estrangeiros.

É só adequarmos os termos ao tempo e conceitos, comparando com os pensamentos, as propostas e aprovações atuais, veremos que, ao contrário do que dizem, não estamos recuando 100, mas, 2.000 anos.

Como não pensar? Como não se preocupar?

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REFORMA PRA QUEM?

(escrito em 6 de julho de 2019)

Uma pausa nos afazeres, para descansar a mente:

Cá estava eu analisando uma Sentença, para ver se há motivos para recorrer da mesma.

Na reclamatória há um pedido de dano moral, pois o patrão, de forma contumaz, atrasava o pagamento do salário, em média, 13 dias depois do vencimento.

Explico, para os não chegados ao mister: Há na CLT (por enquanto) o Art. 459, que no seu Parágrafo 1º, diz que, quando for mensal, o salário será pago, “o mais tardar, até o quinto dia útil”.

Pois bem.

Não foi deferido o pedido.

Não, não pensem que a Sentença não reconhece os atrasos de 13 dias durante o contrato de trabalho, mas, apenas, não os considera contumaz, pois para assim o ser considerado, somente se for atraso SUPERIOR A TRÊS MESES!

E fundamenta: Artigo 2º, §1º, do Decreto-Lei nº 368/1968.

Fui lá no tal Decreto-lei.

Ele é de 19 de dezembro de 1968; no ano 147º da Independência e 80º da República e é assinado pelo Ditador COSTA E SILVA, devidamente acompanhado de seus Ministros: Antônio Delfim Netto, Jarbas Passarinho e Hélio Beltrão.

Pensei: Reforma Trabalhista para quê?

Ah, aí lembrei que ainda há Juízes em Berlim e fui lá no TST.

Ufa! Vai dar para recorrer!

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SEU EU FOSSE POETA I

(escrito por André Costa Nunes, em 6 de julho de 2013, para a mamãe)

SE EU FOSSE POETA I
andre costa nunes

Se eu fosse poeta diria te amo,
Mas com poesia, se eu fosse poeta.
Diria em verso,
Com métrica, ritmo, rima.
Rima rica, rima pobre, sem pejo,
Desejo, sexo, plexo, convexo.

Se eu fosse poeta diria te amo
Da maneira que só o poeta sabe dizer
Com sabor de amor e flor
Rimava de qualquer jeito:
Coração, paixão, lento, vento
Brisa, mar, maré,
Maria Esther.
Se eu fosse poeta…

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NULIDADE TOTAL

(escrito em 5 de julho de 2019)

Conheço uns Procuradores da República. Todos inteligentes e conhecedores de Direito. Não tem como ser diferente.

Explico.

Nunca participei de um concurso público de ingresso ao MPF, mas, antigamente, tinha mania de pegar provas de vários – dentre eles, as para MPF – e, tentar, fazê-las. Dificílimas!

Em que pese, em algumas, “passar” da primeira fase, eram quase na “beirinha”. Outras, nem dava para o agrado. Ou seja, não é coisa para gente que não estuda ou que vai “tentar a sorte”.

Se confirmadas as conversas e acertos dos Drs. Deltam e Moro, os Procuradores da República, sérios, devem estar preocupados com o prejuízo institucional que tais podem causar a tão importante e necessário Órgão.

O MPF não merecerá – se confirmadas – tal rebaixamento de confiança.

Caso confirmadas, o Dr. Deltan virou quase que um mero “estagiário” do Juiz.

“Seguem algumas decisões boas para mencionar quando precisar prender alguém…” é de doer a alma da Justiça.

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MAIS PESADO QUE O AR

Alguns livros nos fazem. Colocam uns tijolos na construção permanente da caminhada. Principalmente, quando lidos naquela fase crítica da adolescência inquieta, entre o ir e o não ficar, entre o ser e o o que será.

Não sei os de vocês, mas o “A Insustentável Leveza do Ser”, do Milan Kundera, é um deles.

De lá, trago – até para lhe instigar caso não o tenhas lido. Ainda há tempo! – esta parte. E olha que está no começo do livro. Imagine o resto…

Diz:

“1

O eterno retorno é uma idéia misteriosa, e Nietzsche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tal com foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?

O mito do eterno retorno nos diz, por negação, que a vida que vai desaparecer, de uma vez por todas, e que não mais voltará, é semelhante a uma sombra, que ela é sem peso, que está morta desde hoje, e que, por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor, não têm o menor sentido. Essa vida não deve ser considerada mais importante do que uma guerra entre dois reinos africanos do século XIV, que não alterou em nada a face do mundo, embora trezentos mil negros tenham encontrado nela a morte através de indescritíveis suplícios.

Será que essa guerra entre dois reinos africanos do século XIV se modifica pelo fato de se repetir um número incalculável de vezes no eterno retorno?

Sim, certamente: ela se tornará um bloco que se forma e perdura, e sua tolice será sem remissão.

Se a Revolução Francesa devesse repetir-se eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas, como ela trata de uma coisa que não mais voltará, os anos sangrentos não são mais que palavras, teorias, discussões – são mais leves que uma pluma, já não provocam medo. Existe uma enorme diferença entre um Robespierre que não aparece senão uma vez na história e um Robespierre que voltasse eternamente cortando a cabeça dos franceses.

Digamos, portanto, que a idéia do eterno retorno designa uma perspectiva na qual as coisas não parecem ser como nós as conhecemos: elas nos aparecem sem a circunstância atenuante de sua fugacidade.

Essa circunstância atenuante nos impede, com efeito, de pronunciar qualquer veredicto. Como condenar o que é efêmero? As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia, inclusive a guilhotina.

Não há muito tempo, eu mesmo fui dominado por este fato: parecia-me incrível, mas, folheando um livro sobre Hitler, fiquei emocionado diante de algumas de suas fotos; elas me lembravam o tempo de minha infância; eu a vivi durante a guerra; diversos membros de minha família foram mortos nos campos de concentração nazistas; mas o que era a morte deles diante dessa fotografia de Hitler que me lembrava um tempo passado da minha vida, um tempo que não voltaria mais?

Essa reconciliação com Hitler trai a perversão moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente perdido.

2

Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Isso é o que faria com que Nietzsche dissesse que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).

Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua esplêndida leveza.

Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza?

O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.

Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes.

Então, o que escolher? O peso ou a leveza?

Foi a pergunta que Parmênides fez a si mesmo no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo está dividido em duplas de contrários: a luz e a obscuridade, o grosso e o fino, o quente e o frio, o ser e o não-ser. Ele considerava que um dos pólos da contradição é positivo (o claro, o quente, o fino, o ser), o outro, negativo. Essa divisão em pólos positivo e negativo pode nos parecer de uma facilidade pueril. Menos em um dos casos: o que é positivo, o peso ou a leveza?

Parmênides respondia: o leve é positivo, o pesado negativo. Teria ou não razão? Essa é a questão. Uma coisa é certa. A contradição pesado-leve é a mais misteriosa e a mais ambígua de todas as contradições.”

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INVASÃO CUBANA

(escrito em 30 de junho de 2013)

Hoje ouvi que os médicos cubanos que viriam para o Brasil seriam, também, espiões!
E ouvi isto de um médico brasileiro.
Perguntei: -Mas, todos os 2 mil?
E ele: -2 mil nada, serão 6 mil e todos espiões!
Perguntei: -Mas, espionar pra quem?
Ele: -Ora, espionar pra Cuba!
Eu: -Mas, Cuba vai fazer o que com as informações secretas obtidas?
Ele: Secretas? Eles vêm pra cá pra ir pro interior, levantar as situação do nosso povo e levar pra Cuba?
Eu: -Ah, então são os dados que TODOS NÓS SABEMOS, espiões ou não?
Continuei: -O que Cuba vai fazer com estas informações que TODO MUNDO JÁ SABE?
Ele: -Ora, pra nos dominar!

…achei melhor desconversar e fui ao banheiro verter água do joelho.

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O tempo esmagador!

(escrito em 26 de junho de 2015)
DOS TEMPOS IDOS E VINDOS

Já velho (rs), pensei “alguma coisa pra fazer num ano bom”, e, assim, resolvi aprender a tocar violão e guitarra em uma escola de música, a GAT. Não aprendi, mas fiz bons amigos, como o Serginho, a Simone Barbosa, o Edão, o Edinho “Guerreiro” e a Marisa Brito da Rocha.

Recomendo aulas de violão, canto, piano, órgão, sanfona, bateria e qualquer coisa afinada que soe aos meus amigos advogados, juízes, promotores, serventuários e demais que têm como profissão o ambiente, de um “tempo esmagador”, das Leis e Justiça, pois:

“Mesmo que o verde seja falso
Que o cinza prevaleça”…

…bem, você irá esquecer de tudo e passar bons momentos. Acredite.

Veio a “Veneza”, uma das primeiras músicas que cometi um crime, ops, que toquei no violão, da banda “A Euterpia”. A Marisa era a vocal e professora de canto da GAT.

Mas, porque lembrei disto tudo?

Porque, na “fuga que me aguarda”(ava), quase duas décadas de advocacia em Belém, pousei, há dois meses, em Parauapebas, através de um convite de dois amigos, também advogados, os Drs. Roney e Rubens Moraes Junior.

Papo vem, papo vai e descobri que tem nacos de Rubens em “Veneza” e, muito, em “Suma de Ti”, em cuja poesia tem uma frase que gosto demais: “De peixes sadios, do fundo do poço”.

Ahhh… “O tempo esmagador”!

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CURTIR OU NÃO CURTIR, EIS A CURTIÇÃO

(escrito em 24 de junho de 2013)

Meus amigos, parentes, amigos do amigo, colegas e colega dos colegas, por favor, não fiquem puto comigo se eu não Curtir algo que vocês escreveram ou repassaram, mas eu não consigo Curtir quem quer tirar um eleito na marra, eu curto um voto pra caramba, portanto, da minha parte, esperarei as eleições em 2014 para vingar-me. Tirar Presidente, Governador, Prefeito na marra é coisa de ditadura e esse tempo já passou. Ou não?

Não consigo Curtir os que querem a pena de morte no Brasil, por um simples motivo, depois de morto não tem conserto.

Não consigo Curtir, Jabor, Alexandre Garcia, Willian Bonner, Bolsonaro e, principalmente anônimos. Enfim, não consigo Curtir a velha mídia e as velhas opiniões a me dizer o que devo pensar. Ainda mais sabendo o passado dessa velha mídia e que seis famílias detêm 70% da imprensa no Brasil.

Não consigo Curtir os posicionamentos contrários a utilização de médicos da Espanha, Portugal ou Cuba em municípios miseráveis como Jacareacanga, Bom Jesus do Tocantins, dentre outros milhares do Brasil. Particularmente, acho que os cubanos seriam mais baratos e já tem a cancha de se virar com pouco, que é o que vão encontrar. Alias, em minha opinião, fica muito confortável opinar aqui do computador, perto de bons hospitais e tendo um irmão médico. Que tal se perguntássemos para o seu Francisco da Silva (escolhi Silva por que tem que ter um Silva em qualquer lugar) que mora em Jacareacanga o que ele acha da ideia?

Não consigo Curtir quando querem boicotar a Copa por causa do Governo ter investido em sete anos sete bilhões nos estádios ao invés de saúde, educação e segurança. Nesse mesmo período, só a saúde recebeu quinhentos bilhões. Sete a mais ou a menos não fariam diferença se o problema maior está na corrupção na hora de aplicar esses recursos pelos Estados e Municípios. Isso é simples de provar, use a LAI (Lei de Acesso a Informação) para saber quanto o seu prefeito tá pagando numa simples Cibalena.

Pior, é que a maioria dos paraenses ficou puta quando perdemos a sede da Copa para Manaus.

O resto? Bem, vamos vê caso a caso.

Ps. O fato de não Curtir, não quer dizer que não defenderei o direito de vocês Curtirem. Ou copiando Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”

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O GARRINCHA DA HISTÓRIA

Somos, nós, estes tais Seres Humanos, capazes de coisas incríveis.

Tanto “os do Ocidente”, como “os do Oriente”, e “do Médio” e do, enfim, o Homem em algum momento acreditou em algo divino, trancedente, sobrenatural. Até aí, beleza. Faz parte da inquietude e solidão que a nossa finitude, nossa curta existência, causa: morremos e isto é muito ruim!

Mas, o mote desta reflexão não é sobre o Ser Divino em si, mas sobre toda a simbologia, artefatos, ícones, coisas que, neste processo todo, criamos e, mais, damos, determinamos e impomos valores até irracionais.

É Cruz, é Taça, é Cálice, é Espada, é Arco e Flexa, é Marafo, é Manto, é Muro, é Estátua, é Teto, é Água …é pau, é pedra, é um resto de toco, é um caco de vidro, é a vida, é o sol… mas é a morte.

A morte é que nos aflige, não tenho dúvida!

É ela e por ela que criamos vida – na verdade, um tipo de vida, sempre diferente que a presente – logo após o advento dela.

A vida nos leva à morte, que nos dá uma outra vida.

Fazemos de tudo para driba-la.

Só que é ela o Garrincha da história.

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O XADREZ, A TÁTICA ZWISCHENZUG*, O PT, O LULA E A ESQUERDA NAS ELEIÇÕES 2018

(escrito em 31 de maio de 2018)

O dilema do PT, enquanto Partido, está em conseguir uma boa bancada tendo candidato próprio (Lula ou quem ele indicar), mas colocar a Direita no poder, ou apoiar outro candidato e perder bancada, mas colocar a Esquerda no poder.

A Esquerda e Direita já sairão, cada uma, com 30% dos votos. Restam os outros 40% do centrão para garimpar.

Se for um petista, o representante da Esquerda no Segundo Turno, a grande mídia já tem todo um arsenal de narrativas, principalmente a da corrupção, para inundar a Opinião Pública contra o candidato. Essas narrativas, verdadeiras ou não, potencializadas ou não, vêm sendo incutidas na cabeça do cidadão médio há muitos anos. O tema da campanha seria em torno dos erros do PT. Discutiría-se o passado. O PT teria muita dificuldade em pedir uma segunda chance para o eleitor do centrão e, na campanha, gastaria muita energia (tempo e argumentos) defendendo-se das acusações.

Ao passo que, se a Esquerda escolhesse um candidato fora do PT, todas essas narrativas seriam inúteis. O tema corrupção seria secundário ou, ao menos, palatável e de desconstrução possível, e o candidato poderia centrar apenas numa campanha propositiva e nadando de braçada nos efeitos perversos da política neoliberal, bandeira indefensável do outro candidato. Além do que, seriam bem maiores as chances de ter um candidato no Segundo Turno.

Em resumo, as Esquerdas não ganham sem o PT e o PT sozinho não ganha as Eleições. Resta saber se vai pensar no Brasil e no Lula ou se vai pensar no Partido. Digo “pensar no Lula”, porque se a Direita ganhar, ele mofa na cadeia. E, “pensar no Brasil”, porque se o neoliberalismo ganhar, os brasileiros mofarão na miséria.

*Tática em que o enxadrista faz um movimento completamente inesperado, tendo já planejado, logo após a esse movimento, fazer jogadas previsíveis, mas que o adversário não tenha como impedir o sucesso do seu oponente.

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