A mar los

Reviver é recordar.
Viver é acordar.
Recordar é ir ver.
Viver é ver acontecer.1901130_10200519087139849_891742009_n

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Nem te conto

Era um reino
Que tinha um rainha
Veio um dragão
Matou a rainha
E virou rei
Seu reinado
Uma desgraça
Opressão
Regressão
Cinismo
O juiz
Era amigo dos amigos
Virou a nova rainha
Em uma união
De armário
Fora
Abraço hetero
Certo dia
Aqueles que nomearam o rei
E endeusaram a nova rainha
Se viram no espelho
Lá refletia
O medonho
O carcomido
O egoísmo
O individualismo
O povo sem medo
Seguiu dizendo
Pleno pulmões
“Avisamos!”
Mas, nada mais
Poderia ser feito
O que era verde
Não amadureceu
Podre ficou
E caiu no pé

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Das ofensas verdadeiras

Tudo que disserem de mim, ou é verdade ou é mentira. Nos dois casos, não posso ficar ofendido.

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Biografia (des)autorizada

Vou escrever um livro, mas não sobre mim e sim sobre uma outra pessoa. Não tenho qualquer vínculo de parentesco. Amigos não somos. Nem sequer conhecidos. Irei relatar tudo que sei e tudo que apenas digo que sei sobre ela.

Eu e ela somos detentores de direitos, personalidades jurídicas distintas, temos deveres também.

Não pretendo nem perguntar a ela se me permite. Se confirma o que digo que sei e publicarei. Na capa, uma fotografia dela, fazendo topless em Saint Tropez.

Vou me apoderar da história dela. Começarei desde antes do nascimento. Lembrarei que ela é fruto de um estupro. Que mãe era solteira e que, pela ironia do destino, seu melhor papel na novela das 8 foi justamente uma mulher estuprada e martirizada pelo marido.

Citarei aquele caso obscuro, mas que deve ser verdade, do dia em que ela deu entrada em um hospital, diz que, com falta de ar, mas que uma ex-auxiliar de enfermagem, cujo nome omiterei a pedido, garantiu que foi porque ela tinha tentado suicídio, tomando remédios ansiolíticos. E, claro, destrincharei o motivo da tentativa de suicídio.

Sobre sua arte? Ah, todos já sabem. Não dá dinheiro.

Pretendo ganhar dinheiro com o livro que escreverei sobre ela. Não pretendo lhe dar nem um centavo. Nem um livro de brinde. E ela, se quiser, que vá lamber sabão. E se não gostar e quiser me impedir, os defensores da liberdade, ávidos para saberem os pormenores da vida dela, dirão que é coisa de DITADORA!

E olha que gosto dela. Uma ingrata!

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VIDA DA GENTE

VIDA DA GENTE

Entre nascer e morrer, há tempo
Um tempo qualquer, que quer ser
Um tempo imedido pelo amor

Quando curto, percebemos
O quanto perdemos tempo

Quando longo, esquecemos
O tanto de tempo perdido

Tem gente que vive pouco
Mas, o rouco “ei, acorda!”
Ensina que a vida é breve e leve

Tem gente que recebe mais amor
Em um dia de vida vivida
Que um matusalém sonhou sonhar

Seguir em frente, eis o mistério da vida
Da vida da gente.

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Mãe, já não choro por você

Mãe, já anão choro por você
Mãe, já não me desespero por você
Mãe, vou fazer uma tatuagem pra você
Mãe, estou com saudade dos seus beijos

Mãe, não consigo lhe ver
Mãe, dói muito isso
Mãe, não queria isto para você
Mãe, não há o que fazer

Mãe, a espera nos matará

Mãe, enquanto isso, não chore
Mãe, não se desespere
Mãe, fique bem

Mãe, estou em desespero
Mãe, estou com saudades dos seus beijos

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Altamira em chamas

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