UM TEMPO

Lembra-me de um tempo
Os sonhos, correndo
A realidade, lembrança
A vida, esperança
Nada mais que uma
Lembrança de criança

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O SOCIAL MEDIANO

(escrito em 15 de agosto de 2017)

Esse negócio de “social média x dono do estabelecimento” é algo interessante…

Lá no TERRA DO MEIO os “sociais médias” sou eu e o papai. A gente não fez curso, não entende muito dessas expressões modernas…

Tem uma legal (a gente diz que é legal para parecer ser prafrentex): Hostess.

É tipo uma pessoa que recebe e atende os clientes, resolve as questões e tal.

Lá no TERRA a gente já identificou quem é o Hostess: É o papai.

Quando estou por lá, viro isto também.

Lá no TERRA tem quem reclame. Tem quem elogie. Tem quem nem isto, nem aquilo.

Quando a pessoa reclama, a gente concorda e reclama junto, inclusive.

Quando a pessoa elogia, a gente fica corado e orgulhoso da galera.

A gente pensa assim: Elogio: a gente gosta, mas se segura para não ficar pávulo. Crítica: a gente não gosta, mas tenta analisar e rever ou reforçar procedimentos, conversar, explicar.

Mas, certa vez, em um site importante de turismo, um site mundial, inclusive, uma pessoa reclamou que o lago do TERRA tinha plantas aquáticas e muitos peixes… ah, e umas lagartas e umas tartarugas. Um horror!

Cocei-me todo e respondi (hoje, fiquei sabendo que não pode. Isto é coisa para o “social média” profissional).

Disse, mais ou menos, assim:

“Minha senhora, obrigado pelos elogios (ela tinha elogiado a comida e as atendentes), mas fiquei encucado com as críticas sobre a natureza. É um restaurante, ok, mas, ele é rural e fica na Amazônia, chão de terra, malocas de palha, panelas de barro, olho d’água, assim, não sei como resolver esta parte dos peixes, das plantas e das tartarugas.

Quanto as lagartixas, elas aparecem vez em quando, mas, se a gente tiver um pouco de paciência, elas viram borboletas”.

A gente sabe nem tudo são flores e que levar um empreendimento nas costas e ainda do tipo que atende ao público, não é nada fácil, mas, vamos ter mais paciência e ouvir uns aos outros?

É fácil, basta estar disposto para tanto.

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DA BOA

(escrito em 29 de julho de 2015)

Imagine uma conversa entre Jesus e o Mardoqueu:

-Quem é mais do que eu, Mardoqueu? Pergunta Jesus.
-Mais do que tu, eu, Mardoqueu, sou mais eu que tu. Responde Mardoqueu.
-Mais do que eu, tu, Mardoqueu, tu não és, pois tu não sou eu. Se tu fosse eu, Mardoqueu, eu seria tu mas não seria mais que eu sendo tu.

Ps: A maconha era boa, naquela época.

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56 MOTIVOS

(escrito em 24 de julho de 2018)

56 motivos para os apoiadores passarem vergonha perante seus amigos e parentes, justificando seus votos no Bolsonaro:

  1. “O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)
  2. “Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)
  3. “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.” (Jair Bolsonaro em entrevista sobre homossexualidade na revista Playboy)
  4. “Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)
  5. “Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados” (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)
  6. “A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)
  7. “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)
  8. “Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)
  9. “Parlamentar não deve andar de ônibus”. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)
  10. “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” (Bolsonaro justificou a frase: “quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano”)
  11. “Não, eu entendo muito pouco de economia. (…) eu ainda não desperto confiança no sistema financeiro, tendo em vista o meu comportamento. mas (…) tenho certeza que esse pessoal devagar vai cerrar pra cima de mim” (Bolsonaro, ao responder pergunta se entendia de economia, no programa do Danilo Gentili)
  12. “Mas você já tem um princípio de plano? -Isso ninguém tem, né? (idem)
  13. “Então me explica, por que alguém deve votar em Bolsonaro para presidente?”
    -Eu sou uma pessoa autêntica. as minhas propostas podem ser até pior (sic), mas são completamente diferente. (idem)
  14. “Eu sempre vejo você elogiando um lado bom na ditadura. mas não foram os militares que ajudaram o Estado brasileiro a ficar tão inchado?”
    -Era outra época. (…) naquela época a mulher não ia de biquíni pra praia.
  15. “O que garante que você não irá copiar alguns modelos do regime militar que você elogia?”
    -Na educação vai ser convidado um general que já tenha um comando de colégio militar.
  16. “Você tem muitos opositores, talvez uns 80, 90% de Brasília é opositor seu. se você for presidente, como é possível governar com tanta oposição?”
    -Nós vamos ter mais gente de direita no parlamento. (…) e eu acho que economia vai estar tão debilitada até lá (…) que teremos que partir do zero.
  17. “Eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher” (Bolsonaro, em palestra na Hebraica, São Paulo)
  18. “O pessoal aí embaixo (jovens de movimentos juvenis, torturados da ditadura militar, ativistas dos direitos humanos), eu chamo de cérebro de ovo cozido. Não adianta botar a galinha, que não vai sair pinto nenhum. Não sai nada daquele pessoal.” (idem)
  19. “Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem pra procriador ele serve mais” (idem)
  20. “Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que tá aí embaixo, ou como uma minoria que tá ruminando aqui do lado” (idem)
  21. “Pedi prum assessor meu dar um pulo ali no bar, comprar um sanduíche de mortadela que eu vou jogar pela janela.” (idem)
  22. “Se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Esses vagabundos vão ter que trabalhar. Pode ter certeza que se eu chegar lá (Presidência), no que depender de mim, todo mundo terá uma arma de fogo em casa, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola.” (idem)
  23. “Tínhamos na presidência um energúmeno que são sabia contar até 10 porque não tinha um dedo” (idem)
  24. “Se um idiota num debate comigo falar sobre misoginia, homofobia, racismo, baitolismo, eu não vou responder sobre isso” (idem)
  25. “Eu não tenho nada a ver com homossexual. Se bigodudo quer dormir com careca, vai ser feliz.” (idem)
  26. “Índio não fala nossa língua, não tem dinheiro, é um pobre coitado, tem que ser integrado à sociedade, não criado em zoológicos milionários”. ” (Bolsonaro, na sede do Comando- Geral da Polícia Militar, em Campo Grande (MS), onde foi homenageado com a Medalha Tiradentes)
  27. “Está matando” economicamente o Estado. “Lá tem nióbio, que é tão ou mais importante do que o petróleo, e demarcaram, estão matando o Estado de Roraima, estão acabando com Dourados, aqui em Mato Grosso do Sul” (Sobre a demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol)
  28. “Não estão defendendo o índio, estão defendendo terra rica e acabando com a diversidade para que o primeiro mundo, pressionando, torne dependente estas áreas e as explore”, “Tem índio yanomami falando inglês melhor do que professor” (idem)
  29. “Gostaria de saber qual seria a sua reação se alguém de sua família decidisse abertamente pela homossexualidade.” Pio Barbosa Neto, CE
    -Seria problema dele. Se essa fosse sua opção para ser feliz não estaria (nem poderia) ser proibido por mim mas, certamente, não iria me convencer a frequentar minha casa (Bolsonaro, respondendo leitores da revista Época, em 02/07/2011)
  30. “Qual o limite entre a liberdade de expressão e a ofensa à dignidade daqueles que não se enquadram na sua concepção, como os homossexuais?”
    Alexsandre Victor Leite Peixoto, AL
    -Minha luta vitoriosa no Congresso foi contra a distribuição do kit gay nas escolas do 1º grau. Não podia me omitir diante do material que estimulava nossos meninos e meninas a ser homossexuais. E deviam se orgulhar dessa condição. No mais, tudo é demagogia, pois certamente não acredito que nenhum pai possa se orgulhar de ter um filho gay. Homossexualismo é comportamento (idem)
  31. “Se você estivesse precisando de uma transfusão de sangue e o único sangue doado fosse de um homossexual, aceitaria a transfusão?” Matheus Nunes, RJ
    -O risco de ser contaminado com o sangue de homossexual é 17 vezes maior do que com o de heterossexual. Duvido que alguém aceite sangue doado por homossexual sabendo desse risco. Cuidar da minha saúde é diferente de ser preconceituoso (idem)
  32. “O que o senhor acha sobre a possibilidade de adoção de crianças por pais homossexuais?” Daniel Tonatto, RS
    -Somos produtos do meio. Uma inocente criança adotada por pais (?) homossexuais certamente será influenciada e possivelmente seguirá o exemplo dos mesmos. Em vez de aceitar a mentira de que é melhor uma criança ser adotada por casal homossexual, prefiro uma séria política de paternidade responsável.
  33. “O senhor não acha que estão querendo acirrar ainda mais a homofobia, tratando os homossexuais com diferenciação?” Luiz Curvelo, RJ
    -O PLC 122 que está para ser votado no Senado visa, por exemplo, a condenar de 2 a 5 anos uma pessoa que se negue a vender sua bicicleta a um homossexual. Se aprovado, fará com que um homicida cumpra menos anos de prisão do que quem chame alguém de gay ou bicha (idem)
  34. “Se o PL122/06 fosse aprovado, intimidaria os assassinos de homossexuais. Qual seria a ação que o Legislativo deveria tomar para garantir os direitos da população LGBT?” Camilo Oliveira, RJ
    -A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem já está dormindo. O PLC 122, na prática, criará uma categoria de vítimas privilegiadas, ou seja, com proteção especial em virtude de sua opção sexual. Assassinar um heterossexual é menos grave que matar um homossexual. Hoje, por exemplo, mais de 10 esposas/companheiras são assassinadas por dia. O que intimidaria a prática de qualquer crime seria a certeza de punição rápida e justa, sendo a pena cumprida em sua totalidade sem qualquer regalia e com trabalhos, ainda que forçados, que pagassem o sustento do preso (idem)
  35. “O senhor diz que bateria no seu filho, caso ele fosse efeminado. Frases desse tipo não são, na verdade, uma tentativa de aparecer na mídia e, assim, se eleger novamente?” Flávia de Oliveira, SP
    -Quando se perde o argumento me acusam de estar à procura de votos. Se posso mudar o comportamento de um filho agressivo ou desrespeitoso por que não poderia mudar o efeminado com a mesma atitude? Homossexualismo, como regra, é comportamento e não genética (idem)
  36. “O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis?” Suzan Vitorino, PE
    -O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho (idem)
  37. “O Estado por lei deve ser laico. Você não acha errado, como deputado, usar argumentos religiosos para reforçar sua crítica contra homossexuais?” Diego da Cunha, RJ
    -O Estado é laico, mas seu povo não. Somente católicos e evangélicos somam mais de 90% de brasileiros. A religião é fator de união dos povos e não pode ser desassociada da família, dos bons costumes e da moralidade (idem)
  38. “Qual a sua opinião sobre a legalização da maconha?” Carlos Magno, RJ
    -Entendo que a “Marcha da Maconha” faz apologia ao consumo da maconha, porta de entrada para as drogas pesadas. Estudos sérios indicam que o uso da maconha causa grandes malefícios aos seus usuários, particularmente aos mais jovens e, por esse motivo, sou contra a legalização (idem)
  39. “Qual a opinião do senhor sobre a democracia?” Paulo Azevedo, RJ
    -Vivemos um período de pleno emprego, segurança, liberdade e respeito entre 1964 e 1985. Se houver uma pesquisa entre pessoas com idade superior a 60 anos tenho certeza de que a quase totalidade concordará com essa afirmação. Hoje temos medo de ir à escola, pois corremos o risco de sermos assaltados ou assassinados, mesmo durante o dia. Nossa “democracia” é governada por “líderes” que idolatram “democratas” como Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad e Khadafi (idem)
  40. “Várias vezes o senhor comentou em entrevistas que era a favor de uma possível volta do governo ditatorial no Brasil. Por quê?” Rafael Lima de Oliveira, CE
    -É mentira que o regime militar foi uma ditadura. Foi uma necessidade para aquele momento, e a adoção do regime foi motivada por anseios de todos os segmentos da sociedade, incluindo a mídia em geral e a igreja. Essa afirmativa pode ser comprovada com a leitura de jornais e revistas da época. Há 25 anos os militares são vilipendiados diuturnamente, inclusive acusados de torturadores, e as Forças Armadas permanecem como uma das instituições mais confiáveis do país, o que induz ao entendimento de que fizeram um bom governo. (idem)

41.”Se o senhor se diz partidário da família, dos bons costumes e dos cristãos, por que ser defensor da ditadura?” Raquel Pereira de Medeiro, SP
-É uma grande mentira atribuir o adjetivo de ditadura ao regime implantado no Brasil, no período de 1964 a 1985. Ditadura, à época, existia em Cuba e perdura até os dias atuais, onde os integrantes da cúpula do nosso governo vão passar férias e idolatram Fidel Castro. O que os militares fizeram naquele momento foi evitar a implantação da ditadura do proletariado que, certamente, estaria perdurando até os dias atuais, a exemplo de Cuba. (idem)

  1. “Em qual aspecto o senhor sente mais falta do regime militar?” Darlan Westphal Bittencourt da Cunha, SC
    -Do respeito às autoridades, aos professores, do pleno emprego, da segurança e da seriedade como se tratava a coisa pública. Não há notícia de um só oficial-general, coronel, capitão ou sargento que tenha enriquecido. Essa foi a principal causa do Brasil ter passado da 49ª para a 8ª economia mundial, os militares não eram corruptos. (idem)
  2. “A Comissão da Verdade seria revanchismo?” Jonhatan Amaral, CE
    -Partindo do princípio de que todos os integrantes serão indicados pela presidente da República, não se pode esperar imparcialidade do que for relatado. O que se pretende é elaborar relatórios mentirosos, endeusando os petistas e demais adeptos da esquerda e satanizando os militares para que conste em livros didáticos uma nova história escrita de forma unilateral e mentirosa. Assim, fica claro que é um ato revanchista. (idem)
  3. “O senhor por algum motivo tem medo da divulgação dos documentos da época da ditadura militar?” Claudecir Soares Barboza, PR
    -Quem tem que ter medo é o pessoal da esquerda, pois tais documentos podem comprovar os recursos vindos por intermédio de Cuba para financiar a luta armada no Brasil. Fidel Castro deveria ter uma estátua, do tamanho do Cristo Redentor, como símbolo da democracia petista. Ditadura vivemos, sim, hoje em dia, em que o governo impede a criação de qualquer CPI e fecha o Congresso com medidas provisórias. (idem)
  4. “Durante o regime militar foi introduzida a disciplina escolar “Moral e Cívica”. O senhor acredita que ela deveria retornar ao currículo dos alunos da rede pública?” Lucas Felizardo, RS
    -Além da disciplina “Moral e Cívica”, cantava-se o Hino Nacional com a mão no peito e levantava-se na entrada e saída do professor da sala de aula. Sem disciplina e educação séria não existe futuro promissor. Hoje tirou-se a autoridade do professor na sala de aula, adotam-se livros que ensinam a falar e fazer contas de formas erradas e ainda querem introduzir material didático para estimular nossos filhos a ser homossexuais. (idem)
  5. “Gostaria de saber se seria possível um golpe militar nos dias atuais. E, como ex-militar, se isso viesse a ocorrer, quais seriam as melhorias imediatas?” Adriano Barbosa de Souza, MG
    -Os militares não dão golpe. As Forças Armadas são instituições permanentes e, tradicionalmente, sempre atenderam os anseios do povo, já que desde suas criações são formadas por integrantes de todos os segmentos sociais. Assim foi em 1964. O povo, sim, é que deveria dar um “golpe” nos maus políticos que iludem a boa fé dos eleitores. Alguém tem alguma dúvida que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, que acostuma o homem à ociosidade, são um obstáculo para que se escolha um bom presidente? Já dizia o saudoso Luiz Gonzaga: “Mas doutô uma esmola a um homem qui é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. (idem)
  6. “O que o senhor acha que seria preciso para a direita conservadora voltar a ter voz na mídia nacional?” Gabriel da Costa Neto Nunes, DF
    -A mídia, atualmente, depende basicamente de recursos governamentais. Assim, por necessidade, discrimina e sataniza os políticos de direita, já que o governo é de esquerda. (idem)
  7. “O senhor tem alguma pretensão de criar um partido realmente de direita, já que o seu próprio PP faz parte da bancada governista de esquerda?” Robson Tavares de Abreu, RJ
  • É muito trabalhoso e caro criar um novo partido, já que ele nasce sem horário para a propaganda na TV e no rádio. O PP, embora apoie o governo, não patrulha seus deputados, que têm liberdade de expressar suas opiniões e votos, como é o meu caso. (idem)
  1. “Qual a sua opinião quanto à criação do Partido Militar Brasileiro?” Roberto Lanius, SC
    -Creio que os militares, por suas limitações econômicas e políticas, encontrarão muitas dificuldades para manter um partido com essa denominação, pois faltarão argumentos para angariar votos de civis. O PMB é um partido natimorto até porque seu presidente, um capitão da PM de São Paulo, declarou que repudia o que denominou “golpe de 1964”. Gostaria de lhe perguntar se endeusa os que mataram o jovem tenente Alberto Mendes Júnior, no Vale do Ribeira, e se sua preferência é pelos militares das Forças Armadas ou pelo bando de Carlos Lamarca. (idem)
  2. “O senhor fala que é livre para votar em matérias sem obrigação do partido. Por que votou na MP que pode esconder as falcatruas nas licitações para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas?” Fernando Pedro da Silva, RJ
    -Foi um de meus raros votos com o partido. Só um idiota pode acreditar que qualquer obra possa ser realizada com gastos secretos. Pelo projeto, o TCU e o MP têm acesso a todas as fases da licitação. Após a concorrência, o governo abre o seu orçamento. Desde o fim do período militar, as falcatruas tornaram-se regra no Executivo. (idem)
  3. “Há reais intenções em desmilitarizar as polícias estaduais para caminhar em direção à unificação? O senhor é a favor do fim do alistamento obrigatório?” Wagner Pereira, SP
    -Na realidade há outras intenções por parte de quem defende essas ideias, tal como retirar o porte de arma de policiais e bombeiros militares fora do serviço. Há de se ressaltar que somente 5% dos alistados são aproveitados e a quase totalidade dos jovens que incorporam são voluntários. Os que serviram as Forças Armadas sempre lembram com muito orgulho seu passado de recruta. (idem)
  4. “O senhor acha necessário que exista algum controle de imigrantes que venham trabalhar no Brasil? A direita europeia está certa em restringir a imigração?” Toni Ricardo Eugênio dos Santos, SP
    -Sim. E mais, o Brasil não pode continuar crescendo à taxa de 3 milhões de habitantes por ano. Sem uma política de planejamento familiar fica inviável combater a miséria, a fome e a violência. Por outro lado, estrangeiros vêm ao Brasil pela falta de mão de obra especializada em nosso meio. (idem)
  5. “Gostaria de saber como anda o seu projeto em relação ao fim do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)” Felipe Azevedo, RJ
    -O lobby da OAB no Congresso é muito forte. Tal exame rende, anualmente, milhões de reais aos cofres da entidade. No período militar não existia tal exame e os alunos eram melhores formados que nos dias atuais, e não eram extorquidos pela OAB. (idem)
  6. “Por que o senhor é contra o exame da OAB? O senhor não acha que acirrará ainda mais o mercado de trabalho dos advogados?” Murilo Silva Lacerda, MG
    -É um absurdo que depois de, no mínimo, 5 anos de estudos e aprovação em uma faculdade autorizada a funcionar e fiscalizada pelo governo, um bacharel fique impedido de exercer sua profissão por exigência de uma entidade que se diz democrática. Discordo de que a liberação dos formandos acirrará ainda mais o mercado de trabalhos dos advogados. Em todas as demais profissões existem bons e maus profissionais e sempre que ocorre excesso de profissionais a lei de mercado faz com os jovens busquem alternativas. (idem)
  7. “Caso fosse eleito Presidente da República, quais seriam suas 3 prioridades?” Rubem B. Weber, PA
    -Obrigado pela lembrança e, se fosse o caso, conduziria o país de forma semelhante ao período entre 1964 a 1985, quando o professor era valorizado, o policial sentia orgulho de sua profissão, o Congresso tinha moral e o Judiciário era respeitado. (idem)
  8. “O senhor não acha que, se explanasse suas ideias de forma mais branda e sem partir para o lado pessoal, teria uma maior aceitação do público em geral?” Amanda Ferreira, DF
    -Sem contundência ninguém é ouvido. Temos excelentes deputados que expressam suas ideias de forma polida e por isso não encontram eco na mídia. (idem)
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2.000 AC

(escrito em 20 de julho de 2017)

Ontem…
Estava em um restaurante, Parauapebas.
Desses abertos, vão de entrada à vontade.
Entrou um rapaz, 20 anos, no máximo.
Vestido impecável. Vestido, não, uniforme.
Uniforme da Prossegur.
Calça, preta, com detalhes fluorescentes, bota brilhando, camisa amarela.
Alinhadíssimo.
Entrou e foi direto para uma mesa.
Nela, estavam duas senhoras, um senhor e duas crianças.
Pediu a benção da mãe, que, emocionada, disse: “Olha, meu filho, tá tão lindo”.
Pediu a benção do pai, que o olhou com olhos-de-pai e disse, firme: “Não vai te atrasar!”.
Pediu a benção da madrinha, esta, lágrimas em abundância.
A mãe, começou acompanhar a irmã, a madrinha.
O pai, pegando na mão da mulher, sentenciou: “Tá tudo bem”.
O afilhado pediu-lhe a benção.
A sobrinha disse “oi tio”.

Era seu primeiro dia empregado. Finalmente, ao que me pareceu.
Ia “pegar serviço” na portaria de entrada da Floresta Nacional de Carajás da VALE S/A.
Marcou com eles este almoço especial. Comida mineira.
Mãe, pai, madrinha e sobrinhos vestidos “para quinze anos”.

Fiquei ali. Olhando. Emocionado.

Por conta de meus estudos e profissão e criação, estou preocupado com os trabalhadores e trabalhadoras deste País. Os que são e os que ainda não são. Talvez, nunca serão.

Com o rumo que estamos tomando e, parvos, ficamos nos digladiando, quando deveríamos nos unir e lutar contra o desmonte dos Direitos Sociais, da cidadania “nova”, que começou a ser construída com o Iluminismo.

Aceleradamente, caminhamos para a “Cidadania Grega”. Mais de 2.000 anos AC, onde nem todos os indivíduos eram cidadãos, pois tal era fundada apenas nos Direitos Políticos e não nos Sociais.

Eram excluídos de cidadania: as mulheres, escravos, crianças, velhos, comerciantes, artesãos e estrangeiros.

É só adequarmos os termos ao tempo e conceitos, comparando com os pensamentos, as propostas e aprovações atuais, veremos que, ao contrário do que dizem, não estamos recuando 100, mas, 2.000 anos.

Como não pensar? Como não se preocupar?

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REFORMA PRA QUEM?

(escrito em 6 de julho de 2019)

Uma pausa nos afazeres, para descansar a mente:

Cá estava eu analisando uma Sentença, para ver se há motivos para recorrer da mesma.

Na reclamatória há um pedido de dano moral, pois o patrão, de forma contumaz, atrasava o pagamento do salário, em média, 13 dias depois do vencimento.

Explico, para os não chegados ao mister: Há na CLT (por enquanto) o Art. 459, que no seu Parágrafo 1º, diz que, quando for mensal, o salário será pago, “o mais tardar, até o quinto dia útil”.

Pois bem.

Não foi deferido o pedido.

Não, não pensem que a Sentença não reconhece os atrasos de 13 dias durante o contrato de trabalho, mas, apenas, não os considera contumaz, pois para assim o ser considerado, somente se for atraso SUPERIOR A TRÊS MESES!

E fundamenta: Artigo 2º, §1º, do Decreto-Lei nº 368/1968.

Fui lá no tal Decreto-lei.

Ele é de 19 de dezembro de 1968; no ano 147º da Independência e 80º da República e é assinado pelo Ditador COSTA E SILVA, devidamente acompanhado de seus Ministros: Antônio Delfim Netto, Jarbas Passarinho e Hélio Beltrão.

Pensei: Reforma Trabalhista para quê?

Ah, aí lembrei que ainda há Juízes em Berlim e fui lá no TST.

Ufa! Vai dar para recorrer!

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SEU EU FOSSE POETA I

(escrito por André Costa Nunes, em 6 de julho de 2013, para a mamãe)

SE EU FOSSE POETA I
andre costa nunes

Se eu fosse poeta diria te amo,
Mas com poesia, se eu fosse poeta.
Diria em verso,
Com métrica, ritmo, rima.
Rima rica, rima pobre, sem pejo,
Desejo, sexo, plexo, convexo.

Se eu fosse poeta diria te amo
Da maneira que só o poeta sabe dizer
Com sabor de amor e flor
Rimava de qualquer jeito:
Coração, paixão, lento, vento
Brisa, mar, maré,
Maria Esther.
Se eu fosse poeta…

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NULIDADE TOTAL

(escrito em 5 de julho de 2019)

Conheço uns Procuradores da República. Todos inteligentes e conhecedores de Direito. Não tem como ser diferente.

Explico.

Nunca participei de um concurso público de ingresso ao MPF, mas, antigamente, tinha mania de pegar provas de vários – dentre eles, as para MPF – e, tentar, fazê-las. Dificílimas!

Em que pese, em algumas, “passar” da primeira fase, eram quase na “beirinha”. Outras, nem dava para o agrado. Ou seja, não é coisa para gente que não estuda ou que vai “tentar a sorte”.

Se confirmadas as conversas e acertos dos Drs. Deltam e Moro, os Procuradores da República, sérios, devem estar preocupados com o prejuízo institucional que tais podem causar a tão importante e necessário Órgão.

O MPF não merecerá – se confirmadas – tal rebaixamento de confiança.

Caso confirmadas, o Dr. Deltan virou quase que um mero “estagiário” do Juiz.

“Seguem algumas decisões boas para mencionar quando precisar prender alguém…” é de doer a alma da Justiça.

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MAIS PESADO QUE O AR

Alguns livros nos fazem. Colocam uns tijolos na construção permanente da caminhada. Principalmente, quando lidos naquela fase crítica da adolescência inquieta, entre o ir e o não ficar, entre o ser e o o que será.

Não sei os de vocês, mas o “A Insustentável Leveza do Ser”, do Milan Kundera, é um deles.

De lá, trago – até para lhe instigar caso não o tenhas lido. Ainda há tempo! – esta parte. E olha que está no começo do livro. Imagine o resto…

Diz:

“1

O eterno retorno é uma idéia misteriosa, e Nietzsche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tal com foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?

O mito do eterno retorno nos diz, por negação, que a vida que vai desaparecer, de uma vez por todas, e que não mais voltará, é semelhante a uma sombra, que ela é sem peso, que está morta desde hoje, e que, por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor, não têm o menor sentido. Essa vida não deve ser considerada mais importante do que uma guerra entre dois reinos africanos do século XIV, que não alterou em nada a face do mundo, embora trezentos mil negros tenham encontrado nela a morte através de indescritíveis suplícios.

Será que essa guerra entre dois reinos africanos do século XIV se modifica pelo fato de se repetir um número incalculável de vezes no eterno retorno?

Sim, certamente: ela se tornará um bloco que se forma e perdura, e sua tolice será sem remissão.

Se a Revolução Francesa devesse repetir-se eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas, como ela trata de uma coisa que não mais voltará, os anos sangrentos não são mais que palavras, teorias, discussões – são mais leves que uma pluma, já não provocam medo. Existe uma enorme diferença entre um Robespierre que não aparece senão uma vez na história e um Robespierre que voltasse eternamente cortando a cabeça dos franceses.

Digamos, portanto, que a idéia do eterno retorno designa uma perspectiva na qual as coisas não parecem ser como nós as conhecemos: elas nos aparecem sem a circunstância atenuante de sua fugacidade.

Essa circunstância atenuante nos impede, com efeito, de pronunciar qualquer veredicto. Como condenar o que é efêmero? As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia, inclusive a guilhotina.

Não há muito tempo, eu mesmo fui dominado por este fato: parecia-me incrível, mas, folheando um livro sobre Hitler, fiquei emocionado diante de algumas de suas fotos; elas me lembravam o tempo de minha infância; eu a vivi durante a guerra; diversos membros de minha família foram mortos nos campos de concentração nazistas; mas o que era a morte deles diante dessa fotografia de Hitler que me lembrava um tempo passado da minha vida, um tempo que não voltaria mais?

Essa reconciliação com Hitler trai a perversão moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente perdido.

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Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Isso é o que faria com que Nietzsche dissesse que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).

Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua esplêndida leveza.

Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza?

O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.

Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes.

Então, o que escolher? O peso ou a leveza?

Foi a pergunta que Parmênides fez a si mesmo no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo está dividido em duplas de contrários: a luz e a obscuridade, o grosso e o fino, o quente e o frio, o ser e o não-ser. Ele considerava que um dos pólos da contradição é positivo (o claro, o quente, o fino, o ser), o outro, negativo. Essa divisão em pólos positivo e negativo pode nos parecer de uma facilidade pueril. Menos em um dos casos: o que é positivo, o peso ou a leveza?

Parmênides respondia: o leve é positivo, o pesado negativo. Teria ou não razão? Essa é a questão. Uma coisa é certa. A contradição pesado-leve é a mais misteriosa e a mais ambígua de todas as contradições.”

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INVASÃO CUBANA

(escrito em 30 de junho de 2013)

Hoje ouvi que os médicos cubanos que viriam para o Brasil seriam, também, espiões!
E ouvi isto de um médico brasileiro.
Perguntei: -Mas, todos os 2 mil?
E ele: -2 mil nada, serão 6 mil e todos espiões!
Perguntei: -Mas, espionar pra quem?
Ele: -Ora, espionar pra Cuba!
Eu: -Mas, Cuba vai fazer o que com as informações secretas obtidas?
Ele: Secretas? Eles vêm pra cá pra ir pro interior, levantar as situação do nosso povo e levar pra Cuba?
Eu: -Ah, então são os dados que TODOS NÓS SABEMOS, espiões ou não?
Continuei: -O que Cuba vai fazer com estas informações que TODO MUNDO JÁ SABE?
Ele: -Ora, pra nos dominar!

…achei melhor desconversar e fui ao banheiro verter água do joelho.

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O tempo esmagador!

(escrito em 26 de junho de 2015)
DOS TEMPOS IDOS E VINDOS

Já velho (rs), pensei “alguma coisa pra fazer num ano bom”, e, assim, resolvi aprender a tocar violão e guitarra em uma escola de música, a GAT. Não aprendi, mas fiz bons amigos, como o Serginho, a Simone Barbosa, o Edão, o Edinho “Guerreiro” e a Marisa Brito da Rocha.

Recomendo aulas de violão, canto, piano, órgão, sanfona, bateria e qualquer coisa afinada que soe aos meus amigos advogados, juízes, promotores, serventuários e demais que têm como profissão o ambiente, de um “tempo esmagador”, das Leis e Justiça, pois:

“Mesmo que o verde seja falso
Que o cinza prevaleça”…

…bem, você irá esquecer de tudo e passar bons momentos. Acredite.

Veio a “Veneza”, uma das primeiras músicas que cometi um crime, ops, que toquei no violão, da banda “A Euterpia”. A Marisa era a vocal e professora de canto da GAT.

Mas, porque lembrei disto tudo?

Porque, na “fuga que me aguarda”(ava), quase duas décadas de advocacia em Belém, pousei, há dois meses, em Parauapebas, através de um convite de dois amigos, também advogados, os Drs. Roney e Rubens Moraes Junior.

Papo vem, papo vai e descobri que tem nacos de Rubens em “Veneza” e, muito, em “Suma de Ti”, em cuja poesia tem uma frase que gosto demais: “De peixes sadios, do fundo do poço”.

Ahhh… “O tempo esmagador”!

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CURTIR OU NÃO CURTIR, EIS A CURTIÇÃO

(escrito em 24 de junho de 2013)

Meus amigos, parentes, amigos do amigo, colegas e colega dos colegas, por favor, não fiquem puto comigo se eu não Curtir algo que vocês escreveram ou repassaram, mas eu não consigo Curtir quem quer tirar um eleito na marra, eu curto um voto pra caramba, portanto, da minha parte, esperarei as eleições em 2014 para vingar-me. Tirar Presidente, Governador, Prefeito na marra é coisa de ditadura e esse tempo já passou. Ou não?

Não consigo Curtir os que querem a pena de morte no Brasil, por um simples motivo, depois de morto não tem conserto.

Não consigo Curtir, Jabor, Alexandre Garcia, Willian Bonner, Bolsonaro e, principalmente anônimos. Enfim, não consigo Curtir a velha mídia e as velhas opiniões a me dizer o que devo pensar. Ainda mais sabendo o passado dessa velha mídia e que seis famílias detêm 70% da imprensa no Brasil.

Não consigo Curtir os posicionamentos contrários a utilização de médicos da Espanha, Portugal ou Cuba em municípios miseráveis como Jacareacanga, Bom Jesus do Tocantins, dentre outros milhares do Brasil. Particularmente, acho que os cubanos seriam mais baratos e já tem a cancha de se virar com pouco, que é o que vão encontrar. Alias, em minha opinião, fica muito confortável opinar aqui do computador, perto de bons hospitais e tendo um irmão médico. Que tal se perguntássemos para o seu Francisco da Silva (escolhi Silva por que tem que ter um Silva em qualquer lugar) que mora em Jacareacanga o que ele acha da ideia?

Não consigo Curtir quando querem boicotar a Copa por causa do Governo ter investido em sete anos sete bilhões nos estádios ao invés de saúde, educação e segurança. Nesse mesmo período, só a saúde recebeu quinhentos bilhões. Sete a mais ou a menos não fariam diferença se o problema maior está na corrupção na hora de aplicar esses recursos pelos Estados e Municípios. Isso é simples de provar, use a LAI (Lei de Acesso a Informação) para saber quanto o seu prefeito tá pagando numa simples Cibalena.

Pior, é que a maioria dos paraenses ficou puta quando perdemos a sede da Copa para Manaus.

O resto? Bem, vamos vê caso a caso.

Ps. O fato de não Curtir, não quer dizer que não defenderei o direito de vocês Curtirem. Ou copiando Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”

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O GARRINCHA DA HISTÓRIA

Somos, nós, estes tais Seres Humanos, capazes de coisas incríveis.

Tanto “os do Ocidente”, como “os do Oriente”, e “do Médio” e do, enfim, o Homem em algum momento acreditou em algo divino, trancedente, sobrenatural. Até aí, beleza. Faz parte da inquietude e solidão que a nossa finitude, nossa curta existência, causa: morremos e isto é muito ruim!

Mas, o mote desta reflexão não é sobre o Ser Divino em si, mas sobre toda a simbologia, artefatos, ícones, coisas que, neste processo todo, criamos e, mais, damos, determinamos e impomos valores até irracionais.

É Cruz, é Taça, é Cálice, é Espada, é Arco e Flexa, é Marafo, é Manto, é Muro, é Estátua, é Teto, é Água …é pau, é pedra, é um resto de toco, é um caco de vidro, é a vida, é o sol… mas é a morte.

A morte é que nos aflige, não tenho dúvida!

É ela e por ela que criamos vida – na verdade, um tipo de vida, sempre diferente que a presente – logo após o advento dela.

A vida nos leva à morte, que nos dá uma outra vida.

Fazemos de tudo para driba-la.

Só que é ela o Garrincha da história.

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O XADREZ, A TÁTICA ZWISCHENZUG*, O PT, O LULA E A ESQUERDA NAS ELEIÇÕES 2018

(escrito em 31 de maio de 2018)

O dilema do PT, enquanto Partido, está em conseguir uma boa bancada tendo candidato próprio (Lula ou quem ele indicar), mas colocar a Direita no poder, ou apoiar outro candidato e perder bancada, mas colocar a Esquerda no poder.

A Esquerda e Direita já sairão, cada uma, com 30% dos votos. Restam os outros 40% do centrão para garimpar.

Se for um petista, o representante da Esquerda no Segundo Turno, a grande mídia já tem todo um arsenal de narrativas, principalmente a da corrupção, para inundar a Opinião Pública contra o candidato. Essas narrativas, verdadeiras ou não, potencializadas ou não, vêm sendo incutidas na cabeça do cidadão médio há muitos anos. O tema da campanha seria em torno dos erros do PT. Discutiría-se o passado. O PT teria muita dificuldade em pedir uma segunda chance para o eleitor do centrão e, na campanha, gastaria muita energia (tempo e argumentos) defendendo-se das acusações.

Ao passo que, se a Esquerda escolhesse um candidato fora do PT, todas essas narrativas seriam inúteis. O tema corrupção seria secundário ou, ao menos, palatável e de desconstrução possível, e o candidato poderia centrar apenas numa campanha propositiva e nadando de braçada nos efeitos perversos da política neoliberal, bandeira indefensável do outro candidato. Além do que, seriam bem maiores as chances de ter um candidato no Segundo Turno.

Em resumo, as Esquerdas não ganham sem o PT e o PT sozinho não ganha as Eleições. Resta saber se vai pensar no Brasil e no Lula ou se vai pensar no Partido. Digo “pensar no Lula”, porque se a Direita ganhar, ele mofa na cadeia. E, “pensar no Brasil”, porque se o neoliberalismo ganhar, os brasileiros mofarão na miséria.

*Tática em que o enxadrista faz um movimento completamente inesperado, tendo já planejado, logo após a esse movimento, fazer jogadas previsíveis, mas que o adversário não tenha como impedir o sucesso do seu oponente.

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GRANDE ALDYR

(publicado em 30 de maio de 2015)

Morreu o Aldyr, grande Aldyr!

Técnico de voley. Um dos melhores! Meu primeiro técnico.

Digo, sem medo de errar, que o Aldyr tem uma parcela na minha formação como gente. Com 10 para os 11 anos, comecei a ser seu aluno.

Por anos, o Aldyr me ensinou a olhar um mundo que, todo dia, se descortinava. Carioca da gema, Aldyr era o bom “malandro carioca”, aquele que o Buarque foi à Lapa encontrar mas perdeu a viagem. Era só vir à Belém, Chico, ali no Marista, nos anos 80, que ele estava lá, ou no Serra Freire, Segunda, Quarta e Sexta, de noite, 20:30hs, por aí, depois do treino do Zamba.

Aldyr me ajudou a “ver” as meninas e as mulheres. Sempre com muita graça, galanteios velados e revelados. Nada esdrúxulo, nada grotesco, nada banal, como agora. Tudo muito alegre e real.

Também, dizia do jeito dele, que uma mulher não vive só de “cantada”, há que saber tratar, curtir, divertir e respeitar. Grande Aldyr!

“Ô Maria!?”, era uma das expressões que se ouvia quando o Aldyr queria chamar a atenção por algo errado, um mal posicionamento na quadra, do bloqueio e na vida.

“Ô Maria, que cagada foi esta que tu fizestes no recreio, ontem? Tá maluco? Senta aqui do meu lado e vamos conversar…”, lembro como hoje!

Vai, camarada, pega esse avião, mas, beija o teu Rio de Janeiro…

Ps: Tenho certeza que falo por mim e por vários outros, alunos, alunas e quem mais conheceu este camarada.

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O DEUS-MERCADO E A MARMOTA

(escrito em 27 de maio de 2018)

Já estou vendo onde essa marmota vai dar. Mais uma vez o Estado vai salvar os acionistas do deus Mercado. Como se a alta dos preços tivesse sido ocasionada por um aumento dos tributos. O que é uma mentira.

Com a crise da Petrobras, em meio a escandalização com a putaria, a queda absurda do preço do barril no comércio internacional e o esperto ataque às ações da empresa pelo Mercado, a Empresa mudou seus dirigentes.

Quanto a putaria, os números indicam que, mesmo execravel, não impedia a empresa de ter lucros na casa dos 20 bilhões de Reais por ano, ainda que não acompanhando o valor do mercado internacional do petróleo. Isto porque, o Brasil é praticamente auto-suficiente em combustíveis, principalmente com a descoberta do Pré-sal. As importações eram pequenas. E o preço do dólar não tinha muita influência nos custos da empresa.

A grita se dava pelos acionistas privados com ações da Petrobras que queriam que a companhia repassasse o valor do mercado para os brasileiros e, assim, lucrar mais que os 20 bi. E o pior é que muitos brasileiros concordavam.

Pois bem, em outubro de 2016, já sob a nova direção, a Petrobras passou a acompanhar os preços internacionais em busca de rentabilidade tal qual queriam os acionistas. Daí os preços foram aumentando até o ponto em que seu valor fizesse com que algumas distribuidoras concorrentes da Petrobras passassem a importar diesel e gasolina. Uma Shell, por exemplo, poderia importar dela mesmo dos EUA, ganhando nas duas operações. As importações explodiram. Só dos EUA multiplicou por 3 vezes e meia em 2017. Essas importações fizeram com que nossas refinarias trabalhassem com 75% da capacidade e o cenário externo passasse a ter maior influência no comércio local.

Resumindo, esses aumentos dos combustiveis se devem a nova política da empresa de acompanhar o preço do mercado e do aumento das importações dos derivados de petróleo.

Isso nos afetou duplamente. Por um lado, o valor do barril vem sofrendo altas constamtes no mercado internacional, e pelo outro, o aumento do dólar para perto de R$ 4,00, motivado pela fuga em direção aos títulos públicos americanos que tiveram seus juros aumentados. Esses são os motivos.

Agora, querer que o governo baixe tributos sobre o combustível só para agradar os acionistas, é sacanagem.

Se tivermos que rever tributos, então que se faça uma reforma tributária séria, que alivie a produção e o consumo e se carregue fortemente na renda nos mesmos moldes de países como Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Noruega, Inglaterra e França. Duvido toparem.

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SINA

Antigamente, quando se usava um orelhão, a gente colocava a ficha e ela engatava no caminho. Aí, a gente danava a dar umas porradinhas para ver (ouvir) quando a ficha caia… de porradinha em porradinha, a ficha acabava caindo.

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Sincericídio

“Vou parar de ler perfis alheios, leio cada besteira”, disse após ler este perfil.

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JANELA

Janela

Já cá
Já via
Já Lia
Cá já

Já sou
Já lero
Já quero
Já vou

Já mais
Já sais
Já vais
Já cáis

Já nela!

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PERICULOSIDADE + INSALUBRIDADE

(escrito em 23 de maio de 2017)

Sem muito juridiquês.

O trabalhador corre risco de vida, ou seja, pode morrer na sua atividade? Então tem direito de receber 30% a mais sobre o seu salário. A isto se chama: Adicional de Periculosidade.

Adicional de Insalubridade, por sua vez, é uma quantia de 10%, 20% ou 40%, calculada sobre o Salário Mínimo (há uma discursão se sobre o salário recebido ou sobre o salário-base, mas, agora, não vem ao caso), toda vez que o trabalho está sob o efeito de um agente de risco à saúde, como, “ruído”, “calor”, “agentes químicos” etc..

Na Justiça do Trabalho, há basicamente duas correntes:
a) Uma entende que o trabalhador não pode receber os dois Adicionais simultaneamente e que deve o trabalhador optar pelo mais vantajoso (o que é uma visão puramente econômica e não compensatória pelo risco humano, em si);
b)Outra, que entende que pode.

Entendo que pode e deve acumular. Um, o risco mata, o outro, adoece (que pode matar, ao final). Um não exclui o outro. Ambos arrebentam o Ser.

Afinal, o pagamento de um dos adicionais, para o trabalhador sujeito simultaneamente à insalubridade e à periculosidade, não faz com que o agente de um ou do outro desapareça.

Estou bem acompanhado.

O professor e magistrado do TRT da 15º Região, o Dr. Souto Maior, leciona:

“2. Acumulação de adicionais: como o princípio é o da proteção do ser humano, consubstanciado, por exemplo, na diminuição dos riscos inerentes ao trabalho, não há o menor sentido continuar-se dizendo que o pagamento de um adicional “quita” a obrigação quanto ao pagamento de outro adicional.

Se um trabalhador trabalha em condição insalubre, por exemplo, ruído, a obrigação do empregador de pagar o respectivo adicional de insalubridade não se elimina pelo fato de já ter este mesmo empregador pago ao empregado adicional de periculosidade pelo risco de vida que o impôs.

Da mesma forma, o pagamento pelo dano à saúde, por exemplo, perda auditiva, nada tem a ver com o dano provocado, por exemplo, pela radiação.

Em suma, para cada elemento insalubre é devido um adicional, que, por óbvio, acumula-se com o adicional de periculosidade, eventualmente devido. Assim, dispõe, aliás, a Convenção 155, da OIT, ratificada pelo Brasil;”

Integrando as disposições constitucionalmente garantidoras de condições dignas de trabalho, a Constituição reconhece os tratados e convenções internacionais retificados pelo Brasil (Art. 5º, §§ 2º e 3º, CF).

A acumulação de tais Adicionais está de acordo com o Decreto nº 1.254, de 19/09/1994, que determinou o cumprimento integral da Convenção nº 155 da OIT.

Fecha o pano!

______________/

“Como consequência do acolhimento sistemático de pretensão idêntica em diversas reclamatória, as empresas teriam de arcar com um ônus que não poderiam sequer prever e para o qual não se programaram, até porque inexiste fundamento legal a amparar essa tese.

Adotando-se o entendimento vindicado na exordial, automaticamente, os empregadores ver-se-iam com passível trabalhista considerável, no momento da pior crise econômica em décadas, quiçá desde a década de 1930.

Outra consequência lógica e nefasta da tese autoral é que, se todos os riscos devem ser individualmente compensados com um adicional distinto, os trabalhadores sujeitos a dois, três ou quatro agentes insalubres teriam direito a vários adicionais.

Por conseguinte, na maioria das vezes, os laboristas fariam jus ao pagamento de adicional de insalubridade em valor superior ao seu próprio salário, sem respaldo legal e sem que os empresários pudessem contabilizar esses débitos.

Ad conclusum, a interpretação pretendida pelo autor contraria o ordenamento jurídico e os princípios constitucionais da legalidade e da segurança jurídica e, caso difundida, acarretará sérios prejuízos à saúde financeira das empresas, que não puderam antever um passivo trabalhista de tal monta, ocasionando mais sonegação fiscal, desrespeito aos preceitos juslaborais e, talvez, gerando desemprego e prejudicando o trabalhador cuja proteção é utilizada de subterfúgio ao pleito.”

Este fundamento sentencial me preocupa, no pleno exercício da minha profissão como Advogado. Há duplo grau de jurisdição. Recorri.

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