Na mãe

Mãe é mãe
Filho é filha
Neto é neta
Tudo junto
Cabe na pia
Cabe no amor
Cabe na bacia

Quando ajunta
Cabe na mãe

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O LULA

O LULA
O Lula é réu em um processo judicial.
O Lula pára uma Capital, no dia de seu depoimento.
O Lula domina os noticiários, no dia de seu depoimento.
O Lula domina as redes sociais na Internet, no dia de seu depoimento.
O Lula domina o jornalismo, no dia de seu depoimento.
O Lula vai de jatinho particular, depor.
O Lula vai de comitiva com 5 carros de luxo, depor.
O Lula tem segurança da Policia Federal, para depor.
O Lula
O Lula é conhecido no Mundo.
O Lula divide opiniões.
O Lula modificou a Sociedade brasileira.
O Lula revelou a Sociedade brasileira.
O Lula, se não estiver morto ou impedido, na forma da Lei atual ou a por vir, está eleito Presidente da República em 2018.

Ps.: A minha, a tua, a nossa opinião sobre o Lula não interfere em nada nos fatos, acima, citados.

(Escrito em 10 de maio de 2017)

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SER MUITO

Ser muito

Do que não sei
Sei muito
Do que vi
Vi muito pouco do mundo
Do que senti
Não senti sempre
Mudo muito
Falo nunca
Nada melhor
Ser o que se quer
Mas, nunca se quer
Ser totalmente
Falta muito
Sobram outros

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A Era Bolsonaro

Eratóstenes usando apenas o cérebro, o sol e a sombra que ele faz, duas varetas e um poço d’água mediu TREZENTOS ANOS ANTES DE CRISTO e disse que a Terra era REDONDA e que a circunferência do planeta media cerca de 40.000km (na unidade moderna), errando por pouco – ora, era difícil saber que a mesma era levemente achatada nos dois Polos, aliás, impossível pois, até 1400/1500 se pensava que ela era plana (por culpa da Era das Trevas, claro).

Um tempo em que este mesmo Eratóstenes criou o “Crivo de Eratóstenes”, que é um algoritmo e um método matemático que, DOIS MIL E TREZENTOS ANOS DEPOIS é um dos motivos que possibilita escrever este texto aqui e você o ler no computador, no iPad, BB, iPhone etc etc.

…e o Brasil caminhando, em passos largos, para o obscurantismo.

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O MENOR, O MAIOR E A IDADE PENAL MENOR.

Em 12.04.2013

Mais um assassinato praticado por um menor. Todos indignados. Uns, contra a Lei Penal, outros, contra os que são contra a Lei Penal que determina que aquele que tem menos de 18 anos, deve ter um tratamento diferenciado e mais brando, é verdade. Lá vamos tecer teses na forma da Lei …e na forma da Lei do Cão!

Diminuir a maioridade penal (Ps: Aviso aos Pascoales Ciproa Netos, é MAIORIDADE, tudo junto mesmo) não adianta nada. É só pensar um pouco: o menor pára ou ao menos diminui o cometimento de crimes quando completa 18 anos? As pesquisas apontam que NÃO!

Como disse, dá para escrever teses e mais teses sobre o assunto, mas fico apenas com duas sugestões:

a) Maior de idade que praticasse crime acompanhado por menor, teria sua pena duplicada. Se o menor executasse um crime hediondo, dentre os atos outros da cena, o maior teria a pena quadruplicada.

b) O menor que praticasse crime hediondo seria julgado normalmente, pelas Leis Penais e Processuais Penais ordinárias, com uma alteração na execução: Cumprimento da pena no local para menores até completar 18 anos, após, iria para uma Penitenciária, para o cumprimento do resto da pena.

Ah, e uma alteração no geral: Pará crimes hediondos, a pessoa só teria “uma bala na agulha” em sua defesa: Inocência e sair livre. Caso fosse condenado, cumpriria a pena de reclusão integralmente, no montante determinado pelo Júri, de acordo com o tipo penal.

Mais tarde, para os crimes hediondos, alteraríamos e retiraríamos a pena mínima e ficaríamos só com a máxima, mantendo a regra de “uma só bala na agulha”.

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FOI UMA HONRA!

Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto das pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos você e eu, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos.

Os moralistas e os teólogos atribuem grande valor ao momento da concepção, percebendo-o como o instante em que a alma passa a existir. Se, como eu, você não se deixa impressionar por essa conversa, ainda assim deve considerar esse instante particular, nove meses antes do seu nascimento, o acontecimento mais decisivo no seu destino pessoal. É o momento em que de repente a sua consciência se torna trilhões de vezes mais palpável do que era uma fração de segundo antes. Sem dúvida, o ser embrionário que então passou a existir ainda tinha muitas barreiras a ultrapassar. A maioria dos concebidos acaba em aborto prematuro sem que a mãe nem sequer saiba que estavam em seu corpo, e temos sorte de que isso não tenha se passado conosco.

Além disso, a identidade pessoal é bem mais do que genes, como nos mostram os gêmeos idênticos (que se separam depois do momento da fertilização). Mesmo assim, o instante em que um determinado espermatozoide penetrou num determinado óvulo foi, à luz da nossa visão retrospectiva, um momento de singularidade estonteante. Foi então que as probabilidades contra você se tornar uma pessoa caíram de números astronômicos para algarismos simples.

A loteria começa antes de sermos concebidos. Os seus pais tiveram de se encontrar, e a concepção de cada um deles foi tão improvável quanto a sua. E assim por diante, o mesmo tendo acontecido com seus quatro avós e oito bisavós, até gerações que o pensamento já não consegue alcançar. Desmond Morris abre a sua autobiografia, Animal Days (1979), num tom caracteristicamente imponente:

“Foi Napoleão quem começou tudo. Se não fosse por ele, eu agora talvez não estivesse sentado aqui, escrevendo estas palavras [… ] pois foi uma de suas balas de canhão, lançada na Guerra Peninsular, que arrancou o braço de meu tataravô, James Morris, e alterou todo o curso da minha história de família.”

Morris conta que a mudança forçada da carreira de seu antepassado teve vários efeitos em cadeia que culminaram em seu próprio interesse por história natural. Mas ele realmente não precisava ter se dado a todo esse trabalho. Não há “talvez” na sua história. É claro que ele deve a existência a Napoleão. Assim como eu, assim como você. Napoleão não precisou arrancar o braço de James Morris para selar o destino do jovem Desmond, nem o seu, nem o meu. Não foi apenas Napoleão: até o camponês medieval mais humilde só teve de espirrar para influenciar algo que mudou alguma outra coisa que, depois de uma longa reação em cadeia, gerou a consequência de que um dos meus prováveis antepassados deixou de ser meu ancestral e tornou-se o de alguma outra pessoa.

Não estou falando da “teoria do caos”, nem da igualmente em voga “teoria da complexidade”, mas apenas da simples estatística da causalidade. O fio dos acontecimentos históricos de que depende a nossa existência é assustadoramente tênue.

“Quando comparado com o período de tempo para nós desconhecido, ó rei, a vida presente dos homens sobre a Terra é como o vôo de um único pardal pelo salão onde, no inverno, vos sentais com vossos capitães e ministros. Entrando por uma porta e saindo pela outra, enquanto se acha no interior, ele não é atingido pela tempestade hibernal; mas esse breve intervalo de calma termina num momento, e retorna para o inverno de onde veio, desaparecendo de vossa vista. A vida do homem é semelhante; e ignoramos completamente o que a ela se segue, ou o que aconteceu antes.” (Venerável Bede, A History of the English Church and People, 731).

Esse é outro aspecto em que somos afortunados.

O universo é mais antigo que 100 milhões de séculos. Dentro de um tempo comparável, o Sol vai inchar até se transformar num gigante vermelho que engolfará a Terra. Cada século dentre essas centenas de milhões existiu no seu tempo, ou existirá quando chegar o seu tempo, “o século presente”. É interessante que alguns físicos não gostam da ideia de um “presente em movimento”, considerando-o um fenômeno subjetivo para o qual não encontram espaço nas suas equações. Mas é um argumento subjetivo o que estou propondo. O modo como o sinto, e acho que você também o sente assim, é que o presente se move do passado para o futuro, como sob um minúsculo facho de luz, deslocando-se milímetro por milímetro ao longo de uma gigantesca régua do tempo. Tudo atrás do facho de luz está na escuridão, a escuridão do passado morto. Tudo à frente do facho de luz está na escuridão do futuro desconhecido. A probabilidade de o seu século estar sob o facho de luz é a mesma de uma moeda, atirada aleatoriamente, cair sobre uma determinada formiga que se arrasta em algum lugar ao longo da estrada de Nova York a San Francisco. Em outras palavras, é esmagadoramente provável que você esteja morto.

Apesar dessa probabilidade, você vai notar que está na realidade vivo. As pessoas por quem o facho de luz já passou, e as pessoas que o facho de luz ainda não atingiu, não estão em posição de ler um livro. Tenho igualmente a sorte de estar na posição de escrever um livro, embora talvez já não esteja quando você ler estas palavras. Na verdade, de certo modo tenho esperança de já estar morto quando você estiver lendo o livro. Não me compreenda mal. Amo a vida e espero viver ainda por muito tempo, mas qualquer autor deseja que suas obras atinjam o maior público possível. Como é provável que a população futura total ultrapasse o número de meus contemporâneos por uma grande margem, não posso deixar de me querer morto quando você contemplar estas palavras. Visto de modo jocoso, isso vem a ser nada mais que a esperança de que meu livro não saia logo de circulação. Mas o que vejo, enquanto escrevo, é que tenho a sorte de estar vivo, assim como você.

Vivemos num planeta que é quase perfeito para o nosso tipo de vida: não é demasiado quente nem demasiado frio, aquecendo-se à luz suave do Sol, irrigado de forma amena; um planeta a girar suavemente, um festival de colheitas douradas e verdejantes. Sim, e ai de nós, há desertos e favelas; há fome e miséria torturante. Mas deem uma olhada nos competidores. Comparado com a maioria dos planetas, este é o paraíso, e partes da Terra ainda são paraísos sob qualquer padrão. Qual é a probabilidade de um planeta escolhido ao acaso ter essas propriedades agradáveis? Até o cálculo mais otimista resultaria em menos de uma em um milhão.

Eis outra analogia, que já foi utilizada. Abra bem os braços num gesto expansivo para abarcar toda a evolução, desde a sua nascença na ponta dos dedos esquerdos até os dias de hoje na ponta dos dedos direitos. Em toda a extensão que passa pela sua linha mediana e segue até bem depois do ombro direito, a vida consiste apenas em bactérias. A vida multicelular e invertebrada floresce em algum lugar perto do cotovelo direito. Os dinossauros se originam no meio da sua palma direita, e são extintos perto do nó de seu último dedo.

Toda a história do “Homo sapiens” e do nosso predecessor “Homo erectus” está contida na espessura de um corte de unha. Quanto à história registrada; quanto aos sumerianos, aos babilônios, aos patriarcas judaicos, às dinastias dos faraós, às legiões de Roma, aos padres da Igreja cristã, às leis dos medas e persas que nunca mudam; quanto à Tróia e aos gregos, a Helena, Aquiles e Agamenon mortos; quanto a Napoleão e Hitler, quanto aos Beatles e a Bill Clinton, eles e todos os demais que os conheceram são soprados junto com a poeira gerada por um leve raspar de uma lixa de unha.

Seja qual for o modo de considerar a questão, apenas uma proporção extremamente pequena de criaturas tem a boa sorte de ser fossilizada. Como já disse, eu consideraria isso uma honra.

(Desvendando O Arco-íris, ciência, ilusão e encantamento – Richard Dawkins)

 

*Para mim, meus irmãos e para todos vocês.

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“Vamos acabar com isso tudo que tái, táokei?!”

“A decisão do STF ocorre em um momento no qual o Ministério Público já havia endurecido o tom contra Queiroz após ele, sua mulher e filha terem faltado a depoimentos marcados para apurar o caso. No dia 11 de janeiro a promotoria falou que os indícios levantados pelo Coaf “permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal””

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/17/politica/1547737389_846551.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM&fbclid=IwAR2od4iXPDHAoJz4k1ksQVJwbeG554zYU1PsAnDyCgeTmihYkQi3QQwnuGA

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