ESTADO DO CARAJÁS: está chegando o momento da decisão

O jornalista Val-André Mutran conhece como poucos o tema. Tudo que envolveu, envolve e envolverá a criação do Estado do Carajás, ele é catedrático. Segue mais artigo dele, retirado do blog Pelos Corredores do Planalto.

Carajás: o 27.° Estado do Brasil?

Publicado por Val-André Mutran as Domingo, Maio 02, 2010 * Por Val-André Mutran

Em março de 1989, portanto, alguns meses após a promulgação da Constituição de 1988, teve início a tramitação do primeiro Projeto de Decreto Legislativo estabelecendo a autorização de realização de consulta plebiscitária para a criação de mais uma unidade da Federação do Brasil. Na linha do tempo, foi nesta data que ouviu-se, pela primeira vez, a voz de um parlamentar ecoando a vontade da população da região sul e sudeste do Pará em busca da criação do Estado do Carajás, a partir da emancipação política administrativa do Estado do Pará. 

Apresentado pelo deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) em março de 1989; o Projeto de Decreto Legislativo foi arquivado com a não reeleição do parlamentar à Câmara Federal.

Três anos depois, o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), apresenta o Projeto de Decreto Legislativo PDC-159-B/1992, que retoma o assunto, com base nos termos do artigo 49, inciso XV, da Constituição Federal.

Para melhor compreensão do processo de criação de um novo Estado, previsto na nova Carta Constitucional em seu Artigo 18, há Lei Complementar que rege o tema. É interessante recuar no tempo, especificamente ao ano de 1974. Aqueles que tiverem interesse e quiserem aprofundar-se neste assunto. Pesquisem como se deu a criação do Estado do Mato Grosso do Sul, a partir da divisão territorial do Mato Grosso.

Carajás: Uma questão de Estado

As propostas de criação de novos estados são manifestações coletivas que acenam distintamente para a apropriação política do seu espaço de vivencia e produção, otimizando o uso dos recursos contidos na área em questão. O espaço e a cultura participam desse processo dado que representam o suporte material e a base simbólica sobre os quais são construídas as identidades territoriais.

Pensar na reconfiguração geopolítica da Amazônia brasileira é uma idéia lúcida e de uma visão política futurista, voltada para seu desenvolvimento econômico, o bem-estar social e o aperfeiçoamento do regime democrático, sonho em parte, posto em prática pelo maior estadista republicano: Juscelino Kubitschek.

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Xipaia... o último dos guerreiros!
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13 respostas para ESTADO DO CARAJÁS: está chegando o momento da decisão

  1. Gostaria muitíssimo de poder dividir algumas impressões com teus leitores Laffa.
    Sua generosidade em relação a minha pessoa é o espelho de sua boníssima alma.
    Amigo, muito obrigado e, com certeza, apesar de não merecer tal deferência, agradeço-o com sinceridade.
    O artigo em tela é apenas um rápido rascunho.
    Estou me empenhando, com muito entusiasmo, na tentativa de reproduzir os fatos como aconteceram, acontecem e acontecerão, em relação ao polêmico assunto da divisão territorial da Amazônia, a partir do Estado do Pará, visto que, os projetos de decreto legislativo do Carajás e do Tapajós, avançaram para a fase terminativa quanto ao mérito da proposição.
    Algumas pessoas , felizmente um grupo muito pequeno, danam-se a propagandear calúnias, injúrias e difamações sobre esse tema. Atacam do alto de suas reputações, a nossa reputação.
    Sabes que sou um pessoa feliz, realizado e um operário nesta causa que, acredito ser, o maior projeto do Brasil.
    Escrevo um livro sobre o assunto, sem data para publicação.
    Talvez o Estado do Carajás saia primeiro que o próprio livro. Talvez.
    No mais, engordei novamente, recuperei o sono, diminui o cigarro (com séria ação para deixá-lo), voltei a nadar, lutar e jogar tênis de quadra. Continuo amando a mesma mulher e espero devolver 100% dessa minha alegria de viver.
    Grande abraço.

  2. Amigo Val, nada a agradecer. Apenas recorro ao meu tio Anfrisão: “Ou amigo ou merda!”.

    A divisão do Estado do Pará, que, no meu sentimento, é, na verdade, a multiplicação do Estado do Pará em três, é tema que gosto de ver, cada vez mais, correndo às bocas, webianas ou “de bar”.

    Temos que discutir. Falar, propor, opinar. debater e, claro, concluir. Li o recente embate do teu artigo sobre a Amarilis, que não conheço, mas sim, o filho, o Fernando ou Tanto ou Domisteco Fernandel, em recente caminhada-fotográfica pelo Ver-o-Peso. Cidadão educado, como você. Cidadão ligado nas coisas da vida, como você.

    Mas, o debate de fundo é bom, claro tirante a questão de quem ofende quem ou se ofende com o quê. São coisas que o tema levanta, já que envolve, além de política, perder e/ou ganhar algo, o que é muito “importante” para nosso ego humanóide.

    Mas, em outra análise que faço, é de que, como “nascer” dentro de uma linha imaginária, criada por uma norma legal, adere ao nosso psiquê tão fortemente, né mesmo meu caro?

    E como ‘Imagine’, de Lennon, tornou-se impraticável!

    Quero comprar um livro e o quero dedicado.

    Fique bem, meu caro.

  3. andreh disse:

    olha meu carp chará André, gostei da idéia em dividi o pará é um estado bem grande e merece que as políticos competentes olhem para toda a população e não só de bélem.
    eu sou maranhense
    e não sou a favor da divisão do maranhão em dois.

  4. Eu sou a favor da divisão do estado sim, o estado e muito grande e as atençoes ficam todas la em Belém e nas cidades perto, as cidades mais longes deveriam tem mais recursos porisso que uma divisão ia fica melhor pros seu governantes.

  5. divino do nascimento alves disse:

    Sou nascido en xinguara no sul do para tenho 26 anos, sou plenamente a favor da criação do estado de carajás,pra poder ter uma educação de qualidade, mais oportunidades de enprego,segurança,saúde,estrada de qualidade, o sul do pará e esquecido pelos os governo do pará eles sempre aparece pra fazer visita de 4 en 4 anos fazendo promessas que todos nos sabemos que não vai ser cumprida,somos sempre esquecido, a capital belem e descentralizada num estado tão grande,eu particulamente não conheço a capital do pará,tenhe que realmente se fazer um estado novo pra quenhe fez o sul do pará,os imigrantes que não temos nada haver com esses da capital do pará aqui a gente trabalha pra construir o melhor estado da federação.

  6. divino do nascimento alves disse:

    Sou nascido en xinguara no sul do para tenho 26 anos, sou plenamente a favor da criação do estado de carajás,pra poder ter uma educação de qualidade, mais oportunidades de enprego,segurança,saúde,estrada de qualidade, o sul do pará e esquecido pelos os governo do pará eles sempre aparece pra fazer visita de 4 en 4 anos fazendo promessas que todos nos sabemos que não vai ser cumprida,somos sempre esquecido, a capital belem e descentralizada num estado tão grande,eu particulamente não conheço a capital do pará,tenhe que realmente se fazer um estado novo pra quenhe fez o sul do pará,os imigrantes que não temos nada haver com esses da capital do pará aqui a gente trabalha pra construir o melhor estado do Brasil.

  7. Priscila Pereira Nogueira disse:

    Sou de Marabá – PA, município este que se desmembrado do Pará (espero que seja), tornar-se-á o município e talvez capital de Carajás. Sou completamente à favor da criação do estado de Carajás, não pela hipotese da minha cidade se tornar capital, mas pela revolta, o governo do estado não olha, não zela pelos cidadãos do sul e sudeste do Pará. Espero que os moradores do sul e sudeste do Pará se concientizem e votem à favor da criação do estado de Carajás.

  8. Glecia Araujo disse:

    eu sou contra a divisão do estado Pará, pós os novos estados não tem siquer condisão de se sustetaren com suas propias perna, precisarão da ajuda do governo Federal para pagaren anualmente mais de 2 Bilhões de Reas de suas dividas ,Fora os ministerios que precisaran ser criado, e as cidades de Marabá e Santarem não tem estrutura para ser capital de um estado. Francisco Farias da Silva e GléciaAraújo Paiva Áurora do Pará (PARÁ EU te QUERO GRANDE)

    • esiel ferreira da silva disse:

      olá glecia voce já pensou para pensar? que essas quantias de biliões de Reais de que você fala será investida em gerações de empregos tanto no carajás como pará e tapajós? serão no minimo 50 mil empregos diretos no carajás e 40 mil no tapajós durante os proximos 15 anos. nos vamos construir mais duas estruturas administrtivas igual a Belém, isso não te anima? ou vc prefere ver o pará grande com um povo miserável? o pará esta falido ,o povo está sem saúde ,educação, segurança, emprego, estradas,pontes e sem qualquer esperança de melhoria não é culpa dos governantes e nem de nossos irmãos da capital mas o problema é no tamanho do estado, eu quero o Pará grande ,o Carajás grande,o Tapajós grande, mas com um povo desenvolvido, feliz, com saúde,segurança educação,emprego I D H COMPATIVEL com os brasileiros de outros estados , o Brasil todo vai ganhar com o SIM,pois as indústrias de todo o país pois irão fabricar tdos os materiais básicos para a construção dos novos estados .iiinclusive

  9. Renan pojo farias de melo disse:

    sou de canaã dos carajás,e sou contra a divisão do estado,pessoas que não são nem daqui estão,por trás disso..

    sou Paraense e me orgulho disso..

    Pará eu te quero Grande,chega de corrupição,por isso que nossa região não vai pra frente,por causa desses politicos que na maioria nem são daqui..

    viva o pará grande

  10. ellen paula guimarães Rosa disse:

    TAMBEM SOU CONTRA A DIVISÃO,SOU DE REDENÇÃO..

    PARÁ EU TE QUERO GRANDE 2)

    • esiel ferreira da silva disse:

      ellen eu nasci em belém e isso me da o direito de dialgar mais serenamente com vc que ´diz se de redenção, vc já parou para analizar o tamanho do mal que vc esta a fazer contra sua propria pessoa e ao restante dos que sonham com uma qualidade de vida igual a de outros brasileiros de outrs estados á exemplo do tocantisns que era o corredor da miséria pois via a riqueza passar por lá pela rodovia federal mas náo saiam da extrema pobreza? so foi ser livre dde goias eles cresseram e o goias tambem cresceu veja bem vc fala que quer o pará garnde nós tambem! nossa diferença e que eu quero ver o Carajás ,o Tapajós tambem grandes , nós também queremos ver grande éa nossa gente nosso povo com ; saúde,educação, emprego segurança e desenvolvidos, quero ver surigir mais de cento e cicoenta mil empregos nos tres estadados nos proximos quatro anos , se o não ganhar vai ficar igual está ou pior ainda v

  11. Luciano Valente disse:

    Estive em Belém no início de agosto e verifiquei a mobilização contrária à divisão do Estado do Pará. É incrível como muitos, no conforto da capital, arvoram-se em emitir suas opniões sem ao menos conhecer o sul, sudeste e oeste do Pará, os quais possuem outra cultura, outro povo, outra identidade, outra ideologia, e vivem a mercê da falta de interesse da capital paraense, que acumula os recursos da região e não reinveste sequer 1/10 do que arrecada daqui. Aqui falta ESCOLA, POLÍCIA, SEGURANÇA, INVESTIMENTOS, UNIVERSIDADES…os campus da UEPA e da UFPA em Marabá estão jogadas às traças, enquanto em Belém é tudo do bom e do melhor… O Batalhão de Polícia de Marabá não tem sequer 200 homens, para todo o sul e sudeste. Muitas cidades vizinhas possuem guarnição de apenas 3 homens (muitas vezes despreparados e sem armamento adequado). Apesar da carência na região na área de saúde, não existe sequer uma faculdade de medicina para atender a crescente demanda. Uma consulta com um especialista é da ordem de R$ 200,00. Absurdo! O POVO SOFRE, O POVO ESTÁ DESAMPARADO…É HORA DE DIVIDIR, JÁ…!!! BASTA DE TANTA INJUSTIÇA!

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