SÁBADO SUBVERSIVO NO TERRA DO MEIO

Caríssimos clientes, familiares, amigos e amigas

Neste sábado dia 10, nosso revolucionário André, estaria comemorando seus 79 anos de vida bem vividos! E, por conta disso, faremos em sua homenagem, um Sábado Subversivo no Terra do Meio.

O restaurante terá uma programação especial com voz e violão, e pratos com preços especiais, a todos aqueles que um dia tiveram contato com este velho curupira do Uriboca, vô jacaré, guerreiro xipaia, sonhador, alquimista, que apostava no poder de renovação do tempo, da natureza e do próprio ser humano, e aos que mesmo sem tê-lo conhecido, nos dão o privilégio em tê-los como clientes.

Como ele mesmo gostava de dizer: #Largatudo e #vemtimborapracá !

Musica ao vivo (voz e violão), a partir de 12h
Meu do dial: pratos individuais com preços especiais e nossas especialidades da Casa
SÁBADO 10/11
NO TERRA DO MEIO

Anúncios
Publicado em Na Geral, Restaurante TERRA DO MEIO | Deixe um comentário

10 de novembro de 1939

10 de novembro de 1939

Meia-noite-e-meia
Meia-noite-e-meia
Meia-noite-e-meia
Meia-noite-e-meia

Seus olhos estão presentes, verdes e sem a pressão que tanto lhe estava incomodando, amando a sua maneira em visão que só o senhor enxergava mesmo quando turvas as curvas. Conseguindo encantar no olhar, na verdade, queria todos felizes. Às vezes conseguiu, outras, não tentou. Do seu jeito. Bastava o bom papo. Aquele conto. O causo não contado. O contado várias vezes, mas, sempre com a surpresa do espanto. São tantos.

A grama está verde
A Gilmara, aprendeu
A Graça, sorriu
A chuva, caiu
O camaleão, subiu
O Ipê, floresceu
A vida, seguiu

Não há mais nada que possa fazer. Há muito a se fazer. As perguntas, agora, nós as responderemos. Os ensinamentos são suficientes para irmos até o final. Vamos repassar a nossa maneira. É assim. Sempre que as coisas ficavam confusas, complicadas de entender, a dica era automática e mental: Aos livros!

O igarapé está tinindo
Os teus livros, abertos
Os teus tesouros, salvos
Os teus escritos, momentaneamente, perdidos
As caricaturas, penduradas

Mantemos tudo como antes. Mentira, já estamos mudando. Mostrou como se faz. Eras inquieto. Sempre uma novidade. Uma ideia. Um delírio. Um sonho. Realizações eram o de menos. Dizia: Se não for para se divertir, não tem graça. Já não há mais dor, cansaço nas pernas. Olhos doendo. Saudade dela. E, sei que topava.

A luta continua
Os malvados estão por aí
A volta do anzol os pegará
Os tanques não terão vez
A cavalaria não virá à praça
A marcha é firme
O povo é sem medo

Amores sem freios. Muitos filhos, filhas, sobrinhas e sobrinhos, netos e netas, alguns saídos das entranhas, outros, “postiços” como o senhor e mamãe repetiam. Sempre uma moral-da-história, um bom conselho, que dava de graça, como o Chico. Dizia: Uma vez me chamou de tio, já era!

A mamãe dorme
A Ângela é uma filha
As meninas cuidam
Os manos cuidam
Eu não consigo
Me desculpe

Seus amigos estão bem. Suas amigas, perguntam pelo senhor. Saudades grandes. Ainda bem. Ainda está vivo na memória. Nos livros. Na ponte de madeira. Na palhoça das barracas. No pé de açaí do Terra do Meio. Nas flores. A vermelha, a sua preferida, sei. Está espalhado. Virou, aos poucos, mais que meio, terra e água. E ar. E peixe. E coisas da vida. Caruana. Sem sufocar. Sem melancolias, pois, como sabe, “não somos dessas coisas”. Afinal, somos “ercrotos”.

O João Português está bem
Marivone, também
O Manoel Moleza está lá
O Maraca, às vezes buia por lá
O Iam, o Nambu, a corriola todos bem
As pivetes, ainda choram

As quartas estão vazias. Vadiava e ria. Cantava e lia. Era remédio. Todos se curavam. Cocoon cabloco.

O Bosco continua se superando
A Cristina é fortaleza
A Wania fotografando
O Plaça é parça
O Galvão, escrevendo
A Dulce resolveu não ir mais
O Sandro está colhendo
O tio Lemanski orando
O tio Haroldo é parceiro
A Fafá te mandou um cheiro

Obrigado pelas vivências. Somos todos uns sortudos. Tantos séculos. Tantas guerras. Tantas vidas e fomos nos encontrar justo agora. O que importa é a camaradagem. O puro conteúdo é consideração.

A Laís está cuidando do Terra
A Letícia está pintando o Terra
A Leila, criando o Terra
A Mariana, endeusando o Terra
A Alexia, dirigindo até o Terra
A Lia e Bia, crescendo na terra
Está tudo bem
Tudo certo
O Matheus, é um homem
O Nandinho, está feito
Vamos entrar nessa
Boas coisas
Acontecem com
Boas pessoas

É meu pai, enquanto isto, vamos ficando por aqui. A vida ainda é a melhor opção. Como dizia, “se tudo der errado, eu volto”. Não fica a dever nada. Vida intensa. Produtiva. Até o final. Quem me dera. Colocou o nível lá para cima. Vou me esforçar. Os manos, também. Cuidaremos da tua Estherzinha.

Teus olhos verdes
Teu riso largo
Tuas mãos
Teu cheiro
Teu abraço
Tuas teimosias
Tuas alegrias
Tuas sacadas

Para sempre, te amo, sempre.

Feliz Aniversário, pai e obrigado por tudo, mesmo!

Seu cachorrão

Papai

Publicado em Na Geral, Poemeu, Sempre | Deixe um comentário

O Anti-anti-sistema

Dois colegas, na parada do ônibus Pedreira-Lomas, no início de outubro:

-Cara, tu és mãe Diná?
-Não. Escorpião.
-Então como é que tu sabes que o Mito irá fazer o mesmo que os outros presidentes eleitos, colocando gente da política, de Partidos da base em Ministério?
-Escorpião.
-Cara, tu estás é com raiva porque teu Lula tá na cadeia.
-Sou Ciro. Escorpião.
-Bixo, que escorpião é este que ficas repetindo?
-A parábola do Escorpião. O Mito é deputado federal há quase três décadas. É da natureza, irresistível, dele, te enganar.
-Chegou o nosso ônibus…

https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-anuncia-primeira-ministra-deputada-do-dem-comandara-agricultura-23218447

Publicado em Na Geral | Deixe um comentário

Novembro

Poesia e canalhasNovembro
As chuvas
As mangueiras
O vento
As mangas
E a certeza
Que nada pára
O tempo
Com exceção
Da saudade
Ah, esta
Pára até
A alma!
*10 de novembro, feliz aniversário, pai
Publicado em Na Geral, Poemeu, Sempre | Deixe um comentário

Ele!

Publicado em Na Geral | Deixe um comentário

Genial!

Publicado em Na Geral | Deixe um comentário

Ele!

Publicado em Na Geral, Sempre | Deixe um comentário